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Criador do Rock in Rio fala pela primeira vez sobre polêmica com Anitta

A gestão do Rock in Rio foi acusada de preconceito por ter deixado Anitta de fora de sua line-up de 2017. O motivo seria a origem da cantora no funk carioca – um dos poucos gêneros que não tem espaço na programação do festival. O assunto ganhou muito espaço na mídia, e Roberto Medina, criador do evento, finalmente se posicionou sobre o burburinho. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele declarou que: “não tenho afinidade com a música dela, não achei que encaixava”.

Isso não significa que a cantora nunca participará do festival. Como se sabe, Medina e Anitta tiveram uma reunião há pouco tempo – deixando aberta a possibilidade dela participar do Rock in Rio – Lisboa. “Ela está indo para um caminho pop que a aproxima mais do Rock in Rio, como a própria Ivete entrou nesse caminho. Não tenho nada contra, estou conversando com ela. Almocei com ela outro dia e fiquei impressionado. Ela é uma empresária, tem uma visão de marketing”, esclareceu.

No entanto, continuando sua resposta, Roberto Medina deu outra declaração um tanto controrversa. Ele deu a entender que pode enquadrar Anitta na temática de “favela”. “Estou trabalhando uma ideia de fabricar uma favela dentro do próximo festival. Colorida, mais bonita, mais romântica, para ter a música da favela, fazer uma seleção [de artistas] nelas, empolgar o pessoal de lá. Trazer os botequins também”, disse, “a música da favela está sendo consumida pela elite”.

Escrito por Leonardo Torres

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