A cantora Kim Petras chamou atenção da indústria na terça-feira (20/01), ao pedir publicamente a quebra de seu contrato com a Republic Records, após meses de frustrações com o que descreveu como “falta de apoio” da gravadora ao seu trabalho e ao novo álbum “Detour”.
Foto: Instagram @kimpetras
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Em uma série de mensagens nas redes sociais, Kim afirmou que o álbum que, segundo ela, está pronto há mais de seis meses, ainda não tem data de lançamento definida pela Republic Records, e que a equipe também não pagou os colaboradores que trabalharam no projeto.
“Estou cansada de não ter controle sobre a minha própria vida ou carreira”, escreveu a artista. “Quero continuar financiando e produzindo minha própria música. É por isso que solicitei formalmente para sair da Republic Records.”
I’m tired of having no control over my own life or career. I want to continue to self fund and self curate my own music. This is why I have formally requested to be dropped by @RepublicRecords
— kim petras (@kimpetras) January 20, 2026
Petras disse, ainda, que gravou e financiou por conta própria um clipe para o próximo single há mais de dois meses, mas até agora também não recebeu uma data de lançamento. Para a cantora, a atitude reflete a falta de suporte da gravadora.
Kim, que em 2023 se tornou a primeira artista trans a ganhar um Grammy em uma grande categoria com a colaboração “Unholy” (com Sam Smith), afirmou nas postagens que parte do problema estaria na maneira como a gravadora escolhe quais projetos investir, dando mais atenção a tendências virais ou sonoridades específicas.
Além de declarar que quer sair do contrato, Kim encerrou seu comunicado afirmando que pretende lançar o álbum Detour mesmo assim, independentemente da posição da gravadora.
Apoio de colegas de indústria
A postura pública de Kim Petras ganhou apoio de outros artistas, incluindo a cantora Kesha, que comentou sobre a luta dos músicos por autonomia artística e citou sua própria trajetória de disputas com gravadoras no passado, defendendo a ideia de que artistas devem ter mais controle sobre suas obras.
Foto: Instagram @kesha | @kimpetras
Em resposta à Petras no X (antigo Twitter), Kesha escreveu: “Passei muitos anos lutando pelo meus próprios direitos. Ver outra mulher perceber que a “gaiola dourada” continua sendo uma gaiola não é uma vitória — é uma tragédia que precisamos parar de repetir. Liberdade não é um privilégio; é um direito. Eu te entendo, sinto muito, Kim.”
I spent many years fighting for the rights to myself. Watching another woman realize that the ‘golden cage’ is still a cage isn’t a victory—it’s a tragedy we have to stop repeating. Freedom isn’t a privilege; it’s a birthright. I hear you, I’m sorry Kim.
— kesha (@KeshaRose) January 21, 2026
Kim Petras assinou com a Republic Records em 2021 e logo alcançou sucesso comercial e crítico, mas os últimos meses parecem ter sido marcados por frustrações com o ritmo de lançamentos. Enquanto suas faixas de 2025, como “Polo”, “Freak It” e “I Like Ur Look”, ganharam atenção dos fãs, a ausência de uma data clara para “Detour” e a disputa pública com a gravadora colocam em foco os desafios que artistas enfrentam ao lidar com grandes contratos em gravadoras tradicionais.
A Republic Records ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de Petras até o momento.
