Madonna está, claramente, muito orgulhosa com seu álbum “Madame X”. No entanto, isso não necessariamente aconteceu com seus álbuns anteriores, o “MDNA” (2012) e “Rebel Heart” (2015). Foi o que ela falou eu entrevista à Mojo Magazine.
O jornalista quis saber como seus álbuns são feitos – se vem um instinto ou se são ideias que ela tem que aproveitar para que não se percam. Ela respondeu: “Honestamente, os últimos dois álbuns, eu os fiz relutantemente, nas duas vezes eu estava tentando fazer outra coisa – fazer um filme. Isso aconteceu nesse álbum também. Me mudei para Lisboa porque queria que o meu filho [David Banda] pudesse frequentar uma academia de futebol, e estava tentando arrecadar dinheiro para um filme”, lembrou. “Depois disso, fiquei entediada à espera e acabei fazendo um disco. Então isso aconteceu. Não foi como uma… coisa ardente que eu tive”, explica.
Questionada sobre quais são os seus álbuns que mais tiveram significado, ela foi enfática. “Ray Of Light” e “Like a Prayer”. Mas minha vida era mais simples. Em ‘Like A Prayer’ eu era casada com Sean Penn. Eu não tinha filhos e minha vida era muito simples. Em ‘Ray Of Light’, eu tive minha filha, mas novamente, eu não tive uma vida tão complicada. Agora minha vida é complicada”, disse.
Essa não é a primeira vez que ela fala que os álbuns “MDNA” e “Rebel Heart” não saíram como ela queria. Em entrevista ao The Guardian, ela reclamou que não gostou de ter trabalhado com tanta gente diferente. “Há tantas distrações, tanto barulho, tantas pessoas indo e vindo tão rapidamente, que tira a habilidade do artista de crescer”, afirma ela, não se adaptando ao método moderno de escrever canções pop, onde os artistas contam com um elenco rotativo de produtores e compositores aleatórios em acampamentos de composição. “Oh, eu tentei isso no ‘MDNA’ e no ‘Rebel Heart’. Trabalhei com muitas pessoas talentosas, mas é muito difícil ter uma visão quando você trabalha com tantas pessoas: há muitas informações. Eu não gostei do processo. Às vezes é ótimo, mas é muito estranho sentar em um quarto com estranhos e começar: ‘OK, em suas marcas, vamos escrever uma música juntos!’ Você tem que se revelar, você tem que ser vulnerável, e é difícil faça isso imediatamente”, explicou.
