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Entrevista: Fernanda Abreu fala sobre álbum novo e cena pop nacional

Dez anos após seu último álbum (ao vivo) e 12 após seu último de inéditas (de estúdio), Fernanda Abreu volta ao mercado fonográfico com “Amor Geral”, um disco todinho novo para os fãs. O trabalho marca sua superação de diversos momentos difíceis da vida, como a morte da mãe e o divórcio com o designer Luiz Stein. Foi o namorado novo, o baterista Tuto Ferraz, que a inspirou a entrar em estúdio novamente. Por que se fala tanto da vida pessoal dela aqui nessa apresentação do álbum? Porque seu conteúdo é mesmo muito autobiográfico. Cada música é um recado.

Foto 1 Gui Paganini e Arte de Giovanni Bianco

São dez ao todo – todas composições próprias, com diversos parceiros habituais e outros novos em sua vida. “Antídoto”, ela assina sozinha: foi um insight que veio em uma madrugada triste, pensando no coma de sua mãe. Mas não é um disco melancólico. “Tambor”, outra faixa, tem a pegada do funk carioca (que ela ama), por exemplo.

– Num primeiro momento, fiquei um pouco receosa de lançar qualquer trabalho artístico nesse momento em que a intolerância, o cinismo, a falta de escuta parecem imperar. Mas percebi que é exatamente esse o momento propício pra vir com “Amor geral”. Então, quando vozes conservadoras gritam contra o aborto, contra o direito das mulheres, contra os negros, contra a diversidade sexual e religiosa, venho chegando, gentilmente, com o meu antídoto. – conta a cantora.

No meio da agenda de divulgação do álbum e de ensaios para a turnê, ela conversou com o POPline em uma entrevista em que fala sobre a cena pop atual e o consumo de música na contemporaneidade. Acompanhe:

POPLINE: Você não lançava um álbum de inéditas desde 2004. É muito tempo. Sei que as pessoas quando vão aos shows realmente querem ouvir os sucessos, mas e seus fãs mais próximos? Não pediam material novo?
FERNANDA ABREU: O que aconteceu foi o seguinte: eu fiz o “Na Paz” em 2004 e a MTV me convidou para fazer o “MTV Ao Vivo” em 2006. Eu achei que era muito bom, porque, depois de tantos anos de carreira, eu não tinha feito nenhum DVD ou CD ao vivo, e minha banda é muito boa. Sempre foi um desafio para a banda, porque meus discos tem muito eletrônico, então era importante mostrar como era meu show, como eu era no palco. Foi muito bom fazer o “MTV Ao Vivo”. Foi uma turnê que fiz com muita intensidade até mais ou menos agosto de 2007, um ano e meio de um show atrás do outro. Foi muito bom. A partir dali, minha vida começou a se complicar um pouco e ficou difícil fazer um material novo. Não estava muito inspirada. Então, o que fiz? Criei um show chamado “Eletro-Acústico”, no qual cantava Marina Lima, Chico Buarque, Michael Jackson, Jorge Ben e os meus sucessos com outros arranjos. “Katia Flávia” era com arranjo de salsa, “Garota Sangue Bom” com arranjo jazzy, e aquilo foi bom para mim, porque não me enchi de cantar sempre as mesmas músicas. Então, nesses dez anos, fiz dois tipos de shows, um mais animado, e outro eletroacústico, mais para teatro, sentado, onde eu conseguia cantar outras coisas. Os fãs mais próximos sempre me cobraram material novo. Esses me escreviam diariamente perguntando “quando vai sair o disco?” e eu falava “gente, não estou nem começando a compor ainda, calma”. O público em si, não, porque a gente viveu um período em que muitos artistas fizeram show de baile, cantando música conhecida, então, em termos de show, estava tudo ok. Mas, em termos de estúdio, eu estava devendo e sabia disso, mas realmente estava em um momento em que não conseguia fazer. Quando minha mãe faleceu e eu consegui me separar, parece que o negócio abriu um caminho e consegui fazer esse disco.

