(Foto: Instagram/@pepita)
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Pepita e a luta pela diversidade para além do Mês do Orgulho

Artista participou do programa “HERvolution”, onde debateu o tema no quadro “Na Boca do Povo”

Figura representativa para a comunidade LGBTQIA+, Pepita não se cala na hora de apontar os obstáculos e controvérsias que envolvem a visibilidade da causa. A artista participou de muitos projetos durante o Mês do Orgulho, levando junto consigo a bandeira das mulheres trans, mas já deixou claro que o cenário está longe de ser uma utopia.

(Foto: Instagram/@pepita)

Aos 38 anos de idade, hoje Pepita se destaca entre as artistas da cena musical brasileira. Ela foi tomando conta de seu espaço aos poucos, mas sempre usando sua voz em busca da igualdade e respeito. Em uma recente entrevista com Bianca Andrade, por exemplo, declarou: “Cheguei aqui sem ter que humilhar ninguém”.

Eu não quero regalia nenhuma, eu só quero o que é meu por direito. Eu quero entrar no shopping e ver uma trans me atendendo em uma loja, uma trans ser minha dentista, uma trans ser comissária de bordo. Não é muito difícil, eu sou igualzinha a todo mundo. A única coisa que eu luto e desejo é igualdade, você não precisa gostar de mim. Eu te respeito e você me respeita. É muito fácil isso, o respeito é uma palavra muito pequena que algumas pessoas não conhecem. Mas eu conheço e levo para a minha vida. Acho que é por isso que eu cheguei aqui sem ter que humilhar ninguém“.

No Mês do Orgulho, Pepita participou de vários projetos voltados para comunidade, como a Live Especial Orgulho na companhia de Gil do Vigor e também a série “Aliades pela Diversidade” no Facebook Watch. Foram várias as ações, campanhas e publicidades especiais no mês de junho — o que acabou gerando uma grande visibilidade.

Foi durante essas inúmeras ações, inclusive, que ela ressaltou que “tão importante quanto nos apoiar é nos CONSUMIR! A comunidade LGBTQIA+ é capaz de qualquer coisa que se propõe a fazer” através de uma publicidade.

Só que nem tudo são flores. O Mês do Orgulho realmente fez muito barulho e deu espaço para militância e defesa da ampliação de direitos. Mas a ideia não é só ter voz em só um período, e sim todos os dias. No dia 1º de julho, Pepita desabafou nas redes sobre as “máscaras” que começaram a cair com a virada do mês.

Errada não está! Em outro momento Pepita até levantou um questionamento sobre tudo que a comunidade enfrenta, assumindo seu esgotamento em relação à causa.

“Estou extremamente ESGOTADA! Hoje pela primeira vez me peguei perguntando se realmente vale a pena essa luta ou se estou dando murro em ponta de faca. O que leva pessoas a te atacarem nas redes sociais por um posicionamento que você teve? […] TRANSFOBIA É CRIME SIM e NINGUÉM merece sair impune. Chega de brincadeiras que matam VIDAS! CHEGA.”

E quando se trata das críticas e dificuldades na própria comunidade LGBQIA+? Em recente participação no “HERvolution” para o quadro “Na Boca do Povo”, que foi ao ar na noite da última terça-feira (13), Pepita falou sobre a quebra de padrões ao citar uma experiência de preconceito que viveu durante seu casamento.

A artista dividiu vivências e refletiu sobre o papel da militância com a produtora Apuke Beat (jurada do Reality HER), Hey Cat e Bruno Damásio. Confira:

HERvolution

O programa, idealizado por KondZilla, vai ao ar na RedeTV! toda terça-feira às 23h30 e ​promete alavancar e engajar a carreira de jovens mulheres do funk, do rap e do trap nas favelas. Apresentado com descontração e bom humor pela cantora e compositora Mila, o programa é delas, feito por elas e para todxs, como se fosse uma confraria de amigas que se reúnem para bater papo numa conversa íntima e divertida.

No programa da última terça-feira (13) o “HERvolution” também contou com MC Luanna no “Estúdio HER”, além de um bate-papo muito interessante com Thata Kimura, Dida Teodoro e Priscila Oliveira no quadro “Lugar de Mulher”. As três se uniram para explicar porque lugar de mulher também é no bar: “Ser mulher bartender é um ato de resistência

O “SOS HER”, por sua vez, falou sobre preservação de vacinas e medicamentos, incluindo a vacina de Covid-19. Dúvidas sobre eficácia são tiradas, e ainda foi explicado o que significa imunidade de rebanho. Por fim, a competição do Reality HER começou! As cinco participantes tiveram que correr contra o relógio para produzir o melhor beat de funk mandelão em apenas 1h. Baita responsabilidade, hein?

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Escrito por Carolina Stramasso

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