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Miley Cyrus fala sobre sexualidade e gênero em entrevista: ela é pansexual

Miley Cyrus está na capa da edição de “poder feminino” da revista americana Variety, e fala sobre diversos temas – entre eles sua sexualidade e seu gênero. Ativista e responsável por uma fundação em prol de pessoas LGBTQ, a cantora diz: “durante minha vida inteira, não entendia meu próprio gênero e minha própria sexualidade. Sempre odiei a palavra ‘bissexual’, porque me colocaria um rótulo. Não penso em alguém sendo um garoto ou uma garota. Além disso, nunca senti meus mamilos sexualizados para mim. Meu solhos começaram a abrir na 5ª ou 6ª série. Meu primeiro relacionamento da vida foi com uma garota. Cresci em uma família muito religiosa. O universo sempre me deu poder para saber que eu ficaria bem, mesmo que, na época, meus pais não entendessem, eu sentia que algum dia entenderiam”.

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Miley contou desde cedo para os pais como se sentia. Ela percebia que sua mãe amava ser uma mulher, e ela não se sentia dessa maneira. “Eu sei que algumas garotas amam ter as unhas feitas. Eu odeio isso. Minhas unhas são horríveis. Não faço as sobrancelhas. Nunca amei ser uma garota. Por outro lado, ser um garoto não soava divertido para mim. Eu acho que o alfabeto LGBTQ poderia continuar para sempre. Há um ‘p’ que deve acontecer, de ‘pansexual’”, explica. Sim, é como pansexual que Miley se identifica atualmente. Ela se identificou com esse conceito quando visitou um centro LGBTQ em Los Angeles. “Vi um humano em particular que não se identifica como homem ou mulher. Era ambos: lindo, sexy, duro, vulnerável, feminino, masculino, e eu me identifiquei com essa pessoa mais do que com qualquer outra na vida”. Ela chama de gênero-neutro. “Quando entendi mais meu gênero, entendi mais minha sexualidade. ‘Oh, é por isso que não me sinto hetero nem gay. É porque não sou’”.

Como levou tempo para seu autodescobrimento, Miley começou a trabalhar com isso, para que outras pessoas tivessem acesso à informação. “Só estou fazendo o programa ‘The Voice’ porque isso ajuda a Happy Hippie”, diz, referindo-se à sua fundação. Uma das primeiras atividades que ela fez ocorre no Instagram: usando sua audiência para dar visibilidade e voz para transgêneros. “No ‘The Voice’, uma garota começou a chorar quando saiu, porque eu era a razão para ela ter se assumido. Minha mãe começou a chorar. Ela estava tipo: ‘lamento muito pela maneira que agi quando você tinha essa idade e estava se assumindo’. Ela nunca me entendeu até ver essa garota que não podia ser ela mesma. Isso foi muito legal”.

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