No material de divulgação do álbum, você fala do coma e da morte da sua mãe, do sofrimento do seu pai, da sua separação, como justificativas para sua falta de inspiração. Muita gente costuma usar essas situações difíceis para transformá-las em música. A sua inspiração costuma vir de onde?
Não, mas foi exatamente isso que aconteceu! Esse meu disco é muito corajoso, porque ele me expõe de uma maneira absurda. Ele é todo feito para as pessoas que tem a ver comigo, com a minha vida. São recados. Eu me inspirei nisso. Eu só não conseguia fazer, ir para o estúdio colocar isso em prática. Esse disco, “Amor Geral”, foi inspirado nesse momento, mas foi inspirado depois que o momento passou, porque na hora do momento mesmo eu não conseguia fazer.

fernanda-abreu-amor-geral-radiocultfm

Quando o “Na Paz” saiu, você estava com 42 anos. O “Amor Geral” é seu primeiro na casa dos 50. Isso traz alguma mudança?
Traz. Eu estou muito mais animada agora, estranhamente animada. Primeiro, porque quando a gente sai de um período difícil assim sai mais forte. Segundo, porque me apaixonei por uma pessoa maravilhosa e o amor faz você ficar muito potente e vigoroso. Terceiro, porque gostei muito do processo do disco, foi tudo muito bom: composição, arranjo, produção, encontros, conhecer esse pessoal novo, músicos e produtores novos. Isso tudo é muito revigorante. E estou tendo um bom resultado. A receptividade está sendo fantástica, tanto pelas pessoas que já me conhecem quanto de pessoas novíssimas que ficam procurando agora o catálogo. Estou até avisando as pessoas que, na sequência do “Amor Geral”, vai vir o catálogo todo. Finalmente, consegui o licenciamento para meu selo durante cinco anos para comercializar esse catálogo. Acho que vai vir um período de muita produção de agora em diante. O show, esse catálogo, e estou muito animada. Quando você me pergunta dos 50 anos, estou com muita energia, energia de garota.

E o mundo mudou muito também de 2004 para 2016. Naquela época, começava a surgir aquilo das pessoas gravarem as músicas e botarem na Internet por conta própria, o que permitia fazer shows sem precisar de gravadora e tocar na rádio. Hoje em dia, isso é muito mais forte. Você acompanha essa onda? Pesquisa gente nova na Internet?
Sim. Eu acho que tem os dois lados da moeda. Por um lado, a Internet democratizou muito a divulgação e a produção de artistas novos. Por outro lado, é muito pulverizado, então me preocupa até. Uma pessoa talentosa, que queira realmente seguir a carreira de música, tem que ter muita força de vontade, porque eu vejo uma galera novíssima, de 18, 19, 20 anos, começando a fazer música, mas com outros empregos, não vendo muita condição de viver de música. E às vezes a gente precisa ter esse comprometimento com a música, porque música não é só talento, tem que ter certa vocação. A vida é o pacote: é instável financeiramente, instável afetivamente, uma vida que está lidando o tempo todo com a subjetividade. Mas como era antigamente? Quando comecei minha carreira, em 1982 com a Blitz, você só podia gravar um disco se tivesse contrato com uma gravadora. Chamava-se gravadora porque eram os únicos lugares que tinham estúdios para gravar. Hoje, todo mundo tem um estúdio em casa, então você pode produzir o som que você fez, sem precisar de uma gravadora. O quanto isso vai ser eficiente, não sabemos. Eu sinto que o mercado da música ainda está em transição. Primeiro era o vinil, depois o CD, a pirataria, o download, o streaming… a gente não sabe onde vai parar isso. Atualmente, a gente aluga um canal de música, como o Spotify e o Deezer. Ninguém nem tem mais a música. É um aluguel. Você paga R$ 15,90 e tem lá um catálogo de 30 milhões de músicas para ouvir. Mas ela não é sua exatamente. Se você quiser, tem que comprar em algum lugar. Então, ainda é um mercado em transição, mas acho muito positiva a Internet e a tecnologia em geral. Mas tem outro lado: quem gosta mesmo de música, eu aconselho fugir do mp3 e coisas assim, porque o que a gente vê hoje é um monte de gente ouvindo música em um fonezinho pequenininho, que não dá conta do subgrave, do grave, mas é isso que se tem. A qualidade musical, desde que a música virou digital, você tem que procurar uma forma de ouvir música bem, ouvir um áudio bom. Eu não gosto só de música, gosto de áudio. É algo que me preocupei no disco: a frequência. Se você ouvir de fone, vai perceber que tem desde subgrave até agudo, passando por todas as frequências. Os arranjos têm que ter isso para ficar bacana. Se a música tem isso, você consegue levar a pessoa para uma viagem mais interessante.

