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“O público gay é o meu público”, diz Claudia Leitte

Cantora deu entrevista para blog LGBT.

Anos após dizer que “gostaria que seu filho fosse macho”, após ser questionada se seria um problema ele ser gay, Claudia Leitte está com discurso mudado. Dizendo-se uma mulher mais madura e reconhecedora de seus erros do passado, ela deu uma entrevista para o blog Me Salte, do Correio 24 Horas, que luta por direitos igualitários, e declarou que abraça completamente o público gay.

Confira na íntegra a declaração:
“Eu sou uma pessoa totalmente livre desplugada de rótulos, não faço dissociação de uma pessoa e outra. Pra mim, o publico gay é o meu publico. É a massa que me segue. Eu não faço dissociação. Eu acho que as pessoas precisam de rótulos para definirem as outras, então é um saco isso. É uma encheção de saco quando olham pra mim e querem colocar qualquer etiqueta em mim: eu não sou um produto, eu sou gente e gosto de gente. Eu quero que venham mais pessoas para perto de mim. Que estejam mais próximas a mim. Porque isso que faz minha música, é isso que me inspira: essa relação com o público que eu tenho com o público gay é tão saudável porque se trata de gente pra gente, de igual para igual. Então quem precisa botar rótulo em mim, rótulo em público, carrega algo consigo que não é meu e eu não levo para mim. Não tô nem aí. Mas eu já estive aí porque eu fui uma menina, mas hoje eu sou uma mulher convicta dos meus valores e dos meus princípios. É claro que eu sou um ser humano, eu cometo erros, eu sou uma pessoa que expõe o que sente com muita facilidade no olhar ou falando. Então é óbvio que algumas coisas vão ser deturpadas. Eu sou uma pessoa pública e não vou ser uma pessoa perfeita em tudo que eu falar e em tudo que eu fizer.”

Na mesma entrevista, Claudia conta que fez uma “pausa geral” na sua carreira pela primeira vez desde sua gravidez. “Essa pausa é fundamental na carreira de qualquer um. A gente aqui no Brasil, tem um desespero muito grande de fazer um negócio atrás do outro, como se fosse perder a fama, perder o tempo da gravadora, perder a grana. Está tudo aí e ninguém tira o que é da gente. Eu aprendi isso, isso faz parte do meu processo de amadurecimento”, diz a cantora “aí, nesse momento meu, assinei contrato com a Roc Nation, que é uma empresa gringa e me faz trabalhar com gringos, o que tem expandido meus horizontes e me feito crescer como artista, como gente também. Tô indo lá fora, voltando. Trata-se de uma carreira internacional, porque tem a mão de gringos, mas é a minha carreira, a minha música”.

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