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Entrevista: em ótima fase, MC Guimê realiza sonho com lançamento do álbum “Sou Filho da Lua”

Se muitos acreditam no ditado “sorte no trabalho azar no amor”, Guimê não é um deles. Apaixonado – e para todo mundo ver – ele agora está finalmente realizando o maior sonho profissional. É assim que o Mc se refere a “Sou Filho da Lua”, disco que chega nesta sexta-feira (11) ao mercado brasileiro.

Às vésperas do lançamento do projeto, MC Guimê se vê com uma agenda apertada. Mas para ele, o trabalho intenso só é resultado de anos de dedicação e não há nada para reclamar. Desde o início da carreira, era ele quem assumia todos os setores de divulgação da sua música: da assessoria de imprensa a produção, passando até por distribuição das músicas gratuitamente aos DJs.

Hoje, muita coisa mudou. Com uma equipe apoiando suas ideias, Guimê pode relaxar mais um pouco, mas ainda prefere manter as rédeas da carreira e acredita que assim conseguirá mostrar uma música mais a sua cara e cheia de facetas – não apenas o funk ostentação pelo qual é conhecido.

guimê filho da lua

POPline: Você já disse que estava realizando um sonho com este projeto.
MC Guimê: Com certeza este é um sonho realizado. É uma das maiores realizações da minha vida. Desde pequeno eu fugia da minha humilde realidade fazendo música e sonhava em fazer isso, fazer um CD.

E ele saiu exatamente como você o imaginou?
Quando eu comecei a fazer o projeto eu tinha uma certa ideia, mas a coisa foi se desenvolvendo e confesso que realmente demorou mais tempo do que eu acreditava. Mas no final o trabalho valeu super a pena. Tudo o que aconteceu durante todo o processo valeu a pena. Estou muito feliz!

Você disse algumas vezes que sempre buscou ser o protagonista do seu trabalho. O quão estar protagonizando essas etapas é importante para você?
Ah, mas é super importante. Eu sempre quis isso para a minha vida, fazer o que faço. No começo da carreira eu tinha que fazer tudo sozinho, sabe? Eu atendia telefone para oferecer as músicas, fazia tudo mesmo. Hoje, graças a Deus, tenho uma equipe comigo, um produtor, uma gravadora. E a gente faz tudo junto. Trabalhando sempre com foco e determinação. É uma galera muito do bem.

No final, o fato de você comandar esse processo do CD acaba deixando o álbum mais a sua cara.
Ah, com certeza. Eu consegui colocar tudo de mim. É a cara do Guimê, sabe? Todo mundo que trabalhou nos bastidores colaborou com o projeto, com as músicas, todo mundo se esforçou e me deu a liberdade para fazermos juntos, mas conseguimos deixar a parada com a cara do Guimê. Como o Guimê é.

E as letras são suas?
Eu sempre compus muito sozinho. No início eu tinha uma ideologia sobre compor em parceria, mas Graças a Deus quem trabalhou conosco no álbum ajudou demais. Mas escrevo tudo só.

Há gente que ainda te enquadra no segmento funk ostentação apesar de você já ter aberto o leque e mostrado outra coisas, vamos dizer assim. Você acha difícil abrir essa visão das pessoas?
Acho que o CD vai ajudar bastante às pessoas a enxergarem esse outro lado, abrir mais as mentes e deixar claro para quem ainda não entende a minha proposta. Sinceramente eu acho algo bem difícil sim [sair do esterótipo]. A gente tem que encarar de frente o desafio. Sempre vai ter alguém para criticar, dar pitaco, dizer que você mudou. Meu foco é fazer o que meu coração está mandando. Não vou fazer porque alguém tá mandando eu fazer. Se eu quiser, será pela arte, e quando eu consigo fazer isso, tiro todo o peso da minha consciência. Só preciso deixar o tempo mostrar e trabalhar muito.

“Sou Filho da Lua” já chega com diversas participações especiais que você foi conhecendo no caminho e de gente que cresceu profissionalmente com você como Negra Li, Tropkillaz, ConeCrew Diretoria, Marcelo D2, Mr. Catra.
Foi muito bom mesclar essa diversidade de profissionais e trabalhar com gente que está comigo desde o início. É uma galera muito legal, fico imensamente feliz de trazer qualidade para o disco. É uma grande honra.

E de certa forma até tira o peso da pressão do álbum de estreia.
Ah, sim. Ajuda muito. É tipo uma aprovação do seu trabalho, sabe? Agora é vamo que vamo!

Você disse que queria chamar umas 40 pessoas para somar no disco, mas claro, não cabe todo mundo. Quem é que não está em “Sou Filho da Lua” que você ainda vai correr atrás?
Nossa, tem o Racionais, sou muito fã. Natiruts, mó galera. Sorriso Maroto. Vou ainda, se Deus quiser, trabalhar com todos eles.

“Fato Raro” é sobre Lexa, né?
Eu comecei a trabalhar em “Fato Raro” antes. Quando a gente se aproximou muito, decidi adaptar essa história para a nossa. Fui com ela para o estúdio e comecei a compor. Ela foi feita de coração, com muito amor, alegria, gratidão, carinho, cumplicidade. É muito bonita.

Podemos esperar mais uma parceria com a Lexa num futuro?
Não tenha dúvida (risos).

Eu resolvi dar uma “googleada” no seu nome hoje e em vários sites a informação sobre o lançamento do disco ficava em segundo plano. O que eles destacavam era o orçamento da festa de lançamento e o valor do figurino. Lhe incomoda este tipo de abordagem de parte da mídia?
Concordo plenamente com você. A gente tem que focar no disco, nas músicas, nas pessoas que estão trabalhando. Esses detalhes são apenas detalhes. A festa vai acrescentar e celebrar o nosso trabalho, nosso suor desse tempo todo. O foco é o disco. Vai ser uma festa grande, bem feita, com estrutura para que não fique desigual com o que estamos apresentando que é o álbum. Não vou deixar de comemorar. O resto é uma besteira. A gente comemora porque a gente merece.

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