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K-pop: Agência do BTS investe R$ 20 milhões em empresa de inteligência artificial, entenda a estratégia

Depois de divulgar um crescimento de 36% em 2020 e registrar uma receita de R $3,6 bilhões de reais no último ano, Big Hit Entertainment está investindo em inteligência artificial. A empresa por trás dos megastars de K-Pop BTS, anunciou o investimento de aproximadamente US$ 3,6 milhões (quase R$ 20 milhões) na Supertone, com sede na Coréia.

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Fundada no ano passado, a Supertone afirma ser capaz de criar “uma voz hiper-realista e expressiva que [não é] distinguível de humanos reais”. De acordo com o Music Business Worldwide, com isso, a empresa conseguirá criar vozes clônicas “hiper-realistas e expressivas” para os próprios membros do BTS – permitindo assim que a Big Hit grave vocais do BTS (ou, mais provavelmente, anúncios narrados, videogames etc.) sem a banda nem mesmo estar na sala, por exemplo.

A Supertone ganhou as manchetes em todo o mundo no mês passado por usar sua tecnologia Singing Voice Synthesis (SVS) para “ressuscitar” a voz do superstar do folk sul-coreano Kim Kwang-seok.

O diretor de operações da Supertone, Choi Hee-doo, explicou à CNN que a tecnologia da empresa aprendeu 100 canções de 20 cantores para refinar seu estilo e, em seguida, aprendeu 10 canções específicas de Kim Kwang-seok. Ele ainda afirmou que a tecnologia do Supertone agora é capaz de imitar a voz do artista bem o suficiente para passar por algo real.

Choi Hee-doo explicou ainda que a tecnologia do Supertone também pode ser usada para criação de conteúdo para artistas vivos. O exemplo hipotético que ele deu no mês passado talvez diga muito sobre por que Big Hit pode ter injetado vários milhões de dólares em sua empresa:

“Por exemplo, o BTS está muito ocupado atualmente, e seria uma pena se eles não pudessem participar do conteúdo por falta de tempo. Portanto, se o BTS usar nossa tecnologia ao fazer jogos ou audiolivros ou dublar uma animação, por exemplo, eles não teriam necessariamente que gravar pessoalmente”, explicou Choi Hee-doo à CNN.

Ainda de acordo com a MBW, curiosamente, a Big Hit citou anteriormente que o seu negócio de “envolvimento indireto de artistas” é a chave para seu bom desempenho durante a pandemia do ano passado. O que basicamente significa “coisas que ganham dinheiro usando a marca / semelhança do artista, sem que o próprio artista precise aparecer”.

Um bom exemplo do negócio “Artist-Indirect” da Big Hit são as versões de personagens de desenhos animados ‘TinyTAN’ dos sete membros do BTS, que foram lançados durante seu show online recorde ‘Bang Bang Con The Live’, em junho.

No Corporate Briefing da empresa em agosto, Lenzo Seokjun Yoon, CEO global da Big Hit, disse: “Em tempos desafiadores como agora, quando os artistas não podem se apresentar offline, o Artist Indirect-Involvement Businesses nos permite fornecer aos nossos fãs experiências totalmente novas. ”

Obviamente, há uma série de questões éticas em torno do uso da Inteligência Artificial para recriar as vozes dos artistas, estejam eles vivos ou não. A Supertone observa em seu site que “também estamos profundamente preocupados com os problemas que podem surgir quando essa tecnologia é usada para fins errados”.

A empresa oferece garantia de que “nunca irá monetizar qualquer voz sintética sem a permissão do titular do direito” e, além disso, que “a pesquisa não comercial é limitada àqueles que têm publicidade ou já faleceram”.

Escrito por Rafa Ventura

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