Foto 2 Gui Paganini Arte Giovanni Bianco

Você deu uma declaração de que “Amor Geral” é um antídoto gentil às vozes conservadoras contra aborto, direito das mulheres, dos negros, diversidade sexual e religiosa. Qual a sua opinião sobre esses tópicos? Alguma bandeira te toca mais profundamente?
Todas elas. Por exemplo, quando eu defendo o funk, há muitos anos já, eu na verdade estou defendendo os negros. A maioria das pessoas que fazem funk no Rio de Janeiro são pretos e são pobres, especialmente pretos, então sempre defendi muito o funk até mais por um viés sociológico de valorizar a expressão cultural dessa galera, senão vão ser sempre marginalizados e nunca vão estar no panteão da música popular brasileira. Na verdade, eles têm que estar, porque fazem música que é uma expressão fortíssima da sociedade e tem que estar lá. A questão das mulheres, para mim, é fundamental, no dia a dia. Minhas duas filhas são feministas e eu sou feminista, no sentido que luto pelos direitos das mulheres, pela igualdade de direitos das mulheres, ao lado de homens que entendem essa questão importante da mulher ser tratada com respeito, ser remunerada com respeito. A música mesmo é um ambiente muito machista. É um ambiente que tem muito mais homem, infinitamente mais homem do que mulher. Não só nas bandas, não só nas equipes técnicas, não só no show business, não só entre os executivos das gravadoras, não só no ambiente de estúdio… tem muito mais homem do que mulher. Antigamente, as mulheres achavam que tinham que botar o pau na mesa para se fazer ouvir, só que mulher não tem pau e pode ser perfeitamente feliz com sua boceta. Não precisa ter pau pra isso. Eu acho que a gente está achando a nossa maneira de se impor e sair daquela velha situação de submissão, porque a gente ainda vê, nos dias de hoje, mulher sendo violentada a não sei quantos minutos. O negócio é bárbaro. Parece que você está há três séculos atrás. A gente está no século XXI, então é uma bandeira fundamental, diária. Não sou aquela chata que fica falando o tempo todo sobre isso não, mas presto atenção e minhas filhas também. Eu também tenho muitos amigos gays e cada um tem uma posição diferente. Uns acham interessante ter os mesmos direitos do modelo da família heterossexual, outros não, mas todos têm o direito de pensar o que pensam e de amar quem eles quiserem, com muito respeito, com muita propriedade. Acho fundamental defender a veia libertária que o homem tem e não cair nesse buraco que é o conservadorismo, o retrocesso, o preconceito. Isso tudo é o fim da picada. A gente tem que avançar. Sou a favor da legalização do aborto, da legalização das drogas, sou a favor especialmente de ampliar esse debate. Que as pessoas possam conversar, mas conversar sem essa bobajada de Internet, onde todo mundo só fica agredindo, com verdades absolutas. Ninguém escuta nada. Todo mundo tem um ouvido mínimo e uma boca enorme.

