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First Listen: Lagum fortalece o movimento “good vibes” com seu pop descontraído no álbum “Coisas da Geração”

CD sai nesta sexta (14).

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Nascidos em uma época de disseminação em peso de informações com o auxílio das redes sociais e de consumo da música em constante mudança, Pedro Calais (vocais), Otávio Cardoso (guitarra), Glauco Borges (guitarra), Francisco Jardim (baixo) e Tio Wilson (bateria) se preparam para lançar o segundo álbum do Lagum. “Coisas da Geração” chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (14). Apesar de jovens e reconhecidos pelo bom humor e interação com fãs, a banda sabe falar sério quando o assunto é música.

Se em 2017 o quinteto viu a vida mudar após o lançamento da música “Deixa”, no ano passado os mineiros assinaram um contrato com a Sony Music. Após a estreia de alguns singles, o Lagum se depara com o momento de afirmação na carreira de qualquer artista: o segundo disco. O cenário é favorável, pois o mercado encontra-se aquecido e bem receptivo ao pop nacional, com fãs e veículos de comunicação do meio super abertos à sonoridade do violão, com quê de MPB modernizada, e eles só tem a somar.

Os caras voltam dispostos a renovar o repertório ao lançar 14 novas faixas. É um contraponto interessante se lembrarmos que a estreia com “Seja O Que Eu Quiser” (2016) continha apenas 8 músicas. O álbum começa com a trinca de singles divulgada nos últimos meses. “Chegou de manso” abre os trabalhos como a faixa mais dançante desta safra. “Nos inspiramos em um estilo que nunca experimentamos antes. A gente tava numa fase de ouvir hits dos anos 70 e 80 nas viagens, como ‘Got to be real’, e algumas coisas atuais bem dance. Foi quando decidimos juntar uma letra que fizemos de maneira bem descontraída em 2017 com essas novas influências”, relata o vocalista Pedro Calais.

A segunda faixa é “Detesto Despedidas”, primeira amostra do álbum lançada no início de abril. No melhor estilo good vibes, a faixa é um pop característico que tem tomado cada vez mais espaço no Brasil através de nomes como Melim, Vitor Kley e Gabriel Elias. A intenção do gênero é destacar o lado bom da vida de forma tranquila em acordes de violão e melodias calmas. Sem dúvidas é a faixa que melhor representa o caminho que a banda deseja percorrer daqui pra frente.

Jão é o único convidado especial do disco e já aparece na terceira faixa, “Andar sozinho”. As vozes de Pedro Calais, o vocalista da Lagum, e de Jão combinaram bem e tornam praticamente irresistível essa proposta. Ao contrário do que o título possa indicar, a música não é sobre solidão nem melancolia. A primeira estrofe já diz “eu gosto de andar sozinho, não ligo se você vier comigo / traz a mala, traz tudo / que te faz ficar em casa / não esquece nada”. A letra é um convite para uma jornada de destino incerto, sem hora para voltar.

A quarta faixa é “Oi”, que será lançada oficialmente nesta quinta-feira (13) dentro do quadro First Play, no programa POPline Mix, na rádio MIX FM, às 22h. Ela amarra uma narrativa que envolve três personagens: o cara que deseja ter uma vida leve e sem preocupações, mas que tem uma namorada muito diferente dele. E nisso aparece uma outra menina que mexe com a cabeça do protagonista. A música começa com acordes de teclado e é claramente uma canção sobre um casal que está em crise. “Oi / Liguei pra dizer que hoje eu não vou voltar / Não me espere em casa, não deixe o jantar / Que hoje eu vou sair pra ver o outro dia amanhecer”. Será que o protagonista vai passar a noite com a outra menina que aparece em “Andar sozinho”?

As faixas seguintes confirmam a leveza e qualidade autoral características da banda. Com melodias fortes, instrumental mais orgânico e letras que refletem a superficialidade dos relacionamentos da atual geração. Músicas como “Vai doer no peito” fala sobre iminentes rompimentos, “Reggae bom” traz a serenidade das reconciliações, enquanto “Falando a verdade” é a representante dos famosos “contatinhos” que muita gente tem na agenda para aqueles momentos de carência. A faixa-título sai um pouco da vibe reggae praiana e vai para uma pegada mais pop/rock. “Eu levo a vida até que normal / Um dia seco, o outro sentimental / Mas fazer o que, me disseram que isso é coisa da geração / Não me leve a sério demais”.

O Lagum se sai melhor quando canta, sem culpa, sobre seus desprendimentos emocionais. No disco há espaço para momentos mais românticos, porém menos inspirados, como em “Lua”, onde Pedro canta “Você cheia de fase e eu cheio de mania / Quem dera eu também pudesse te ter de dia / Pra te ter mais um tiquinho eu ia até o Japão / Dava a volta e meia no mundo sem ter avião”. Há uma espécie de vinheta intitulada “Pedro”, onde o próprio versa um recado pra si próprio: “Não colapse, Pedro / Curta o ápice, Pedro / Amanhã é outro dia então vê se vai dormir cedo”. E por fim, “É seu” dá o contorno final ao trabalho e é, definitivamente, a música do rompimento daquela relação malfadada das primeira faixas do disco. “Bom, chegou num bom momento pra eu dizer / Você estragou tudo, eu avisei / Agora eu quero que se f***”.

Talvez fosse mais providencial que “Coisas da Geração” tivesse algumas faixas a menos, tornando assim um trabalho mais coeso. As nove primeiras faixas e a última conversam entre si e se relacionam mais diretamente com a geração do Lagum. Entretanto, o disco tem um projeto conceitual bem definido. Para cada faixa, a banda produziu um vídeo curto vertical, de oito segundos, que ilustra a música – chamado de “canvas”, recurso do Spotify que será também adaptado para o YouTube.

O quinteto lança o segundo disco “Coisas da Geração” nesta sexta-feira (14) e fará um show exclusivo direto do Red Bull Music Studios que será transmitido via Facebook ao meio-dia. É uma oportunidade para conferir as novas canções ao vivo. Fique ligado no link abaixo:

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