Pedro HMC, do Põe na Roda, comanda o POP Stories e fala sobre espaço para artistas LGBTQIA+
(Foto: Reprodução / Instagram @hmcpedro)
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Pedro HMC, do Põe na Roda, comanda o POP Stories e fala sobre espaço para artistas LGBTQIA+

“A cultura pop e o avanço do movimento LGBT historicamente andaram juntos!”, diz Pedro HMC.

Pedro HMC, criador do site LGBTQIA+ Põe na Roda, é o convidado desta semana para comandar o POP Stories do @portalpopline no Instagram. Pedro aparecerá todos os dias trazendo as notícias mais quentes da música pop para os seguidores do POPline.

Ele promete “uma pitadinha de bom humor e um pouco de militância”. “Do jeitinho que faço no Põe na Roda, com a cara e a coragem”, brinca.

Pedro HMC, do Põe na Roda, comanda o POP Stories e fala sobre espaço para artistas LGBTQIA+
(Foto: Juliano Cezza)

“As pocs novinhas devem me ver como uma cacura, porque dos artistas que mais ouço e vou atrás, tem uns que não estão nem na ativa! Gosto principalmente de Elton John, Rita Lee, Spice Girls, Mika, Christina Aguilera, George Michae, Clarice Falcão… Mas olha, tem gente nova que eu amo também e vou clicar sempre que noticiarem, como Sam Smith, Pabllo Vittar, Iza, Gloria Groove e o Troye Sivan, pra citar uns exemplos do que ouço muito e sempre!”, conta.

POPline – Você criou o “Põe Na Roda”, maior plataforma de notícias LGBTQI+ do Brasil. Como você acha que o POPline faz parte desse movimento?

PedroHMC – Totalmente faz parte! A cultura pop e o avanço do movimento LGBT historicamente andaram juntos! Só lembrar de Madonna na década de 80 defendendo LGBT, casamento, adoção, etc. quando isso não dava nenhum pink money, sendo mais política que qualquer político na época que não ousava nem falar sobre o tema que era um tabu total e a gente não tinha nenhum direito! Acredito que a cultura pop ajuda a geração mais jovem principalmente a ser mais progressista e levar o mundo a frente. Com vários direitos conquistados, hoje em dia ainda temos temas políticos presentes nas letras de muitos artistas como feminismo, não-binariedade, amor livre, vários tipos de empoderamento e por aí vai.

Você acha que artistas LGBTQI+ devem receber mais atenção no mercado mainstream?

PedroHMC – Devemos, mas ainda recebemos muito pouco. Basta ver que a maior artista LGBT que temos, a Pabllo, tem números absurdamente altos nas plataformas digitais e ainda hoje é boicotada por rádios, e mesmo na TV as aparições são bem esporádicas. Se for falar dos outros artistas LGBTs então, é muito pior. Ainda assim, devo reconhecer que a gente evoluiu muito! Quando eu era adolescente não existia toda essa leva de artistas LGBTs.. Eram bem poucos, quase zero representatividade. E a maioria destes, mesmo quando assumida, nem falava no assunto.

Pedro HMC, do Põe na Roda, comanda o POP Stories e fala sobre espaço para artistas LGBTQIA+
(Foto: Juliano Cezza)

Na sua opinião, por qual motivo divas heterossexuais são idolatradas por fãs gays? Muitas vezes os próprios artistas LGBTQI+, com algumas exceções, não recebem a mesma atenção.

PedroHMC – Acho que é um reflexo histórico, mas começa a mudar agora que também temos artistas LGBTs. Não existiam muitos artistas fora do armário antigamente. Eu por exemplo, na adolescência, quando vivia no armário, o máximo que ouvi sobre igualdade, sobre poder ser você mesmo, dar importância aos seus amigos, etc. foi através das letras das Spice Girls que eram um fenômeno nos anos 90 e de quem eu era muito fã! A Madonna cumpriu esse papel na década de 80 também (e até hoje!). E como tinha pouco LGBT assumido e as mulheres (mesmo sendo cis e hétero) sempre foram uma minoria também oprimida lutando por mais igualdade e justiça, acredito que sempre rolou uma identificação imediata do público gay com elas por isso.

Tem algum artista que é menos conhecido e você indica?

PedroHMC – Olha, lembrei de cinco artistas maravilhosos que eu AMO, são super talentosos e eu acho que deveriam ter muito mais reconhecimento e fama do que tem: Linn da Quebrada (as letras são um soco de verdades e pura poesia), Troye Sivan, Johnny Hooker, Mika (ele bombou quando surgiu e depois virou quase um artista independente) e Davi Sabbag também.

Escrito por Leonardo Torres

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