Foto: divulgação
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A pedido de Adele, Spotify retira opção “ordem aleatória” dos álbuns

“Não criamos álbuns com tanto cuidado e reflexão em nossa lista de faixas sem motivo”

O “30” narra uma fase importante da vida de Adele. A ordem das 12 faixas do álbum foi escolhida cuidadosamente pela cantora para contar uma história ao público e ela sentiu que a opção “ordem aléatória” da configuração padrão do Spotify pudesse atrapalhar o fluxo narrativo do álbum.

Neste domingo (21), a britânica confirmou via Twitter que pediu à plataforma para retirar a opção “ordem aleatória” dos álbuns: “Este foi o único pedido que eu tive em nosso setor em constante mudança! Não criamos álbuns com tanto cuidado e reflexão em nossa lista de faixas sem motivo. Nossa arte conta uma história e nossas histórias devem ser ouvidas como pretendíamos. Obrigado por ouvir Spotify!”. A plataforma, por sua vez, respondeu “qualquer coisa para você”.

No entanto, o símbolo de ordem aleatória -duas setas que se cruzam- ainda está disponível para alguns usuários. A opção também aparece nas faixas individuais do álbum, isso significa que ainda é possível começar a ouvir álbuns em qualquer faixa e optar por reproduzir as músicas em uma ordem aleatória depois disso.

Leia mais:

Adele publica carta aberta sobre o álbum “30”

Três anos atrás, quando Adele começou a produzir o álbum “30”lançado nesta sexta-feira (19) e que já é um imenso sucesso, a cantora estava em meio a uma separação e foi exatamente isso que guiou toda a composição do disco.

E para celebrar o lançamento de um dos trabalhos mais íntimos de sua carreira, Adele resolveu divulgar uma carta aberta sobre o “30”.

Adele
Foto: Apple Music

Em um e-mail, Adele explica, em suas próprias palavras, como o álbum “30” a ajudou em um dos momentos mais difíceis de sua vida e como suas amizades muito especiais também a impulsionaram a colocar sua vida em ordem e poder viver feliz novamente.

Leia a tradução:

Adele carta 30
Foto: Reprodução / E-mail

“Certamente eu não estava nem perto do lugar que gostaria de estar quando eu comecei este álbum quase três anos atrás. Bem o oposto, na verdade. Eu conto com a rotina e consistência para me sentir segura, sempre contei. E mesmo assim lá estava eu conscientemente – até desejando, jogando-me em um labirinto de absoluta bagunça e turbilhão interior!

Eu aprendi muitas verdades escaldantes sobre mim mesma no percurso. Eu derramei muitas camadas mas também me enrolei em outras novas. Descobri mentalidades genuinamente úteis e completas para seguir e eu sinto que eu encontrei meu sentimento novamente. Eu até diria que eu nunca me senti tão em paz na minha vida.

E então, eu estou pronta para finalmente lançar este álbum.

Ele foi meu companheiro durante o período mais turbulento de minha vida. Quando eu estava compondo-o, era minha amiga que vinha com uma garrafa de vinho e comida para me animar. Minha sábia amiga que sempre dá os melhores conselhos. Sem esquecer aquela que é selvagem e diz ‘É seu retorno de Saturno, querida. F**a-se, você só vive uma vez’. A amiga que fica acordada a noite toda e apenas segura minha mão enquanto eu choro sem parar sem saber o motivo. A amiga que se levanta e faz e me pegava e me levava para algum lugar que eu dizia que não queria ir, mas que apenas queria me tirar de casa para um pouco de vitamina D. Aquela amiga que entrava de fininho e deixava uma revista com uma máscara facial e sais de banho para eu me sentir amada enquanto me lembrava inadvertidamente não apenas em qual mês estávamos mas que também eu deveria ter um pouco de autocuidado. 

E então aquela amiga que não importa o que, entrava em contato mesmo quando eu parava de entrar em contato com ela porque eu me tornava tão consumida pela minha própria tristeza. Eu meticulosamente reconstruí minha casa e meu coração desde então e este álbum narra isso.

O lar é onde o coração está.”

Escrito por Luíza Tozzato

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