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Pai de Beyoncé impediu que Destiny’s Child trabalhasse com R. Kelly, acusado de casos de abuso sexual

Atualmente o nome de R. Kelly está, mais forte do que nunca, envolvido em casos de abuso sexual. Aconteceu que o canal Lifetime levou ao ar um documentário controverso sobre ele, intitulado “Surviving R.Kelly”. No filme, o rapper é tratado como um tarado e líder de um culto sexual (em decorrência das acusações de pedofilia contra ele). Fora do filme, algumas pessoas estão dando novos depoimentos. Um deles foi Mathew Knowles, pai de Beyoncé. Ele afirma em entrevista ao jornal britânico The Metro que foi responsável por impedir que as integrantes do grupo Destiny’s Child, na época gerenciado por ele, gravasse com o cantor, apesar da pressão da gravadora.

Destiny’s Child e Mathew Knowles.

“Eu estava lá e minha ex-esposa Tina estava também. A coisa com R. Kelly era, ele gostava de gravar tarde da noite, por volta da meia-noite. E o que havia de diferente em seu estúdio era que um quarto tinha uma suíte de gravação e ao lado tinha clube, com 40 ou 50 pessoas dançando”, lembrou.

“R. Kelly era gerenciado pela gravadora Sony, por alguém que eu não citarei e, naquela época, eles quase forçariam você a gravar com [seus] artistas. E R. Kelly não era barato – custava entre US$ 75.000, mais os custos de viagem, então estamos falando de US$ 100.000 para uma música”, disse. “Eu pessoalmente rejeitei a música, porque não achei que fosse uma boa música. Não apenas por causa de sua reputação – era por volta de 1998 que tínhamos começado a ouvir algumas dessas coisas”, afirma.

Está sendo muito falado na mídia sobre o relacionamento ilegal de R. Kelly com Aaliyah, cantora de R&B que morreu em 2011, além de comportamento inapropriado com meninas em idade escolar. Mathew diz que isso levou ele e Tina, mãe de Beyoncé, a criar barreiras em torno do grupo para protegê-los do abuso que suas colegas foram submetidos durante a adolescência devido falta de supervisão dos pais.

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