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Minha Praia: Rihanna – Unapologetic

Este é o sétimo álbum de estúdio da Rihanna. Caramba, esta tem sido uma jornada intensa – e nem tão longa assim. “Music of the Sun”, seu primeiro álbum, foi lançado há apenas sete anos. Desde então, com a exceção de 2008, Rihanna lançou um disco por ano. Estes transitaram entre o R&B, pop, hip hop e baladas românticas. Às vezes mais popular, às vezes mais pessoal, Rihanna parece que finalmente encontrou um meio termo em “Unapologetic”.

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“Unapologetic” carrega tudo o que deu certo nos álbuns passados: a sinceridade do “Rated R”, as faixas-farofa do “Talk That Talk”, as fortes composições do “Loud”, e ainda abre espaço para a boa e velha Rihanna dos três primeiros álbuns. Algumas repetições são mais óbvias, como a parceria de Eminem em “Numb” que traz resquícios do sucesso da faixa “Love The Way You Lie”, e a volta de David Guetta em “Right Now”, com o qual Rihanna havia trabalhado durante a badalada “Who’s That Chick?”. Em outros casos mais sutis, como o clipe de “Diamonds”, repetiu-se o sucesso da parceria com o diretor Anthony Mandler (que já havia dirigido outros dezesseis clipes com a cantora).

Não se pode dizer que “Unapologetic” é um álbum divertido. Não é. O nome já diz tudo: “sem remorso”. Rihanna fez o que queria fazer, sem perguntar a ninguém e sem pedir autorização. Aliás, a polêmica em volta do ex-e-atual-namorado Chris Brown está em todos os cantos neste disco. Tirando o claro momento em “Nobody’s Business” – em que Rihanna tenta excluir o mundo de sua vida amorosa –, ela também faz referência à situação na faixa “No Love Allowed”, na qual canta “I was flying till you knocked me to the floor” (“Eu estava voando até você me derrubar no chão”), e ainda faz supostas declarações de amor em “Stay”.

Faixa Salva-vidas: “Half of Me”

Não entendo o motivo de ainda não terem dado tanta atenção à esta faixa do “Unapologetic”, que pra mim é verdadeiramente o grande momento do álbum. Rihanna parece que volta às suas raízes, tanto sonoramente quanto conceitualmente, e expõe toda a identidade que ela ainda consegue carregar neste mundo do entretenimento. “Half of Me” é o hino deste álbum que gira em torno da falta de remorso. É quando Rihanna diz que não está nem aí, e que tudo o que veem é apenas metade do que ela realmente é. Ela expressa humildade, verdade e bate várias vezes na tecla que ninguém pode julgá-la por simplesmente ter a visto na televisão.

Faixa Afogamento: “Loveeeeeee Song”

Rihanna e Future usaram sete E’s, para entrar no clima do sétimo álbum, ao nomear esta faixa. O “Unapologetic” é um álbum forte demais para uma música tão – não tenho outra palavra – *descartável* quanto esta. Sou um grande fã de hip hop e sempre gostei do que Rihanna fez com Jay-Z, Eminem, Drake, entre outros. No caso desta parceria com o Future, porém, não vi uso, importância ou relevância. Não é que “Loveeeeeee Song” seja completamente ruim, mas definitivamente “afoga” o álbum por ser tão descartável e desnecessária. Não adiciona nada ao conjunto, não traz nenhuma nova faceta da Rihanna, não explora o talento do Future, e a música nem tem um som tão legal! Rimas pobres, melodia qualquer, nenhum conceito original.

“Unapologetic” é um álbum sólido e muito forte. Me arrisco a dizer que é o principal lançamento da Rihanna desde “Good Girl Gone Bad”, que a estabeleceu no mercado de uma vez por todas. Ela continua lançando clipes, singles e álbuns de forma frenética e sem decepcionar os fãs (pelo menos musicalmente!). É extremamente difícil fazer o que Rihanna faz no período de tempo em que ela faz. Mesmo tendo um time de compositores e produtores por trás, a grande responsabilidade, visão e dedicação ainda é coisa sua. Este álbum marca o momento em que Rihanna tenta dividir o seu profissional e pessoal, mostrando a todos que independentemente do que esteja acontecendo em sua vida, ou das drogas que ela use, ou do namorado que ela escolha, ela ainda é uma artista que entrega um produto de sucesso. Em outras palavras, o “Unapologetic” traz uma só mensagem: eu me garanto mesmo.

“Unapologetic”, da Rihanna, é a minha praia.

Escrito por Bernardo Sim

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