Foto: Reprodução / Instagram (@felicinharock)
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Geek Music: lugar de mulher também é no universo dos games!

O assunto foi pauta no programa HERvolution, do Kondzilla

Lugar de mulher é onde ela quiser! E o universo gamer não está de fora dessa; alguns nomes femininos vêm se destacando na Geek Music, como é o caso de Felícia Rock, uma das maiores expoentes do gênero com foco em animes.

Poder feminino na música geek

Não muito conhecida, a música geek é uma espécie de “rap nerd”, com canções que abordam situações reais através da linguagem e assuntos geeks. Felícia Rock se destaca no Brasil por ser uma das mulheres mais conhecidas no gênero. Seu conteúdo é focado no universo de anime.

A artista luta diariamente contra os estereótipos machistas que rodeiam este cenário. Com apenas 25 anos de idade, a recifense tem contato com a temática nerd desde criança, e foi em 2011 que abriu seu próprio canal no YouTube. O interesse pela música geek surgiu em 2017.

Ela conta que começou sem referências femininas: “4 anos atrás eu arrisquei ao entrar em um cenário quase que 100% masculino, sem nenhuma referência, porque não havia um grande nome feminino entre nós. Mas nesse tempo busquei atrair cada vez mais garotas ouvintes pra o gênero, trazendo música que elas pudessem se identificar, pois faltava“. Felícia continuou:

Foto: Reprodução / Instagram (@felicinharock)

Isso é uma coisa super importante em ter mulheres fazendo música geek, a gente pode servir de inspiração pra outras garotas quando  valorizamos as narrativas das personagens femininas  mostrando que esse espaço também é nosso. Acredito que a presença de mulheres na música geek só tende a crescer, já que a primeira barreira, da aceitação, foi superada.

A artista também citou Letty, do canal NKM, como outra pioneira no ramo. Além disso, trouxe nomes que estão iniciando agora com grande potencial como May Abreu, Hey Sherry, Tsuna e Juu Rafaela. “O terreno está bem pavimentado!”, celebrou.

Além do preconceito por serem mulheres, ainda existe no Brasil a cultura de não encarar este meio como profissão. Portanto, as mulheres que tentam se destacar no ambiente enfrentam alguns obstáculos pelo caminho.

Primeira gravadora do universo geek

E é justamente por enxergar potencial neste mercado que surgiu a GeekMusic, a primeira gravadora do universo nerd no Brasil. A ideia é profissionalizar o cenário, dando visibilidade e força para o segmento.

A realidade hoje é de muitos artistas que começam a trabalhar dentro de casa mesmo, da maneira que podem, apenas com gravador do celular. Alexandre Duncan, CEO da GeekMusik, explicou que, no processo, a gravadora os acompanha em todo o processo, se relacionando com eles de várias formas.

 

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Felícia também faz parte do time, sendo a única representante feminina do casting.“Os números são muitos bons já faz algum tempo e aqui a gente tem um contingente relevante de pessoas que curtem o universo geek em si, então mercado tem. Se a gente continuar entregando com qualidade, conquistando mais espaço na mídia, acredito que até as pessoas que nem são geek vão curtir o nosso som pela boa musicalidade, independente do tema”, declarou.

Ela se diz otimista em relação ao futuro do gênero musical: “Eu consigo imaginar palcos temáticos em grandes festivais como Rock in Rio só com artistas Geek, com esse mesmo público que lota a CCXP, BGS, entre outros. Inclusive também nos imagino cantando nesses eventos e em shows próprios, por que não?“.

Ouça “Princesa de Alabasta”, de Felícia Rock

HERvolution

O programa HERvolution, produzido pelo Kondzilla, trouxe o assunto como pauta. Na edição, discutiu-se sobre as mulheres no gênero da música geek e o crescimento do mercado. E, para defender os nomes femininos no universo gamer, Cammys e Brini assumiram o microfone para dar o papo.

A proposta do HERvolution, que vai ao ar toda terça-feira às 23h30 na RedeTV!, é alavancar e engajar a carreira de jovens mulheres do funk, rap e trap nas favelas. Apresentado com descontração e bom humor pela cantora e compositora Mila, a edição é delas, feita por elas e para todxs, como se fosse uma confraria de amigas que se reúnem para bater papo numa conversa íntima e divertida.

Escrito por Nicole Lopes

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