Metaverso do Facebook: Horizon Workrooms é o começo da sua história | Foto: Divulgação
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Facebook anuncia investimento de R$ 270 milhões em metaverso

O metaverso é um conjunto de espaços virtuais, os quais você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você.

O Facebook anunciou hoje (27) o investimento de dois anos e US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) nos Programas XR e Fundos de Pesquisa para desenvolvimento de metaversos. Por meio deste fundo, a empresa visa colaborar com parceiros na indústria, grupos de direitos civis, governos, organizações sem fins lucrativos e instituições acadêmicas para determinar como construir essas tecnologias de forma responsável.

“Nós desenvolvemos tecnologias baseadas na conexão humana e que aproxima as pessoas. Ao focar em ajudar na construção da próxima plataforma de computação, nosso trabalho em realidade virtual e aumentada e hardware para consumidores aprofundará essa conexão apesar das distâncias físicas e sem que esteja amarrada a dispositivos”, destaca o Facebook.

A empresa esté trabalhando com a Organização dos Estados Americanos (OEA) no treinamento e desenvolvimento de competências de estudantes, creators e donos de pequenos negócios. Na África, estão apoiando Africa No Filter, Electric South e Imisi3D para apoiar creators que estejam pressionando os limites do storytelling digital com tecnologias imersivas e por meio do programa “Amplifying African Voices.”

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Com o Women In Immersive Tech, o Facebook está apoiando mulheres e grupos minorizados que estejam liderando os setores da realidade virtual, aumentada e mista na Europa. “Como parte deste esforço, estamos também facilitando pesquisas independentes externas com instituições ao redor do mundo”, revelam.

Facebook já vem apresentando produtos em metaversos como o Workrooms | Foto: Divulgação

Mas, o que é o metaverso afinal?

O metaverso é um conjunto de espaços virtuais, os quais você pode criar e explorar com outras pessoas que não estão no mesmo espaço físico que você. Você poderá estar com seus amigos, trabalhar, jogar, aprender, comprar, criar e mais. “Não é necessariamente sobre passar mais tempo online, mas tornar mais significativo o tempo que o usuário está está online”, destaca a plataforma.

“Este não é um produto que uma companhia poderá desenvolver sozinha. Assim como a internet, o metaverso existe independentemente de o Facebook estar lá ou não. E não será desenvolvido da noite para o dia. Muitos destes produtos se tornarão realidade nos próximos 10 a 15 anos. Isso pode ser frustrante para aqueles de nós que estão ansiosos para mergulhar nele, mas nos dá tempo de fazer as perguntas difíceis sobre como deve ser construído”, revelam  Andrew Bosworth, vice-presidente de Facebook Reality Labs, e Nick Clegg, vice-presidente de Assuntos Globais e Comunicação.

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Como o Facebook está construindo o metaverso?

O Facebook revela que vai trabalhar com especialistas nos governos, indústria e academia para que eles os ajudem a pensar nas questões e oportunidades do metaverso. Por exemplo, seu sucesso depende da construção de interoperabilidade robusta entre serviços, para que as diferentes experiências das empresas possam trabalhar juntas. “Nós também precisamos envolver a comunidade dos direitos humanos e civis do princípio, para assegurar que essas tecnologias sejam inclusivas e empoderadoras”, revelam.

Dentre as áreas-chave nas quais a plataforma irá trabalhar com outros atores para antecipar riscos estão:

  • Oportunidade econômica: como podemos dar mais escolhas às pessoas, encorajar a competitividade e manter uma economia digital próspera.
  • Privacidade: como podemos minimizar a quantidade de dados usados, construir tecnologias para permitir o uso de dados de forma que a privacidade esteja protegida, dando mais transparência e controles das pessoas sobre seus dados.
  • Segurança e integridade: como podemos manter as pessoas seguras online e dar a elas as ferramentas para agir ou pedir ajuda se virem algo com o qual não estão confortáveis.
  • Equidade e inclusão: como podemos assegurar que essas tecnologias sejam desenhadas de forma inclusiva e de uma maneira que sejam acessíveis a todos.

 

Escrito por Rafa Ventura

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