A escalação da rapper Iggy Azalea para a programação do Pridefest, uma espécie de parada gay de Petersburgo, nos Estados Unidos, está dando o que falar. Parte da comunidade LGBT local se mobilizou para realização de um protesto e de uma petição contra o festival e contra a artista. Eles acreditam que o Pridefest está se tornando um evento de “homens gays, brancos e enquadrados na norma cis”. Iggy, por sua vez, é acusada de ter histórico racista e homofóbico.
A polêmica foi tanta, que virou matéria da Billboard, e a organização do evento teve que se posicionar. Ela emitiu um comunicado, que foi publicado pelo Pittsburgh City Paper: “Se nós acreditássemos que Iggy Azalea é racista ou homofóbica, certamente não a selecionaríamos para ser headliner do Pridefest. Nós também não acreditamos que ela aceitaria vir, se fosse racista ou homofóbica. Iggy é uma artista altamente renomada e nós recebemos uma quantidade tremenda de mensagens positivas de membros da comunidade a nível local e nacional, que estão extremamente empolgados que ela vai cantar na parada”.
As acusações de racismo e homofobia envolvendo Iggy Azalea têm a ver com tweets antigos postados por ela – e posteriormente deletados. As mensagens, envolvendo negros e asiáticos, pegaram mal. Mas a rapper, na verdade, namora um homem negro – Nick Young – e já falou sobre o assunto em uma entrevista. “A homofobia é fruto da ignorância, e do fato de que os homofóbicos não ficam perto das pessoas gays”, disse ao The Advocate. “Eu ainda não entendo porque homens hetero ainda têm medo dos gays. Mas acredito que é como todo o resto. As pessoas precisam ficar expostas a isso por tempo suficiente para deixarem de ter medo”.
