De fora do Twitter desde que teve sua conta deletada por fazer comentários xenófobos e homofóbicos sobre Zayn, a rapper Azealia Banks usou o Facebook para fazer um mea-culpa. Ela disse que não vai mais usar a palavra “faggot”, que é um termo pejorativo para se referir aos gays. “Isso não é uma desculpinha, mas tenho percebido que as pessoas se ferem. Eu posso ser imune a cada palavra e ter uma casca mais grossa do que os demais, mas isso não significa que posso sair por aí dando às pessoas ao meu redor o mesmo tratamento que fez da minha casca tão grossa”, escreveu.
Segundo a artista, ela se tornou imune aos insultos após ser insultada, humilhada e abusada, e não quer isso para seus fãs e colegas. “Por usar essas palavras, pintei um retrato de mim que não é o meu verdadeiro eu. Pintei o quadro das minhas censuras, meu bairro, minha dor e minha desgraça. Pintei o retrato de alguém habituado a suprimir e ser defensivo. Pintei o retrato de alguém que não pode permitir-se ser vulnerável ou pelo menos feliz, quando eu sou todas essas coisas. Eu sou doce, gentil, carinhosa, generosa, eu amo fazer as pessoas rirem e, acima de tudo, amo a arte”, declarou em sua página oficial.
Azealia tem problemas com o que diz desde que ser tornou um nome minimamente relevante. Nas primeiras vezes que usou o termo faggot, em brigas virtuais com Perez Hilton, foi chamada de homofóbica. Para provar que não era, revelou ser bissexual, mas seu comportamento permaneceu agressivo. No textão no Facebook, ela pede desculpas por ter desapontado os fãs “ao longo dos anos”. “Sei que não querem nada além de me ver vencer e agradeço a todos que viram beleza em mim e estiveram por perto”, conclui.
