Divulgando o álbum de jazz com Tony Bennett, a cantora Lady Gaga concedeu uma coletiva de imprensa em Bruxelas. Na entrevista, confessou que não foi 100% honesta consigo mesma no início da carreira. “Adaptei minha música para ser notada, para poder viajar mais e fazer mais shows”, admitiu a estrela de Nova York, que vendeu mais de 20 milhões de cópias mundialmente com seu primeiro álbum. O número nunca foi repetido, a medida que ela buscava um trabalho mais autoral.
>> “Sinto-me mais livre cantando jazz”, afirma Lady Gaga
>> “Não é fácil vender 20 milhões de cópias de novo!”
Segundo ela, o encontro com Tony Bennett foi um marco na sua vida, porque a fez lembrar de quem ela é. Gaga não passou a cantar jazz agora, como muitos pensam. Ela sempre cantou. Estudou música clássica aos 11 anos e descobriu o jazz aos 13. Na entrevista, elogiou o parceiro veterano por nunca ter “se vendido”. Manter sua integridade como artista, na opinião dela, é fundamental para transformar alguém em um ícone.
Por isso, ela está muito feliz com o retorno ao jazz, e investindo tanto na divulgação do álbum “Cheek to Cheek”. Muito mais do que investiu no “ARTPOP”, com certeza. “Fiquei tão feliz por Tony ter percebido que canto jazz há tanto tempo. Talvez eu tivesse até medo de que tivesse perdido essa parte de mim. Eu me sinto libertada, porque faziam mais de oito anos que eu não mostrava tanto minha voz, e o Tony não aceita nada menos que o meu melhor”.