Ninguém deixa a banda Paramore sem algum estresse. Não vai ser diferente com Jeremy Davis, baixista que saiu do grupo no fim do ano passado, sem um motivo claro. Ele e a vocalista Hayley Williams estão na Justiça brigando por dinheiro – mais especificamente participação em lucros e royalties. Ela afirma que Jeremy sempre foi um músico contratado, e nada mais que isso, e Jeremy garante que ajudou a fundar a empresa Varoom Whoa, criada para administrar os contratos do Paramore.
Segundo a Alternative Press, Hayley Williams é a única a ter contrato com a gravadora Atlantic, ficando assim responsável pelo pagamento dos membros da banda. Mas Jeremy explica, no processo, que ele também tinha voz na Varoom Whoa, tomando decisões importantes, cuidando de contratos e gerenciando detalhes dos shows.
O processo revela que, na verdade, o Paramore existe apenas para o público. Ele é um projeto da Hayley Williams, única contratada da gravadora. Isso já havia sido denunciado pelos irmãos Josh e Zac Farro, membros fundadores da banda, que deixaram o Paramore em 2010 dizendo que ele não passava de um produto fabricado para atender os sonhos da Hayley. No processo, porém, Jeremy diz que, após a fundação da Varoom, Hayley, ele e Taylor York decidiram dividir igualmente todos os lucros da banda. Com isso, ela dividia também o que recebia da gravadora, apenas em seu nome.
Por conta da papelada, Hayley tem base para dizer que ele era só um músico contratado. A cantora está com um processo contra ele em Nashville, onde mora, para evitar a reivindicação de participação nas rendas das turnês.
Paralelamente à confusão, Hayley e Taylor trabalham em material para o próximo disco – agora que a banda virou dupla. “Depois de tirarmos um tempo para considerar como deveríamos seguir em frente, nós descobrimos que realmente acreditamos que o Paramore pode e consegue seguir em frente. Então, nós continuaremos”, escreveram em comunicado oficial.



