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Echosmith fala sobre o novo álbum “Inside a Dream”, evolução musical e planos de visitar o Brasil

Echosmith é uma banda formada pelos irmãos Sydney, Noah e Graham Sierota. O membro Jamie decidiu sair do projeto em novembro de 2016, quando preferiu se dedicar à família.

A banda fez muito sucesso com a música “Cool Kids”, em 2013, conquistando o pico de #13 na parada Billboard Hot 100, a principal dos Estados Unidos. Com a música tento uma abrangência mundial, o álbum “Talking Dreams” foi lançado logo após, colocando o Echosmith como um dos principais nomes do cenário internacional.

Agora, quatro anos depois, eles estão de volta com um novo álbum! O “Inside a Dream” vai ser lançado no dia 19 de setembro, representando uma evolução da sonoridade que os fãs já podem ter uma prévia no single “Goodbye”.

Conversamos com a (super simpática) vocalista Sydney, que falou sobre sua experiência nessa jornada e o que ainda vem por aí!

Como é trabalhar com seus irmãos?
É divertido! É claro, nós somos uma família e vamos brigar por pequenas coisas estúpidas. Mas, você sabe, é uma ótima maneira da gente sempre estar unidos. Quando estamos no palco e brigamos por alguma coisa antes, apenas nos sentimos melhor depois, porque nós nos amamos! Então é isso, mesmo que a gente brigue às vezes, a gente realmente se ama e temos ótimos momentos trabalhando juntos.

Você descreveu o álbum “Inside a Dream” como “dreamy pop” (pop sonhador). Pode explicar esse conceito em mais detalhes?
“Dreamy Pop” é uma pequena frase de efeito que estamos usando para descrever o novo álbum. Mas para falar mais em detalhes, nós nos divertimos muito durante o período de produção, porque nós pudemos explorar como nós realmente gostaríamos de soar para o segundo álbum. Nós realmente nos divertimos e tentamos coisas novas… Tentamos usar muito mais teclado, bateria e mais elementos eletrônicos, em algumas músicas usamos bateria eletrônica ao invés da real, só porque nós sentimos que deveria ser assim. Foi muita liberdade de criação para criarmos o que queríamos e nós tivemos tempo para isso, o que foi muito legal.

Mas você sabe, sinto que ainda é a mesma banda, mas nós estamos quatro anos mais velhos, passamos por muitas mudanças e naturalmente nós evoluímos.

Vocês diriam que mudaram de estilo?
Sim, definitivamente um pouco, mas dá pra relacionar bastante com o primeiro álbum, o “Talking Dreams”. Só soa que a gente está mais velho e é um pouco diferente… Mas acho que toda banda passa por isso.

Então a diferença de idade de vocês entre o primeiro e o segundo álbum realmente influenciou na música…
Totalmente! A gente tinha 15 anos quando fez o primeiro. É engraçado, a diferença entre 15 e 20 anos é drástica! Você se torna um adulto e entende quem você realmente é. Também começamos a ouvir diferentes tipos de música. Ainda amamos as antigas bandas favoritas, mas temos novas que veneramos! Nós três passamos por novas experiências pessoais e isso naturalmente influencia no que a música vai se tornar.

É uma questão para você tentar repetir o sucesso do single “Cool Kids”? Ou nem pensam sobre isso?
Nós tentamos não pensar muito nisso, mesmo que naturalmente a gente reflita: ‘ok, agora como vamos escrever uma música que é tão boa ou melhor do que a faixa que somos mais conhecidos?’… Mas eu acho que você tem que esquecer disso e simplesmente criar música com liberdade, isso é o que realmente importa.

Fale mais sobre o novo single “Goodbye”…
Estou tão animada! ‘Goodbye’ foi, musicalmente, muito divertida de criar… Temos um violão acústico em toda a faixa e, com isso, nós retornamos a nossas raízes porque escrevemos nossas primeiras músicas assim. Então é legal que seja dominante algo que nos fez uma banda. Também colocamos diferentes tipos de sons e nos divertimos com isso. Achamos que muita gente pode se identificar com ‘Goodbye’, por que é sobre uma relação onde a outra pessoa está te machucando e você tem que tomar uma decisão consciente para o bem de ambos. Eu sinto que há muitos ‘adeus’ que marcam a vida, eles não são fáceis, mas às vezes são necessários e tentamos abordar isso.

E sobre o conceito do clipe de “Goodbye”? Vocês querem passar alguma mensagem?
Foi muito divertido de fazer! Meio que mostra a procura pela pessoa, porque a música é também sobre encontrar a si próprio. Então eu tento achar a pessoa e não consigo, em várias situações. É muito difícil se encontrar, é um grande processo. O vídeo não é revolucionário, mas mostra como a vida é.

Vocês se inspiram em algum artista pop?
Sim, ouvimos todo tipo de artista e tomamos como inspiração. Coldplay é um grande exemplo. Esse é o tipo de banda que nos influencia desde o início e continua nos influenciando. Gosto muito de como eles sempre têm uma mensagem por trás das músicas.

Qual foi a coisa mais louca que vocês viveram nos primeiros anos de carreira?
Uau, é uma pergunta difícil! Eu acho que a coisa mais louca foi tocar em tantos lugares diferentes e incríveis. Mesmo no Twitter eu percebo que as pessoas estão ouvindo nossas músicas em tantos lugares que nós nunca imaginamos tocar. O fato que as pessoas gastam seu tempo ouvindo e comprando nossas músicas é tão legal e é muito louco de pensar!

O que vocês ainda querem conquistar?
Em geral, nós queremos influenciar as pessoas, tantos nos momentos bons, quanto nos ruins. Nós queremos tocar as pessoas!

E sobre metas clássicas, como pegar o número 1 ou ganhar um Grammy?
Seria incrível! Naturalmente nós queremos um dia ganhar um Grammy e dizer que nossa música é #1. São coisas maravilhosas, nós adoraríamos.

Nós podemos esperar o Echosmith no Brasil?
É claro, estamos morrendo pra ir ao Brasil! Recebemos muitos tweets do Brasil, o que nos faz ainda mais animados para ir! Estamos tentando resolver como vai ser, espero que no próximo ano a gente consiga e ir dar um ‘oi’ para nossos fãs que são muito pacientes.

Você está animada para a nova turnê? O que podemos esperar?
Vai ser muito divertido, agora que nós vamos ter dois álbuns, vamos tocar músicas dos dois! Estou muito animada e decidindo quais músicas nós vamos continuar tocando e como vamos incorporar com as novas. Só quero me divertir, talvez voltar as nossas raízes e tocar algumas acústicas. Estamos tentando explorar o que podemos fazer para que o show se torne ainda mais animador. Nós apenas amamos tocar ao vivo, é a melhor maneira de nos conectarmos com nossos fãs!

Vocês vão fazer algum cover?
Talvez sim! Fizemos isso no nosso primeiro álbum, costumávamos tocar um cover diferente em cada show. Era divertido decidir o repertório. Agora que nós temos um repertório mais vasto, é uma decisão mais difícil. Se nós vamos fazer isso, tem que ser algo que a gente queira de verdade. No momento, a gente tem tantas músicas na mente e não fazemos ideia de qual vamos escolher! Vamos começar a ensaiar em breve e vamos ter que decidir.

Escrito por Caian Nunes

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