Depois do sucesso global alcançado pelo BTS, todo grupo de K-Pop quer sua parcela do mercado mundial. Mas isso não é visto com bons olhos pelo The Korea Times, o mais antigo jornal em língua inglesa publicado na Coreia do Sul. O veículo publicou uma matéria intitulada “Grupos de K-Pop concentram esforços em outros países, negligenciando fãs em seu país”. O principal motivo para isso, é claro, é a chance de ganhar muito mais dinheiro. Mas há também outro fator: na Coreia, a concorrência é ainda maior.
“A exportação é uma tática para muitas agências de médio porte sobreviverem entre muitas outras empresas na Coreia. Uma causa mais realista pode ser que os artistas e a empresa possam ganhar mais dinheiro em outros países e lucrar com performances no exterior”, diz Lee Gyu-tag, professor assistente de Estudos Culturais na Universidade George Mason. A fórmula para o K-Pop antes era ser muito bem sucedido domesticamente antes de partir em carreira internacional: agora os grupos já nascem globais.
O jornal aponta como o grupos como Seventeen, MONSTA X e NCT têm dedicado grande parte de suas agendas a outros países. Programas de TV americanos como “Good Morning America”, “The Ellen DeGeneres Show” e “Jimmy Kimmel Live” tem recebido boygroups coreanos com frequência. Já os programas coreanos não conseguem tão facilmente as mesmas atrações. O MONSTA X, inclusive, tem trabalhado com singles em inglês neste ano. O NCT, por sua vez, vem de uma turnê pelos Estados Unidos, Canadá, México e países asiáticos.
“Fãs coreanos tem enfrentado dificuldades para ver o NU’EST se apresentando na Coreia do Sul, porque os membros focaram mais em turnês em outros países desde sua estreia. (…) Sua ausência na Coreia fez com que alguns fãs se sintam isolados, porque acham que seus ídolos dão pouca atenção a eles”, diz o jornal.