Nicki Minaj pediu desculpas pelo uso da temática nazista no lyric video (vídeo com a letra) do single “Only”. Mas o diretor do vídeo, Jeff Osborne, não segue a mesma linha. “Não vou pedir desculpas pelo meu trabalho, tampouco vou me esquivar da pergunta imediata. As bandeiras, as braçadeiras e a máscara de gás (e talvez meu uso da simetria?) são todos representativos do nazismo”, declarou ao MySpace, contrariando o que foi dito pela própria rapper. Ela tinha optado por falar que “jamais toleraria o nazismo” em sua arte.
Mas a ONG Anti-Defamation League (ADL) estava certa: o vídeo explora mesmo um dos momentos mais trágicos da história da Alemanha e do mundo. Só que Jeff Osborne vê o uso disso de uma maneira diferente. Ao contrário do que a ONG declarou, ele não acredita ter feito apologia ao Hitler e ao nazismo. “Eu acho que é importante de verdade lembrar às gerações mais jovens sobre as atrocidades que ocorreram no passado, como uma maneira de prevenir que isso ocorra no futuro”, justificou. “A melhor maneira de se conectar com as pessoas atualmente é pelas redes sociais e pela cultura pop. Se meu trabalho é mal interpretado, porque não é um dramalhão piegas, desculpe, mas eu não me arrependo. O que mais está sendo comentado?”.
Talvez desconhecendo a intenção do diretor, ou apenas querendo diminuir a polêmica, Nicki Minaj disse que o vídeo foi inspirado em “Sin City” e no desenho animado “Metalocalypse”. Ela até chegou a dizer que o conceito realmente não foi uma criação sua.