Quatro amigos gostavam de tocar música juntos, despretensiosamente. Com a chegada do programa “Superstar” ao Brasil, decidiram levar a brincadeira a sério, criar um nome para a banda e se inscrever para a competição. Chamaram atenção na TV, lançaram um álbum, foram indicados ao Grammy Latino… em resumo, essa é a história do Jamz, quarteto que agora promove seu segundo disco, “Tudo Nosso”, resultado de um ano de concepção.
Lançado em agosto, com 11 faixas, o álbum do Jamz traz 11 faixas, incluindo participações das cantoras Ivete Sangalo (em “O Que o Amor Precisa”) e Anitta (“Você Aqui”). Diferente do “Insano”, lançado em 2014, esse disco novo é formado apenas por composições autorais, em português. Paulinho Moreira, guitarrista da banda, conversou com o POPline dia desses, em uma tarde no estúdio, e contou sobre os planos de gravar clipes para as músicas com Ivete e Anitta. Dê o play e acompanhe o papo:
POPline: Quanto tempo vocês levaram para fazer esse álbum? Como foi o processo?
Paulinho: Desde quando a gente pensou em fazer o álbum até ele ficar pronto, foi um ano. Nesse processo, a gente compôs quase 50 músicas, aí fomos para a pré-produção, em uma casa de praia… Ficamos lá uma semana com nossos produtores, fazendo arranjo das músicas, depois ensaios, estúdio…
POPline: Casa de praia onde?
Iguaba.
POPline: Dessas 50 composições, qual foi o critério para chegar as 11?
O critério foi a democracia (risos). Somos quatro na banda, com mais o produtor, cinco. Cada um votava em suas dez preferidas. Quando dois não gostavam de alguma, ela já caía. Para entrar no álbum, ela tinha que ter pelo menos quatro votos. Queríamos selecionar bem, para ficarmos com músicas que todo mundo curtia.
Vocês ficaram conhecidos no “Superstar” apresentando releituras de sucessos. O público de vocês recebe bem material inédito?
Para a gente, a virada no “Superstar” aconteceu quando a gente apresentou nossa primeira música autoral, “Insano”. Como você falou, a gente só tocava releitura, e releitura em inglês. Então, quando tocamos uma autoral em português, o choque foi grande, mas a resposta positiva foi muito grande também. O público entendeu que um disco autoral seria bem vindo. Foi quando surgiu o convite da Som Livre, nossa gravadora, para lançarmos realmente um CD autoral. O pessoal recebe bem, canta as músicas no show, gosta e, vira e mexe, a gente faz uma releitura também, para continuar alimentar o público que gosta.
Vocês postaram um cover com a Sofia Oliveira recentemente no Youtube. Pretendem postar mais covers?
Com certeza! Aliás, a gente está gravando nesse exato momento. O Youtube e a Internet têm uma força muito grande, né? O nosso público é muito digital, então a gente está botando em prática um projeto de fazer releituras em um formato mais acústico. São músicas que a gente gosta.
O “Tudo Nosso” é o primeiro álbum de vocês depois daquela indicação ao Grammy Latino. Sentiram o peso da responsa? Uma pressão?
Peso, eu acho que não. A gente deu o nosso melhor no “Insano”, mas teve só 18 dias para fazer tudo que fizemos agora em um ano. A gente saiu do “Superstar” e fez um álbum às pressas, então não esperava essa quantidade de prêmios. A gente ganhou o Prêmio Multishow na categoria “experimente”, tivemos o álbum indicado ao Grammy Latino, e ganhamos o 27º Prêmio da Música Brasileira. Tudo com o “Insano”, que foi um disco supercorrido. Então, claro que tem uma responsabilidade, porque tem também aquele estigma do “segundo álbum”: será que vai suprir as expectativas levantadas pelo primeiro? Mas a gente tem uma autocobrança muito grande, e fez tudo com calma para dar nosso melhor. “Tudo Nosso” tem um pouco disso: a gente deu tudo nosso para fazer um disco do qual a gente se orgulhasse. Não tem aquele peso da cobrança: foi gostoso fazer o disco. A gente acha que as pessoas vão gostar muito.
O disco traz participações da Anitta e da Ivete Sangalo. O público pode esperar clipes para essas faixas?
A gente já está começando a pensar no clipe da Ivete. Não sei se vamos tê-la no clipe. O da Anitta, ela já manifestou a vontade de fazer o clipe, quando estava gravando a música. A gente quer fazer um clipe lindo. Já estamos pensando nos roteiros. Estamos estudando. Temos vontade, e ela também manifestou, então é bem possível rolar.
Qual vai ser o próximo clipe do álbum?
Provavelmente, “O Que o Amor Precisa”, que é essa com a participação da Ivete. Não sei se teremos ela no clipe. A gente quer fazer um clipe voltado para o pessoal das Paralimpíadas, sobre a motivação e superação deles.
Vocês estão com uma agenda de shows para setembro e outubro. Já estão inserindo o repertório novo? É um show novo?
É a turnê nova! Turnê “Tudo Nosso” e já vamos tocar as músicas do disco novo!
Vocês ficaram famosos no “Superstar”. Assistiram as outras temporadas? Que bandas que mais curtem?
Não conseguimos assistir 100%, mas a gente acompanhava. Entrava no site depois, via os vídeos das bandas… Conseguimos acompanhar, sim.
Quais bandas que você mais gosta, das que apareceram no programa?
Da nossa edição, somos muito fãs do Suricato, são nossos amigos, a gente curte muito. A Scalene é uma puta banda: já chegou bem pronta, com um trabalho autoral bem bonito. Dessa última edição, Playmobille e OutroEu são duas bandas que a gente curte muito.
O quanto ajudou na carreira de vocês ter participado do programa?
Completamente. A gente tocava junto há dois anos, mas a possibilidade de participar do programa que motivou a ter um trabalho autoral, um nome. A gente não tinha nome, não tinha banda. Já era amigo, tocava junto, mas o programa que foi um incentivo para oficializar e tocar o trabalho.
E teve algum fator negativo?
De ter estado no programa? Não consigo enxergar nenhum. Só trouxe coisas boas para a gente.
Que conselho você daria para quem pretende se inscrever em um programa assim?
Primeiro, pé no chão, porque o programa te dá uma visibilidade muito grande, mas quando acaba, se não tiver uma estrutura montada e uma base para seguir adiante, fica difícil. Você está aparecendo na Globo todo final de semana e, quando você sai, não tem mais toda essa visibilidade. Grande parte do público que te acompanhava, porque você estava na TV… você não vai ter mais esse público. Então, você tem que usar suas músicas autorais, seu trabalho, para fidelizar o público que conquistou lá. Aquilo ali é como um amplificador de sua música. Uma vitrine.
Pra terminar, deixe um recado para os leitores do POPline.
Queria dizer que a gente fez um CD com muito carinho, muito trabalho e dedicação. Um CD feito com verdade, e a gente espera que todo mundo possa curtir o trabalho. Para a galera que quiser conhecer mais, siga a gente nas redes sociais: @jamzoficial.


