Depois de longos dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (3) o Brasil perdeu Lô Borges. O artista mineiro tinha 73 anos e já estava sob uso de ventilação mecânica e chegou passar por uma traqueostomia devido a uma intoxicação por medicamentos.
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Foto: Instagram @loborgesoficial
Lô Borges foi uma das figuras mais singulares e influentes da música brasileira, responsável por expandir as fronteiras da canção mineira e redefinir o som do pop nacional dos anos 1970 em diante. Cofundador do lendário Clube da Esquina ao lado de Milton Nascimento, Lô uniu lirismo, experimentação e uma sensibilidade urbana e interiorana que ecoou por gerações.
Seu disco homônimo de 1972, o icônico “disco do tênis”, tornou-se um marco de criatividade e liberdade artística, reverenciado por músicos de diferentes estilos como um dos trabalhos mais inventivos da MPB.
Ao longo das décadas, Lô Borges manteve uma trajetória discreta, mas profundamente admirada, influenciando desde artistas consagrados até novas gerações da música brasileira e internacional. Sua obra, marcada por melodias sofisticadas, harmonias ousadas e uma poesia existencial, ajudou a consolidar Minas Gerais como um dos grandes polos criativos do país.
Milton e Lô
O perfil oficial de Milton Nascimento no Instagram já publicou uma homenagem a Lô Borges, que foi fundamental na trajetória de Milton. Leia a mensagem:
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Uma publicação compartilhada por Milton Nascimento (@miltonbitucanascimento)
“Lô Borges foi – e sempre será – uma das pessoas mais importantes da vida e obra de Milton Nascimento.
Foram décadas e mais décadas de uma amizade e cumplicidade lindas, que resultaram em um dos álbuns mais reconhecidos da música no mundo: o Clube da Esquina.
Lô nos deixará um vazio e uma saudade enormes, e o Brasil perde um de seus artistas mais geniais, inventivos e únicos.
Desejamos muito amor e força à família Borges, a qual acolheu Bituca em sua chegada a Belo Horizonte, lá nos anos 60 e, principalmente, ao seu filho Luca.
Descanse em paz, Lô.”