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Entrevista: Aposta do pop, Giulia Be reflete sobre os desafios de início de carreira e os planos para o futuro

Cantora divulga o single de estreia “Too Bad”.

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Você já ouviu “Too Bad”? É bem provável, já que a faixa está tocando frequentemente na novela “O Sétimo Guardião”, maior audiência da TV brasileira no momento. Uma reação comum é achar que a cantora é estrangeira, já que ela canta em inglês, mas nada disso… O nome dela é Giulia Be, brasileira e carioquíssima, de apenas 19 anos.

A trajetória da cantora, no entanto, está só começando. “Too Bad” é o single de estreia, já de cara mostrando muita personalidade e qualidade, conquistando rapidamente muitos fãs. Em entrevista ao Portal POPline, conhecemos um pouco melhor a Giulia Be. Ela contou sobre seu atual momento de descoberta, planos para o futuro e um pouco de sua história. Leia!

Fiquei curioso aqui sobre a pronúncia do seu nome… É “Giulia Bi” ou “Bê”?
É Giulia Bi! Na verdade, meu sobrenome é Bourguignon, mas quando eu estava entrando nesse meio, eu pensei que, se eu colocasse Bourguignon, ninguém iria saber escrever nem falar… Então eu ia encurtar só com a letra B, mas acabou que eu fiz essa brincadeira com o “be”, porque em inglês é “seja”. Eu queria ter uma forma de comunicação bem direta, acho que é “be” faz isso. Você pode falar “be yourself” (seja você), “be Strong” seja forte e assim vai.

Conta pra mim sobre seu single “Too Bad”?
“Too Bad” está sendo incrível! O lançamento superou todas as expectativas, minhas e da gravadora… Ninguém esperava que fosse tomar a projeção que tomou. Já entramos na novela, isso foi uma coisa que deu um gás enorme. Além de estar se saindo muito bem no YouTube e mais de 500 mil plays no Spotify. Eu não tinha como prever e eu não poderia ter pedido algo menor, como uma música de lançamento está incrível.

Por que você decidiu cantar em inglês? Seu repertório vai ser sempre em inglês ou você pretende gravar em português também?
Na verdade eu canto em inglês e português. O inglês é uma coisa que fez parte da minha vida, mas tem até espanhol de vez em quando. Eu sempre gostei de estudar línguas, eu sempre fiz questão de estudar, mas quando eu morei fora, fiz um intercâmbio em Miami, acho que isso realmente me ajudou muito a começar a escrever em inglês. A gente planeja, sim, fazer um próximo lançamento em português. Já temos faixas em inglês e português gravadas, mas calhou da primeira ser em inglês.

Não sei se você chegou a ver, mas quando eu fiz a notícia do seu lançamento, até escrevi que você “está pronta para o mercado internacional”. Cantando em inglês e com uma qualidade superior, realmente é fácil de imaginar. Há algum plano em relação a essa abrangência?
É claro que eu vi, eu amo o POPline! Na verdade, achei até engraçado quando vi um comentário lá falando: ‘como ela está pronta para uma carreira internacional se não tem uma nem no Brasil ainda?’. Eu ri, porque é verdade, de certa forma. É uma honra que as pessoas achem que eu tenho essa preparação para o mercado internacional, mas acho que esse é o momento pra focar em ver o que vai acontecer com a música. Ainda estamos construindo um público brasileiro. Se vier internacional, será maravilhoso, mas meu foco agora é no Brasil.

Vi que você postou uma foto com o Clean Bandit…. Logo pensei em uma parceria. Será?
Então… Eu sempre admirei o trabalho do Clean Bandit e eles foram muito simpáticos comigo. Eles amaram “Too Bad”, isso já é um grande feito. De primeiro momento a Grace Chatto ficou impressionada, “essa voz é sua mesmo?”, brincou ela. Obviamente, ainda não falamos em parceria, mas quem sabe? Estamos na mesma gravadora, pode acontecer qualquer coisa!

O tema da música e do clipe é bem empoderado. O quanto isso é importante pra você e estará presente?
A minha ideia, realmente, era fazer uma coisa empoderada, porque eu já escutei muita música de amor que diminui a mulher, fazendo uma narrativa masculina. Por mais que eu ache que toda menina já passou uma situação assim, afetada por essa narrativa que a sociedade construiu, essa música fala o oposto disso, uma situação onde a ideia é de que o cara que está perdendo, nada como “eu queria estar com você, que pena que não está na minha vida”, aqui é “que pena que você me perdeu”.