Você falou do funk, e realmente sempre foi uma entusiasta do gênero musical. No seu disco novo, tem a música “Tambor”, com essa influência. Na última década, o gênero saiu da marginalização. Como você vê a ascensão da Anitta, da Ludmilla e do Nego do Borel, cruzando uma fronteira, pode-se dizer assim, e se tornando mais pop do que funk?
Eu acho bom, acho ótimo. Acho que o funk é muito rico. Na verdade, foi o funk melody que conseguiu migrar para o pop. Ele é bem mais digerível para a classe média. As letras são mais digeríveis mesmo. Mas eu, particularmente, adoro funk de raiz, adoro a velha guarda do funk, adoro baile de favela, mas é uma coisa minha, um gosto pessoal meu. Ultimamente, não tenho ido muito a baile, mas de vez em quando amigos meus mandam músicas por Facebook e as letras continuam muito contundentes. É a realidade, como uma crônica do Rio, e gosto muito dessa ideia: tem uma galera fazendo um som muito contemporâneo do que está acontecendo, muito dinâmico tanto na linguagem, na gíria, no português. Eu curto muito. Mas acho importante o funk ter conseguido esse lugar ao sol de mainstream, de pop, porque são muitos anos, né? O funk está aí há uns 40 anos. Estava na hora. É um estilo. Eu continuo achando que, na verdade, ele deu uma embranquecida, não no sentido… ah, ele virou pop, né? Virou pop. Mas eu gosto. Acho que a Ludmilla é boa, que a Anitta é boa e o Nego do Borel é bom. São bons no que fazem. Acho a maior caretice essas pessoas que, quando se fala em Anitta, dizem “ai, que horror!”, “ai, Anitta, funk”, “funk não”. Aí a Anitta canta uma música do Chico Buarque e dizem “ah, agora sim, agora ela provou que canta realmente”. Ai, gente, obrigada, menos. Não dá.

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Qual a avaliação que você faz do pop nacional atual?
O pop nacional atual está na mão do funk, né? Tem toda uma cena mais indie de São Paulo que floresceu e tem coisas bem boas como a Céu, a Tiê, o Léo Cavalcanti, o Marcelo Jeneci, a Tulipa Ruiz… Tem essa cena indie, que é outra linguagem, que não considero tanto pop, mas tem uma galera nova aí. Tem o Liniker que eu gosto, tem o Jaloo que eu gosto, a Duda Brack que acho bem legal, a Mahmundi, tem uma galera fazendo um som aí. O que acho importante no pop, e sempre achei legal da linguagem pop, é que tem uns arranjos elaborados. As pessoas do mundo pop tem isso que te falei do áudio. Tem que sentar no estúdio e fazer um som de verdade, com punch. O baixo tem que estar comprimido, as batidas têm que estar comprimidas, os arranjos têm que ser interessantes. Você tem que trabalhar para fazer música pop de qualidade.

Você tem saudade de algo da música que sumiu ou perdeu espaço?
Por exemplo, no axé, sinto falta de um Gerasamba. Acho que tem alguns começos de movimentos que foram bem interessantes, como o funk. Eu sinto falta de um funk raiz, de letra. Sinto falta de um bpm um pouquinho mais lento do samba-reggae da Bahia. Ficou muito rápido (imita o som acelerado com a boca). Era muito mais (imita o som de antigamente, mais espaçado). Tinha muito mais groovada, swingada. Eu acho agora um pouco mais duro. Mas acho que hoje em dia você vai atrás do que quer. Isso é bom na Internet. Eu agora estou muito ocupada, mas assim que tiver um pouco menos ocupada, vou começar a fazer minhas playlists. Agora que entrei em contato com o mundo do Spotify, achei legal esse negócio de playlist. Por exemplo, o Prince morreu. A discografia do Prince, pô, é um sonho! E tem muita gente que não conhece, então são aquelas coisas que eram do passado mas que são para serem descobertas hoje. A música tem muito isso: você fica redescobrindo as coisas. Ao mesmo tempo que o pop pode parecer datado por seus arranjos e sua sonoridade, às vezes também não, às vezes é para sempre. O Stevie Wonder é para sempre, sabe? Daqui a 20 anos, alguém vai ouvir e descobrir. É que nem os Beatles, que foram os primeiros do mundo pop. Neguinho ouve isso até hoje. Outro dia, estava minha filha com duas amigas ouvindo Beatles, como se fosse a coisa mais nova do mundo.

