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Entrevista: Lexa canta em festa gay no Rio, fala sobre nova fase e músicas inéditas

Cantora fala sobre acordo na Justiça e troca de empresários.

Há pouco mais de um ano, Lexa era apresentada para o grande público como a promessa do pop funk. De lá para cá, muita água rolou. Ela lançou o álbum de estreia dela, “Disponível”; começou a namorar o Mc Guimê; rompeu contrato com a empresária que catapultou sua carreira; viu seu nome bombar em sites de fofoca; e agora busca a paz. Com um show marcado na festa pop Wallpaper, na casa noturna gay The Week Rio, para o sábado (21/5), Lexa anuncia também o fim da batalha judicial com a ex-empresária e a assinatura de um novo contrato, com o escritório Mallupy, que representa Guimê, Wesley Safadão, Nego do Borel e Thiaguinho, entre outros.

A “nova fase” é composta por maior autonomia no trabalho, muita produtividade com o namorado, e a expectativa de lançar músicas e clipes novos em breve. Anitta também não precisa mais ser apontada como rival (nunca precisou, segundo ela). Essa rixa é da cantora e seu antigo escritório. Não de Lexa. Para sinalizar que não é mais a arma de ninguém, ela andou cantando “Bang” em seus shows. Tudo isso e muito mais é assunto da entrevista da Lexa para o POPline. Confira!

Você está preparando algo diferente para esse show na Wallpaper?
Vai ser uma participação, né, então vai ser um pocket. Vai ter muito funk, vai ser muito animado. Em todos os meus shows, agora mais do que nunca, eu procuro botar as pessoas para cima, um show bem animado, então a galera vai se divertir bastante.

Como é sua relação com o público gay?
É maravilhosa. É um dos meus principais públicos. Hoje, acho que 90% dos meus fãs são todos gays e eu amo. Amo fazer show e cantar para esse público, que é maravilhoso, querido, te abraça. Mas, ao mesmo tempo que te abraça, é muito exigente, sabe? É um público que cobra muito e você tem sempre que dar o seu melhor.

A próxima pergunta é justamente sobre isso. Já entrevistei outras cantoras que dizem que o público gay é muito exigente. Você recebe muita crítica construtiva? Os fãs se metem nas coisas?
Os fãs sempre opinam, são exigentes, estão em cima. É uma galera que tem um olho clínico, então adoro escutar coisas construtivas e ideias. São sempre ótimas ideias. Nunca vi público para pensar melhor! Sempre sai ideia boa!

Eu te entrevistei bem no comecinho, logo depois daquele show que te apresentou a todo mundo na Fundição. O clima era de conto de fadas. Passou mais de um ano, você lançou o álbum, se desligou daquela empresária… o que mudou?
Nossa, mudou muita coisa! Mesmo nesse show aí de apresentação, foi para me apresentar para um nicho diferente, porque eu já cantava. Não era a primeira vez que eu estava em cima de um palco, não era a primeira vez que tinha bailarinos do meu lado… por mais que a estrutura fosse maior, eu já tinha feito aquilo na minha vida. Respiro música desde muito nova. Só que, a partir dali até agora, muita coisa mudou. Eu amadureci muito como artista. Hoje, eu sei muito mais o que quero e que caminho seguir. Sou muito mais de seguir o instinto e ouvir as pessoas que estão comigo, mais do que qualquer outra coisa. Meu trabalho é minha prioridade, então cresci muito como artista e como pessoa também.

Hoje em dia, qual seu grau de autonomia no seu trabalho?
Antigamente, era menor do que é hoje, porém eu assinei agora com um novo escritório e acho que é tudo muito dividido. Tem que ouvir as duas partes. Não é só o artista que sabe tudo. A gente sabe só até certo ponto e a partir dali precisa da ajuda de uma equipe, senão a gente fazia tudo sozinho, gravava clipe sozinho, tudo sozinho. Quem sabe admitir que precisa do próximo para que as coisas deem certo cresce muito mais na vida. Eu preciso de uma equipe, de opiniões, de alguém que diga “Lexa, isso aqui está certo, isso aqui está errado”. Mas hoje tenho uma autonomia muito maior, sem dúvidas.

