Créditos: Victor Moura
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Entrevista: Tribo da Periferia celebra 22 anos de carreira com “HIBRÍDO” e indica novos nomes do rap nacional

Um dos nomes mais relevantes do rap nacional acaba de lançar um álbum novo, já com seis clipes além das dez faixas inéditas. Com 22 anos de carreira e oriundo da cena brasiliense do final dos anos 90, Tribo da Periferia apresenta “HÍBRIDO”, o primeiro álbum completo desde “4º último” (2016). A ideia de lançar todos os vídeos de uma só vez foi inspirada no rapper e produtor norte-americano 50 cent, que em 2005 fez o mesmo ao liberar o álbum “The Massacre”.

 Duckjay e Look concordam que o novo álbum é sobre um recomeço após um ano de turbulências e tomado pela imprevisibilidade por conta da pandemia. Faixas como “Festival de Nós Dois” são um aceno ao pop, mas o risco de flertar com outros gêneros que não o rap nunca foi um problema para a dupla. Em 2019, “Conspiração”, uma parceria com Marília Mendonça, chamou a atenção e foi elogiada pelos fãs de ambos os artistas.

Diante de um cenário que permite junções como a citada, Duckjay explica que sempre sonhou em fazer música desta forma e considera um avanço a diversidade e a unificação dos estilos musicais. “Como produtor, eu sempre tive esse lado versátil e ousado, sempre arrisquei misturar elementos de outros estilos ao hip hop. Tenho como referência um nicho muito eclético, desde o orgânico, ao eletrônico e isso nos trouxe essa característica experimental. A mudança da música durante esses tantos anos nos fez amadurecer perante críticas e aceitações”, disse ao POPline.

O som

Créditos: Victor Moura

No contexto do hip-hop, a forma literalmente híbrida do Tribo da Periferia lidar com o gênero, em alguns momentos, foi criticada. Apesar de absorverem bem os apontamentos, eles encontraram uma maneira de definir o som do grupo:

“Grandes músicos, instrumentistas e referências para nós, nos dão créditos por essa linguagem híbrida. Por outro lado, existem pessoas divergentes a essas variações de timbragem e texturas. Viemos sofrendo críticas por todo nosso trajeto até aqui, mas como cantamos a música que gostaríamos de ouvir, isso se torna aprendizado e nos faz mais cautelosos a valores e sonoridade. Enfim, o importante mesmo é fazer o que amamos e para quem amamos”, explicou o Tribo da Perifeira.

Definindo “HÍBRIDO”

O novo álbum não parte de um único lugar. De acordo com os produtores, o projeto tem uma linguagem mais contemporânea em relação aos trabalhos anteriores. “É um álbum feito de momentos diferente que se juntam em um momento único”, explicam. O objetivo em “HÍBRIDO” é promover uma diversidade rítmica e ideológica e proporcionar sensações diferentes a cada “episódio”. “Juntamos técnica, conhecimento e sentimento para chegarmos a esse resultado”, declaram os artistas..

Sobre a escolha do repertório, eles admitem que não foi uma tarefa fácil.

“Temos um arsenal de projetos já prontos e sempre estamos produzindo mais e mais, então tínhamos a missão de escolher alguns projetos já prontos e concretizar outros (…) ficaram de fora muitas músicas que gosto muito, mas que em breve estaremos apresentando ao público”.

Ouça o álbum completo: 

A resposta não surpreende, já que maturidade é uma característica da dupla. Duckjay, fundador do Tribo, tem um momento de importante e merecido neste projeto. Em “Resiliência”, o produtor reflete sobre sua trajetória:

Novos nomes do rap nacional

A cena do hip-hop permanece efervescente. Novos nomes surgem todos os dias e dominam as paradas musicais e charts das plataformas de streaming. A experiência de quem acumula mais de duas décadas de trajetória indica alguns nomes que possam consolidar uma carreira tão sólida quanto a deles. “Quando o Tribo da Periferia surgiu, o movimento era muito pequeno e as pessoas não davam tanta atenção para o ritmo, por isso fico feliz demais em ver seu crescimento e suas várias vertentes”, vibra Duckjay

MATUE, KAWE, AGRIFF, 3UMSÓ são nomes que acredito em uma carreira mais sólida, mas existem vários artistas que ao meu ponto de vista tem uma história bonita pela frente”.

 

 

Escrito por Douglas Françoza

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