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A Globo tem vários programas musicais ultimamente. O “The Voice”, o “The Voice Kids”, o “Superstar”, os quadros dentro de outros programas… Tem gente que torce o nariz por causa dos virtuosismos e da competição. Mas o público adora. Qual sua opinião sobre esses programas?
Eu não gosto de reality show. Não é muito a minha praia, não. Vou até discordar de você, porque não acho que a Globo tem muito programa de música. Ela tem muito programa de reality, que é diferente. Eu, sei lá, cara, não tenho muito saco para ficar vendo. Eu até acho que tem coisas legais. Minhas filhas começaram a ver isso há muito tempo atrás, com o “American Idol”, depois com o “X-Factor”, e não sei o quê. Tem algumas coisas bacanas, mas isso é mais para descobrir cantores, então normalmente os cantores tentam repertório que já existe, e eu tenho muito mais curiosidade por composições novas. Gosto muito de material inédito. Gosto de me surpreender com artistas que vão buscar composições inéditas.

Você já viu o “Superstar”?
Já. Tem algumas bandas que tem música inédita, não é isso?

É, eles levam.
Eu acho bom. Acho mais legal esse tipo de programa do que o que só revela cantor. Acho mais interessante, entendeu? Claro que é muito importante para música eternizar grandes canções e isso só acontece quando elas são regravadas. Tem pessoas que regravam de maneira tão autoral que elas passam a ser outra música. Eu mesma, com “Jorge da Capadócia”. O Ben Jor já me falou que a música renasceu: “essa é uma música minha que eu nunca cantava na vida e você fez uma puta versão!”. Então, acho importante para a música brasileira eternizar essas canções. Faz parte da memória, da cultura, e é importante que se regrave coisas. Acho muito bom. Mas gosto muito de material novo, de ver o que estão compondo de novo. Eu só não tenho muito saco… Sabe o que acontece comigo? Não vejo televisão. Na verdade, não é que não tenho muito saco para reality, eu não tenho muito saco para TV. Eu fico mais na Internet buscando coisas que eu quero, e ouvindo o que me sugerem. Fico mais nessa. Mas eu acho que é melhor o reality do que nada. É melhor do que não ter música. Teve uma época que quase não tinha nenhuma música na TV, então melhor que seja assim. Pelo menos, está passando música na TV.



Então, para terminar, me diz: você já pretende emendar uma agenda de shows?

Sim. Estou ainda começando a ensaiar o show, pegando as músicas novas e tentando arranjos diferentes para alguns sucessos, para ver se ficam mais potentes que os originais ou não. Vou observando isso no meio do ensaio. Devo me sentar com a equipe de criação, de cenário, figurino, iluminação, que ainda vou escolher, ver o repertório, ver o timing do show… eu tenho impressão que esse show vai estar pronto para julho.

Mande um recadinho para os leitores do POPline. Quando a gente postou seu clipe, teve um público mais novinho que não te conhecia, mas gostou muito do que ouviu.
Ah, legal! Posso dizer então que quero muito que vocês conheçam meu disco novo, “Amor Geral”, e que através dele, vocês conheçam o meu catálogo. Sou uma artista que já tem muitos anos de carreira, e querendo me conhecer, dá. É só entrar no POPline!

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