Agora você será representada pela Mallupy Entretenimento, é isso? Vi que é a mesma galera que cuida do Guime, do Safadão, do Nego do Borel…
É, a Mallupy representa essa galera no sul. Thiaguinho também… É um escritório de Florianópolis e eles que fazem os shows tanto internacionais quanto brasileiros. São os maiores contratantes de lá. Sempre tive uma excelente relação com o Cacá, que é um dos meus empresários. Ele sempre contratava meus shows para Floripa e aí eu conheci o Neto, que é o dono da Mallupy. Hoje, temos uma parceria muito legal.

Quando você rompeu com sua empresária, falaram que o Guimê teve papel importante nessa decisão, e agora você está indo para a Mallupy, que também o representa. O quanto ele influenciou suas decisões?
Olha, o Guimê entrou na minha para somar. Eu já tinha em mente sair de lá [do escritório K2L]. Não era muito tempo, mas já tinha um tempo. Ninguém é criança de, numa briguinha, virar as costas e “ah, vou embora”. Não é assim. Eram vários fatores. A primeira vez que fiquei com o Guimê foi em agosto do ano passado, então foi bem antes de eu sair da K2L, que aconteceu em janeiro. Não tem nada a ver. Quando nós assumimos, sim, mas foi uma coincidência. Ele não interfere em nada, pelo contrário. A gente soma. Estamos fazendo músicas juntas nos novos projetos que estou fazendo.

Isso que eu ia perguntar. Depois que lançaram juntos aquele single dele, pretendem fazer mais parcerias?
Sim, sim, sim! Mas aí não sei se um “feat” novamente. A gente escreve junto. É um casal de músicos, né? A gente sente, escreve, é muito legal. Tem essa parte que um passa pelo trabalho do outro. Ontem ele me mostrou a capa do CD dele, então é muito legal essa parceria que a gente tem.

Eu lembro que você é fã da Sandy e ela também escreve muito com o marido, Lucas Lima.
Pois é! Pra você ver! (risos) Os casais se apoiando.

Eu vi também que logo que você se afastou da Kamila, incluiu “Bang” da Anitta na setlist do show. Qual o intuito?
Eu canto o que eu gosto e essa música estava estourada. Por que não entrar no meu show? Eu canto música da Ludmilla, da Valesca… por que não cantar da Anitta? Naquele primeiro show [na Fundição], eu cantei uma música dela, que era “Fica Só Olhando”. Lembra? Pois é. Agora eu coloquei “Bang”. Eu gosto dessa música. É muito legal, muito dançante.

Você e a Anitta se conheceram?
Não. Você acredita? A gente já viajou no mesmo avião, mas só fui descobrir depois isso. Juro! Já fizemos shows de rádio, mas em horas diferentes, entendeu? Do avião, fui descobrir depois e falei “mentira, sério?”. Mas, não, nunca nos encontramos, conversamos, nada, nada.

Você fez um acordo com sua ex-empresária Kamila Fialho para encerrar a batalha judicial. Que acordo foi esse?
São os advogados que tomam frente disso, e eles estão decidindo ainda. A última pessoa que quer guerra sou eu. Eu quero tocar minha carreira, meu trabalho. O que for melhor para que as coisas continuem andando da melhor forma possível, a gente vai fazer, então estamos conversando. Não quero ficar guerrilhando aqui não. É isso.

Você falou que está compondo com o Guimê, então já está preparando mais coisa nova?
Sim! Tem duas músicas que eu já vou colocar voz nessa semana. Uma é romântica e a outra é bem funk, funk, funk, para você ficar com a bunda no chão. (risos) Então, são duas músicas muito legais, e estou escutando várias outras. E estou compondo com o Guimê também. Estou planejando clipes também.

Mas clipe para o álbum “Disponível” ou para as novas?
Para as novas já.

E pretende lançar esse ano?
Pois é. Pretendo lançar as músicas novas nesse ano. Mas ainda estamos vendo se vai ser um EP, um CD, estamos discutindo isso. Mas vai sair sim, já já. Esse ano ainda. Podem aguardar.

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