Normani está na capa da revista The Fader, com uma entrevista e uma sessão de fotos inéditas. A cantora veste Saint Laurent e Marc Jacobs, entre outros grandes nomes, neste ensaio fotográfico. Na entrevista, ela comemora a autonomia da carreira solo e lembra o que viveu como integrante do Fifth Harmony. “Eu sinto que, enquanto estava no grupo, ninguém viu a verdadeira versão de mim. Eu não tinha permissão ou oportunidade para mostrar”, contou.
(Fotos: The Fader)
Ela se sentia “atrofiada” nas coreografias do Fifth Harmony, porque podia dar mais, mas tinha que se nivelar pelo restante do grupo. No canto, ela também não tinha grandes oportunidades – o que foi um choque no início, quando percebeu que era vista mais vocal de apoio do que vocalista no Fifth Harmony. “Era meio ‘ok, o que eu não tenho a oferecer que todas as outras têm?’. Ela só sentiu que teve uma oportunidade, finalmente, em “BO$$”. Normani lembra que o grupo não participava muito do processo criativo – isso só aconteceu no final. Nos primeiros dois álbuns, elas só são creditadas como compositoras uma vez. “Nós falávamos: ‘queremos compor, queremos contribuir, temos perspectiva. Não somos só garotas que vocês colocaram em um grupo'”, disse. Mas não adiantava.
Na época do Fifth Harmony, ela também foi vítima de racismo na Internet. O grupo havia dado uma entrevista ao vivo e a repórter tinha pedido para que as garotas definissem umas as outras em uma palavra. Normani usou “peculiar” para falar de Camila, e os fãs acharam uma afronta. No Twitter, Normani passou a ser chamada de “normonkey” (macaca), entre outros insultos. Ela decidiu dar um tempo nas redes sociais por causa disso. As outras meninas se pronunciaram contra o racismo, mas isso não a fez se sentir melhor. “As garotas ofereceram apoio, mas não tenho certeza se elas podiam estar lá da maneira que eu precisava, porque não é a experiência delas. Elas não têm que enfrentar diariamente o que eu tenho. Eu definitivamente aprendi com isso que preciso seguir de uma maneira diferente. Não posso ser como todo mundo”, concluiu.