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Exclusivo: AKQA e Coala.Lab lançam joint venture focada em conteúdo

Confira entrevista com Christiano Vellutini, diretor criativo da agência e entenda os novos caminhos da relação marcas x música

A AKQA\Coala.LAB é lançada oficialmente com o objetivo de conceber e materializar os mais diferentes formatos de conteúdos relevantes e de impacto que possam surgir do encontro entre entretenimento e marcas. Para isso, as empresas contaram com exclusividade para o POPline.Biz é Mundo da Música que, a “joint venture terá uma atuação global, focada em construir histórias criativas e envolventes que podem ser traduzidas em um clipe, uma revista, uma campanha, filmes e séries, eventos, experiências e até produtos”.

A joint venture é a materialização de uma parceria de longa data entre a AKQA, premiado estúdio de inovação criativa, com o Coala.Lab, núcleo de projetos especiais do Coala Festival, um dos principais eventos de música do país.

“Os artistas almejam o impacto que uma marca tem, com solidez e estratégia. Ao mesmo tempo que uma marca deseja o que o artista tem: alta relevância cultural. A gente faz o match entre ambos, transformando esse encontro em conteúdo relevante, sempre mirando um output criativo, que está no nosso DNA”, diz Christiano Vellutini, diretor criativo da AKQA\Coala.LAB.

Christiano Vellutini, diretor criativo da AKQA\Coala.LAB | Foto: Divulgação

Marcas feat Música

Com o crescimento do music branding no mercado nacional e o surgimento de novos formatos, principalmente, que conectam marcas e músicas de uma forma mais orgânica, sem o público se sentir “invadido”, abriu-se a oportunidade para empresas que tenham um olhar inovador e criativo nesse segmento.

Questionado sobre como enxerga o surgimento dessa tendência e novas conexões entre pessoas e marcas, Vellutini revelou que tem sentido as marcas buscando uma entrada mais natural nesse ecossistema da música.

Mas, segundo ele, ainda existe um certo limitador que é o de aceitarem que – em determinados casos – o protagonismo desses projetos colaborativos seja mais dos artistas envolvidos do que das marcas.

“Digo limitador, porque quando invertemos a lógica e fazemos com que a marca use o seu alcance para amplificar a mensagem genuína de um artista ao invés do artista estar amplificando a mensagem da marca como cerne, isso gera uma conexão muito mais autêntica e menos invasiva com seu público e consequentemente traz uma relevância maior para ambos os lados”, destaca.

O product placement e o lançamento de músicas de marcas são os caminhos mais comuns a serem explorados nessa relação entre artistas e marcas. Porém, de acordo com o diretor criativo, o foco da AKQA\Coala.LAB tem sido dar um passo além e se aprofundar de fato no trabalho do artista para entender como a marca pode atuar como esse catalisador que impulsiona o trabalho artístico.

“Não é uma regra, claro, mas é o que sentimos que tem sido mais eficiente nas nossas experiências com colaborações de marcas dentro desse universo do entretenimento e acreditamos que ainda existem diversos outros formatos inexplorados que vamos encontrar através da criatividade e da inovação”, revela.

Dessa forma, a joint venture parte do pressuposto que a música é a ferramenta mais poderosa de conexão humana. E também ocupa um gap no mercado.

“Esta é uma real oportunidade de negócio. Estamos em meio ao renascimento da indústria musical, que, segundo o relatório ‘Music in the air’, da Goldman Sachs, deve atingir seu ápice em 2030. A previsão é que a receita da música chegue a US$ 131 bilhões até a próxima década”, complementa Paula Santana, Impact Lead da AKQA\Coala.LAB.

Trabalhos de excelência

Um dos trabalhos mais recentes e queridos dessa parceria foi “AmarElo”, álbum mais recente de Emicida. O rapper se juntou à AKQA e à Deezer para criar um convite ao silêncio. O videoclipe de 60 segundos levou o Leão de Bronze no Festival Internacional de Criatividade de Cannes 2020/2021, na categoria Mídia.

