Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação
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Escolas de samba do RJ fazem live neste sábado, mas vivem a incerteza do Carnaval 2021

O anfitrião Neguinho da Beija-Flor (Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação)

Como a pandemia do novo coronavírus ainda fora de controle no Brasil, a realização do Carnaval em 2021 vai ficando cada vez mais incerta. Enquanto a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) ou a Riotur não se manifesta sobre o assunto, as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro preparam uma live solidária neste sábado (9). Capitaneados por Neguinho da Beija-Flor, o show acontecerá a partir das 18h, direto da Cidade do Samba. A transmissão online acontecerá no YouTube.

Além do intérprete da Beija-Flor de Nilópolis, o evento contará com outros intérpretes do Grupo Especial como Zé Paulo (Viradouro, a atual campeã), Gilsinho (Portela), Marquinho Art’Samba (Mangueira), Wantuir (Unidos da Tijuca), Tinga (Vila Isabel), e a dupla Carlos Junior e Celsinho Mody (Paraíso do Tuiuti).

A iniciativa do evento partiu de Gabriel David, filho de Anísio Abrãao David, presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis. O conselheiro da agremiação conseguiu o patrocínio da Cerveja Original e apoio da plataforma Ame Digital, responsável por recolher e ajudar a encaminhar as doações. O objetivo é recolher donativos em em prol de famílias afetadas direta e indiretamente pela pandemia da Covid-19 e, claro, levar alegria ao público através de sambas históricos.

Lives realizadas por Mangueira e Salgueiro foram um sucesso

Por ocasião dos 92 anos de sua fundação, a Estação Primeira de Mangueira realizou uma live no dia 28 de abril. A transmissão contou com o intérprete oficial Marquinho Art Samba dando voz a vários sambas-enredos escolhidos pelo torcedor através das redes sociais da escola. E não faltaram homenagens a ícones mangueirenses como Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Carlos Cachaça, Tantinho, Dona Zica, Dona Neuma, Beth Carvalho, Alcione, Leci Brandão e o lendário intérprete Jamelão.

O Salgueiro foi além e armou uma verdadeira live-show no último domingo (3) por ocasião da feijoada realizada mensalmente na quadra. Um dia antes, a escola distribuiu 2 mil quentinhas para pessoas em situação de rua. A transmissão online – apresentada pela rainha de Bateria Viviane Araújo – durou quase 6 horas e contou com seus intérpretes Emerson Dias e Quinho, que receberam nomes como Anderson Leonardo (Molejo), Marquinhos Sathan e Xande de Pilares. E, claro, não faltaram sambas históricos da Academia.


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No lugar das fantasias e alegorias, máscaras de proteção

Situada na zona portuária do Rio de Janeiro, a Cidade do Samba é um complexo com 14 barracões que abrigam as escolas do Grupo Especial. Costureiras, aderecistas, ferreiros e escultores fazem parte de um enorme contingente que produz as alegorias e fantasias que encantam pessoas do mundo inteiro in loco na Marquês de Sapucaí ou pela televisão. Entretanto, neste momento o único item produzido no local são máscaras de proteção.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, disse que a única preocupação agora é socorrer as comunidades das escolas de samba na guerra contra o coronavírus. “Importante agora é a ajuda humanitária. Sem saber até quando vai o isolamento, não podemos fazer planejamento algum. Em maio, geralmente, começam os preparativos, mas não vejo luz no fim do túnel”, alegou.

Até o momento, apenas a atual campeã Viradouro e a terceira colocada Mocidade Independente de Padre Miguel escolheram seus enredos para o carnaval 2021. Normalmente, os meses de maio e junho são dedicados à escolha dos temas que as escolas apresentarão na avenida. Embora o calendário ainda esteja a favor, a incerteza dos acontecimentos começa a preocupar os foliões que podem, pela primeira vez na história, testemunhar a não-realização dos desfiles.

Escrito por Daiv Santos

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