O clipe segue essa mesma linha, onde treze meninas que são amigas e te ajudam a superação do término. Foi uma narrativa mística, baseada em uma lenda antiga, a gente trouxe essa lenda dessas 13 mulheres com superpoderes de cura e transformou em uma coisa moderna.

Você sentiu aquela pressão por lançar uma “música de estreia”?
Logicamente, existe uma pressão, mas eu acho que até mais tranquilo lançar uma música de estreia do que vem em seguida. Na estreia, ninguém te conhece ainda, não há expectativa criada. Essa expectativa é muito mais minha, eu sou muito perfeccionista, então eu criei ali uma expectativa que tive que desconstruir um pouco, se não eu explodiria de ansiedade. Agora talvez eu sinta mais essa pressão, por já ter um retorno do público, eu entregar algo que seja igual ou melhor, talvez gere mais ansiedade do que eu já senti.

Falando nisso, quais são os próximos passos? Já planeja um álbum?
No momento, com a gravadora, a gente está analisando o que está acontecendo com “Too Bad” pra saber o que vai acontecer a partir dali. Já temos umas cinco músicas gravadas e estamos no processo de escolher qual vai ser a próxima. Mas ela vai ser lançada antes do que você acha. Vem no primeiro semestre, daqui a pouco!

Antes de lançar seu material próprio, você fez muitos covers na internet. Isso já tinha a ver com sua personalidade musical?
Eu postei uns cinco vídeos com versões de outros artistas. Num primeiro momento, eu acho que foi muito mais o que soaria bom na minha voz e o que as pessoas gostariam. Não estava preocupada em refletir meu estilo, realmente. Tem até “Deixe-me Ir”, de 1Kilo, que eu gosto muito, mas na época eu nem conhecia direito! Então eu fazia uma mistura de música de músicas que eu achava que as pessoas gostariam e que também tinham a ver comigo. O bom de fazer um projeto autoral é que eu lanço música que vem só do coração.

Agora que você já lançou música autoral, não vai ter mais covers?
Eu amo cantar em qualquer situação, então eu não descarto fazer outros vídeos, mas meu foco agora é nas músicas autorais.

Você é compositora das suas próprias músicas. Como foi que isso começou?
Eu toco piano desde os 6 anos, então música sempre fez parte da minha vida. Eu com 8 anos comecei a escrever músicas, a partir dali eu acho que comecei a extravasar meus sentimentos e ir me aprimorando. Eu sempre falo pra minha mãe que ela economizou muito com psicólogo, porque eu descarrego tudo na minha música (risos).

Quais são as suas principais influencias musicais?
Eu tenho um gosto muito eclético. Eu gosto de música clássica, rock dos anos 70. Eu sempre inspirei muito nos compositores, gosto de escutar as letras, então acho que eu citaria Ed Sheeran, meu ídolo, Caetano Veloso, grande compositor brasileiro, esses eu me inspiro para as letras. Na sonoridade, já que eu sempre gostei muito de música eletrônica, eu sou muito de percussão, que é fundamental. Eu gosto muito do som da Dua Lipa, até por conta do empoderamento e é um pop dançante, mas com emoção, isso é importante pra mim.

“Too Bad” está na novela “O Sétimo Guardião”. Como é ouvir sua própria música numa novela?
Tem até um vídeo do momento (abaixo). Foi uma coisa que eu não acreditei, eu fiquei, ‘nossa, sou eu’. Por mais que eu soubesse que iria tocar, parecia uma montagem. Por ser noveleira, é uma coisa que eu sempre sonhei. A partir do momento que eu decidi fazer isso da minha vida, eu já imaginava esse momento, mas eu imaginava que seria depois… Ter isso na primeira música é louco!

Pra finalizar, você quer mandar um recadinho pra quem está acompanhando esse seu começo de carreira?
Eu tô realmente muito grata! Na última semana eu quase que estou explodindo de gratidão, só tenho a agradecer às pessoas que desde o início do projeto me apoiam. As pessoas me falam, ‘quando você estiver no topo do mundo, lembre de mim que te apoiou desde sempre’, e eu não vou me esquecer! É muito legal receber esse carinho, foram criados fã-clubes e eu fiquei sem entender o que estava acontecendo. Pra mim, só me resta agradecer,não tenho nada a reclamar.

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