Sia e Maddie Ziegler. Foto: Divulgação
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“Music”: Sia é criticada por escolha de atriz para personagem com autismo em filme e rebate: “Assistam antes de julgar”

Cantora trocou farpas com internautas sobre o tema

Bastou o trailer do filme “Music” cair na rede para Sia se envolver em mais uma confusão no Twitter. Duramente criticada por internautas por não escalar atrizes com autismo para interpretar a personagem principal do longa-metragem, no qual dirigiu e co-escreveu, a cantora foi ao microblog para rebater críticas de seu novo trabalho.

O filme é estrelado por Kate Hudson, Leslie Odiom Jr. e pela bailarina Maddie Ziegler, que frequentemente é vista nos trabalhos musicais da voz de “Chandelier”. Mas, com a chegada do trailer, internautas começaram a criticar a escolha de Maddie para representar Music, uma adolescente que tem autismo não-verbal, já que a bailarina não está no espectro do autismo. Além disso, muitos também se incomodaram com a forma “infantil”, que Music se porta no filme.

A atriz irlandesa Bronagh Waugh questionou a cantora no Twitter. “Olá Sia. Posso perguntar por que razão não escolheu um ator deficiente para este papel? É bastante ofensiva a forma como escolheu retratar esta personagem. As pessoas com deficiência não estão quebradas e não precisam de ser reparadas. Muitos dos meus amigos têm diferentes deficiências e são algumas das pessoas mais legais, talentosas, engraçadas, amáveis e inteligentes que conheço. Este tipo de representação imprecisa e ofensiva causa muita dor”, escreveu.

Sia vida pessoal
Foto: Divulgação

Prontamente, Sia respondeu ao comentário da colega. “Concordo. Nunca me referi à Music como deficiente. Eu sempre disse habilidades especiais, e escolher alguém que está em seu nível de funcionamento foi cruel, não gentil, por isso tomei a decisão de que faríamos o nosso melhor para representar amorosamente a comunidade”.

Quando lhe perguntaram por que razão seria considerado ‘cruel’ escolher alguém que está no mesmo espectro que Music, Sia respondeu: “Ela achou extremamente estressante e avassalador”.

Os críticos argumentaram que nem todos os atores autistas teriam achado as filmagens estressantes. Mas, mesmo assim, Sia acrescentou que no filme há várias pessoas do espectro e escreveu: “Eu selecionei treze pessoas neuroatípicas, três pessoas trans, e não para atuar como drogados ou prostitutas, mas como médicos, enfermeiros e cantores. Muito triste que ninguém tenha sequer visto a droga do filme. O meu coração sempre esteve no lugar certo”.

Escrito por Leonardo Rocha

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