“Bitch” pode ser traduzido como vadia, vaca e outras palavras mais pesadas no português. Nos EUA e no Reino Unido, a palavra às vezes é motivo de censura, e os artistas são aconselhados a gravar versões “limpas” das músicas. Mas Madonna não vai entrar nessa. Ela defendeu o uso da palavra em suas canções e disse que detesta tal policiamento. “Acho isso uma besteira. O policiamento pode se danar. Eu não vou ser policiada! Não estou interessada em ser politicamente correta”, declarou à Billboard.
No álbum “Rebel Heart”, o termo aparece no título de duas faixas: “Bitch I’m Madonna” e “Unapologetic Bitch”. Para Madonna, as pessoas têm que saber interpretar. “Se eu digo que sou uma ‘badass bitch’, estou me colocando, dizendo que sou forte, dura e que é para não mexer comigo. Se digo ‘Porque você está sendo tão bitch comigo?’, bem, aí tem outro sentido”, explicou.
O assunto ganhou a mídia depois que a rapper Azealia Banks criticou o uso da palavra por parte dos homossexuais. Ela acredita que isso reforça mentalidades misóginas. “Os homens gays têm um passe especial para dizer coisas misóginas simplesmente porque gostam de pênis?”, levantou o debate. “O argumento é que inúmeras crianças gays ouvem a palavra ‘faggot’ antes de serem espancadas até a morte. Mas vocês sabem quantas mulheres ouvem a palavra ‘bitch’ antes de serem espancadas até a morte? Antes de serem assassinadas e estupradas?”.
Madonna não vê o quadro dessa maneira. Ainda na entrevista para a Billboard, ela disse: “A linguagem, e o uso da linguagem, é diferente do abuso físico ou do bullying ou do assassinato por causa da cor da pele, da preferência sexual ou da crença religiosa. Eu não acho que as duas coisas devam se misturar”.