Já a campanha “O Despertar na Dança”, co-criada com a Nike, a consultoria Think Eva, as Turmalinas Negras e a cantora Ludmilla, resultou numa plataforma de empoderamento coletivo e manifestação da cultura negra, estimulando transformações sociais positivas através do esporte e do movimento. O projeto ficou com a prata na categoria Entretenimento.

Enquanto Frequência Beck’s, vencedor de ouro e prata na categoria Áudio, conectou-se aos principais DJs brasileiros, como Vintage Culture, usando música e inovação para compartilhar mensagens da marca de cerveja, mostrando que a música pode alterar os sentidos.

Mas, a primeira parceria entre as empresas data de 2018, marcou o lançamento da campanha do disco “Bluesman”, do rapper Baco Exu do Blues. O disco atingiu mais de 280 milhões de streams, além de ter gerado um aumento de 495% nos ouvintes mensais do artista no Spotify.

O filme do disco ganhou o Grand Prix, do Cannes Lions, o primeiro brasileiro da história na categoria entretenimento para música, superando “Apeshit”, megaprodução de Beyoncé e Jay-Z, filmada no Museu do Louvre. E, com toda essa projeção, o modelo virou referência no Brasil e no exterior.

Desde então, as empresas colaboram em projetos para marcas e artistas, como Usher, Kevin o Chris, DKVPZ, BaianaSystem, As Baías, Bivolt, Som Livre, Criolo, Milton Nascimento, Nego Bala e Yo Yo Ma. Vale destacar que, para além da joint venture, tanto a AKQA Casa quanto o núcleo de projetos especiais do Coala Festival seguem com suas agendas paralelas ativas.

Como tudo começou…

Fundado em 2014 como um festival de música sediado em São Paulo, o Coala se destacou no mercado musical ao apoiar e dar palco a um efervescente cenário musical. Com oito anos de história, o festival sediou shows de artistas icônicos, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento, ao mesmo tempo que funcionou como catalisador de talentos da nova geração, caso de Xênia França, Duda Beat e ÀTTØØXXÁ, se tornando um dos eventos culturais mais importantes do país.

“Insights verdadeiros sobre música e entretenimento partem de pessoas que de fato vivem e pertencem a esse universo. Para se relacionar com a comunidade criativa e com esses fenômenos culturais, as marcas precisam, de fato, pertencer e não apenas comunicar que pertencem”, diz Gabriel Andrade, curador e sócio-fundador do Coala. LAB, que agora também é Music Lead do AKQA\Coala.LAB, lista as plataformas de streaming, turnês, videoclipes e discos como alguns dos pontos de contato que podem ser explorados na construção de projetos.

“Além de ser necessário estar presente e apoiar o meio com consistência, é preciso enxergar artistas como agentes criativos em todo o processo e não apenas embaixadores das marcas”, complementa.

Com a missão ambiciosa de remodelar o futuro da indústria do entretenimento, o AKQA\ Coala.LAB pretende evidenciar novas perspectivas da música a partir de trabalhos conceituais, inovadores e culturalmente relevantes. E também propor ao mercado uma solução de como trabalhar o ecossistema da música como um todo.

“Nesse momento de pandemia onde experiências presenciais ainda não são uma realidade no país, voltamos todos os nossos esforços dentro de casa para projetos digitais e de conteúdo, sejam eles colaborações com marcas, lançamentos de artistas ou eventos online”, conta Christiano.

E completa dizendo que “tem sido um tempo desafiador para todos, principalmente para a indústria do entretenimento, mas também tem ampliado a nossa visão interna sobre as diversas possibilidades e alcance que esses novos formatos proporcionam”.

“Foi um passo importante para estruturarmos essa nossa nova frente dentro do universo da música e do entretenimento, que em um futuro próximo vemos coexistindo e se complementando aos eventos presenciais: o físico com o digital. No momento estamos trabalhando em diversos projetos que ainda são confidenciais, mas logo teremos novidades”, finaliza o diretor.

Confira o vídeo de apresentação da AKQA\Coala.LAB:

Escrito por Rafa Ventura

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