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Em entrevista, Rico Dalasam dá detalhes de fatos da polêmica com direitos autorais de “Todo Dia”, de Pabllo Vittar

Pabllo Vittar e Rico Dalasam fizeram muito sucesso no começo do ano com a parceria “Todo Dia”, parte do álbum “Vai Passar Mal”. No entanto, o vídeo está fora do ar do canal de Pabllo Vittar no Youtube por conta de um desacerto quanto ao pagamento dos direitos autorais do rapper e autor da letra Ricco Dalasam.

Em entrevista ao site Noisey, Rico Dalasam deu mais detalhes sobre a situação. Na verdade, a disputa é com Rodrigo Gorky, responsável pela produção do álbum.

Por um lado, Dalasam entende que, por participar como vocalista, deve receber como co-intérprete. Já Gorky defende que tinha feito um acordo na época: Dalasam ficaria com 100% dos direitos autorais da canção, mesmo supostamente dividindo autoria com Gorky e com o produtor Maffalda, mas abriria mão integralmente dos seus direitos como intérprete.

Sem concordar com essa situação, Rico notificou judicialmente a rever os termos dos direitos autorais firmados em relação à música. A coisa está um pouco complicada, já que Gorky afirma que consegue provar sua coautoria na canção e propõe um acordo de incluir o rapper como co-intérprete desde que ele repasse 50% dos direitos autorais a serem divididos.

Segundo o Noisey, Rico teria tido a oportunidade de analisar o acordo e aceitou, mas ele não concorda: “Nós gravamos, passou um tempão e eu encontrei o Gorky no Prêmio Multishow de Música de 2016. Lá, ele pediu para eu assinar uma autorização para a minha participação no disco da Pabllo. Bom, a música foi para a rua e, como tudo que a gente lança, só depois de um tempo vai ver quanto rendeu. Cheguei lá no ONErpm e vi que não tinha nada discriminado pra mim. A minha presença no fonograma era zero e, com isso, zero das vendas seriam destinadas pra mim”, disse.

Rico alega que falaram para ele que o documento seria só “uma autorização de participação no disco do Pabllo”, mas na verdade seria “cessão dos meus direitos como intérprete”.

“Não sei te dizer se ele foi enganado, espero que não. Mas com certeza as condições não foram claramente expostas para ele”, disse o advogado de Dalasam.

Rico continua: “Olha, se eu te entregar uma letra sem melodia, sem batida sem o tom, isso pode caracterizar que eu sou apenas um compositor. Se eu te entregar a música já cantada, com as notas, com o mapa, com a melodia, essa música já está pronta. Você pode ser um arranjador, ser um instrumentista, ser o cara que fez a mixagem, ser um engenheiro de som… Você pode escolher mil títulos para as pessoas que você quer destinar porcentagem do fonograma, mas quem fez a música, o autor, o compositor e o intérprete são coisas que se referem a mim. Eu não tô querendo tudo pra mim. Só quero o que me cabe. Para dar o justo, ele quer que eu abra mão do autoral. Eu entreguei a música pronta. Ele só criou uma batida funk, inspirada em ‘Baile de Favela’.”

Ele ainda diz que tem provas de que é o real compositor, com áudios de celular. Em questões de dinheiro, ele dá valores: “No digital, só de YouTube e Spotify deve ser uns US$ 10 mil. Mas tem todo um somatório aí. O negócio é que além do retroativo, isso vale para a vida toda. É a nossa aposentadoria, tá ligado?”, explica.

Toda a situação será resolvida na justiça. Enquanto isso, a música está impedida de ser reproduzida no YouTube e até em shows ao vivo. Com sorte, a situação pode ser esclarecida o mais rápido possível.

Escrito por Caian Nunes

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