Matthew Knowles, o pai de Beyoncé, deu uma entrevista ao site Ebony para promover seu livro “Racism: From the Eyes of a Child” (“Racismo: dos olhos de uma criança”, em tradução livre). Na reportagem, ele fala sobre colorismo (que tem a ver coma discriminação pela cor e pelo tom da pele), em específico na indústria da música, e diz que Beyoncé não seria tão grande quanto é se fosse mais escura. Artistas de pele mais escura enfrentam mais obstáculos.

“Quando conheci Tina [ex-esposa de Matthew e mãe de Beyoncé], achei que ela era branca. Na minha infância e adolescência existiu um condicionamento muito grande para achar mulheres negras mais claras mais bonitas”, conta o empresário, “muitos homens negros ainda vivem isso, ainda tem essa raiva erotizada dentro de si, acham que namorar uma mulher branca, ou mulher de complexão mais clara, é uma forma inconsciente de ‘se vingar’ da sociedade”.
Na indústria musical, Matthew acredita que a questão do colorismo é evidente e diz o porquê. “Quando se trata de mulheres negras, quem é que as pessoas ouvem tocar nas rádios pop? Mariah Carey, Rihanna, Nicki Minaj, minhas filhas [Beyoncé e Solange]. O que elas têm em comum?”, questiona. O repórter da revista responde que todas elas são negras claras. “Você acha que isso é por acaso?”, provoca Matthew, “então você entendeu o ponto”.
