banner com link para rádio globo
Maxine Williams, Vice-Presidente de Diversidade da Meta | Foto: Divulgação
in

Executiva da Meta antecipa ações da empresa para um metaverso inclusivo

Maxine Williams revela que o desejo da empresa é construir um metaverso com diversidade, equidade e inclusão (DE&I) desde o início

A vice-presidente de Diversidade da Meta, Maxine Williams, afirmou que dentro dos próximos 10 anos, as formas de nos conectarmos evoluirão radicalmente. Segundo ela, o metaverso transformará a maneira com a qual nos comunicamos e a previsão é que, já na próxima década, mais de um bilhão de pessoas poderão estar neste universo, compartilhando os mesmos espaços de forma tridimensional, revela Maxine em artigo.

Leia mais:

Na Meta desde 2013, Maxine Williams acompanhou a evolução da empresa na discussão sobre a diversidade e, desde 2014, a empresa passou a divulgar publicamente métricas de diversidade e seus planos para melhor apoiar as comunidades de diferentes etnias, mulheres, membros da comunidade LGBTQIA+ e outros grupos sub-representados. O desejo da empresa é construir um metaverso com diversidade, equidade e inclusão (DE&I) desde o início.

“Levará anos para o metaverso ser construído, e, por isso, temos um longo caminho pela frente. Aqui estão algumas das coisas que já estamos fazendo – de maneira intencional – desde agora”, diz Maxine.

Maxine revela cinco grandes ações da Meta para alcançar este futuro:

1. Fazer as perguntas certas

De acordo com Maxine, para construir um metaverso inclusivo, é preciso fazer as perguntas certas sobre como a inclusão deve ocorrer em experiências imersivas. “A Meta está fazendo isso por meio de um investimento de dois anos e US $50 milhões em parcerias com grupos de direitos civis dos Estados Unidos, organizações sem fins lucrativos, instituições acadêmicas e outras organizações ao redor do mundo para explorar questões relacionadas ao metaverso de diferentes perspectivas”, revela.

Por meio de uma parceria com a Howard University, os pesquisadores explorarão as barreiras históricas à tecnologia da informação, compartilharão recomendações sobre o que podemos fazer para remover essas barreiras, e oferecerão insights para embasar melhor o trabalho desde o início.

2. Construir redes de talentos diversos

Pessoas diversas não devem apenas participar do metaverso como consumidores, mas também como seus arquitetos e construtores, revela a vice-presidente. “Para que isso aconteça, precisamos aumentar a diversidade de pessoas que trabalham na indústria de tecnologia, principalmente em áreas como inteligência artificial, jogos, realidade virtual e realidade aumentada”, acrescenta.

“Estamos realizando parcerias com instituições nos Estados Unidos – faculdades e universidades historicamente negras, instituições que atendem pessoas hispânicas e instituições que atendem a americanos asiáticos e americanos nativos das ilhas do Pacífico – para atrair mais alunos para cursos de aprendizado aprofundado e aumentar a diversidade e a equidade no campo da inteligência artificial”, destaca a executiva da Meta.

Ela revela que, por meio da AI Learning Alliance, mais pessoas de grupos “sub-representados” poderão fazer cursos on-line gratuitos em inteligência artificial para se preparar para os empregos do futuro. Os cursos estarão disponíveis por meio de nossa plataforma de aprendizado online, Meta Blueprint, e abertos a todos, sejam estudantes, profissionais ou amadores.

3. Quebrar as barreiras linguísticas

Para pessoas que falam ou leem idiomas como inglês e alemão, a internet oferece infinitas possibilidades. Mas muitas pessoas que falam apenas uma língua não escrita ou não dominante são excluídas.

“As ferramentas de tradução que conhecemos hoje normalmente usam o inglês como um intermediário ao traduzir dois idiomas distintos, o que pode ser menos preciso do que a tradução direta. Elas também não são capazes de traduzir a fala de um idioma para fala ou escrita em outro. É por isso que usar novas tecnologias para quebrar barreiras linguísticas é tão importante”.

Foto: Divulgalção

Para ela, com essas inovações, as pessoas se sentirão mais conectadas se puderem se comunicar, trabalhar ou produzir arte em seus idiomas de escolha. “Elas também terão o potencial de alcançar, de forma imediata, bilhões de outras pessoas em todo o mundo, independentemente de seu idioma de preferência. Você consegue imaginar como isso mudaria nossas vidas?”

Possibilidades como essas impulsionam os esforços de longo prazo da empresa para criar novas ferramentas de tradução que darão aos criadores e consumidores a capacidade de participar igualmente do metaverso em mais idiomas e alcançar pessoas em regiões mais distantes do globo.

4. Expandir o acesso ao metaverso para usuários e criadores

A participação no metaverso não dependerá do acesso a um headset, garante Maxine. “Haverá muitos pontos de entrada por meio dos quais as pessoas podem participar, usando qualquer dispositivo, incluindo celulares. Para aqueles que desejam a experiência que um headset de realidade virtual permite, estamos trabalhando para torná-los mais acessíveis. Também é importante lembrar que, como indústria, ainda estamos nos estágios iniciais de construção de dispositivos com recursos de realidade virtual e aumentada”.

Permitir o acesso para criadores de diversas origens é igualmente importante, e ela se diz satisfeita com o progresso que a Meta está fazendo com a plataforma Spark AR. “Ela já está sendo utilizada por centenas de milhares de criadores, em 190 países, para criar experiências imersivas nos aplicativos e dispositivos da Meta”.

A Spark AR e plataformas semelhantes estão possibilitando que pessoas de diversas origens criem efeitos e outras coisas em realidade aumentada que enriquecerão nossos mundos de realidade virtual e aumentada do futuro.

5. Criar diversas opções de auto-expressão

As representações no metaverso devem refletir a diversidade do mundo real. Recentemente, a Meta anunciou melhorias nos seus avatares, incluindo novos formatos faciais e dispositivos auxiliares, como implantes cocleares, aparelhos auditivos e cadeiras de rodas para pessoas com deficiência.

“Ao criar seu avatar, você pode escolher os recursos faciais, tipo de corpo, estilos de roupas e outros que mais te representem. Oferecemos mais de um quintilhão de combinações diferentes quando lançamos nossos avatares atualizados no ano passado e continuamos a incluir mais opções para dar às pessoas ainda mais opções de se expressar. E agora você pode optar por trazer esse avatar para a realidade virtual, Facebook, Instagram e Messenger“.

E finaliza: “A aparência é importante, mas a representação no metaverso também será sobre voz, som e outras formas de nos expressarmos. Os avatares são apenas o primeiro passo para permitir que todos apareçam como quiserem”.

 

Escrito por Rafa Ventura

Spirit Awards 2022: veja lista completa de vencedores!

Spirit Awards 2022: veja lista completa de vencedores!

BBB22: Após briga, Natália pede desculpas para Gustavo: “Fui egoísta”