Connect with us

O que está procurando?

Yeah! +POPline

Conheça Thalita Pertuzatti, a “Whitney Houston brasileira”

Thalita Pertuzatti foi uma das finalistas da 1ª temporada do “The Voice Brasil”, em 2012, e já venceu o concurso de calouros do Raul Gil, em 2009. Foram momentos importantes de sua carreira, mas nada se compara com o que ela vem fazendo atualmente. Desde 2015, a cantora se apresenta com o show “Uma Saudação à Whitney Houston”, cantando apenas os sucessos da popstar internacional. É um sucesso, impressionando a todos por conseguir alcançar as mesmas notas que a Whitney. Um programa de TV já lhe deu até o título de “Whitney Houston brasileira”, que ela abraça com carinho.

No último fim de semana, Thalita se apresentou em Belo Horizonte e conversou com o POPline sobre esse projeto e sua paixão pela americana. Ela ainda vi passar pelo Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 de maio, São Paulo, no dia 29 de maio, e Curitiba, no dia 11 de junho. Confira uma prévia:

Como começou esse projeto de fazer shows cantando Whitney?
Eu já tinha essa vontade há muito tempo, mas a verdade é que o projeto partiu do Rafael [Mello, diretor]. Ele entrou em contato comigo, através de um fã meu, que me indicou, e foi assim que tudo começou. Ele me mandou um e-mail me convidando para fazer o espetáculo, sentamos, conversamos e, durante um ano, ficamos elaborando o projeto – definindo figurinos, repertório, tudo… Mas o maior trabalho mesmo foi do meu diretor! (risos)

Vocês começaram a falar disso quando?
A gente está em 2016… Então, foi no início de 2015. No comecinho.

Você já cantava Whitney antes, né?
Sim, já cantava. Eu cantei no Raul Gil, cantava nos meus shows, mas nunca um tributo assim, um show inteiro só para Whitney Houston.

Quando você começou a se interessar por ela?
Nossa! Na adolescência. Tinha um amigo meu que tinha um álbum dela, acho que era duplo, que ela vinha na capa com um monte de disco de platina [o “The Greatest Hits” de 2000], poderosa! (risos) Ele me emprestou e comecei a descobrir as outras músicas dela, porque até então conhecia só a grande música, “I Will Always Love You”, que é a que todo mundo conhece. Fui conhecendo o outro lado dela. A gente ouviu aquele disco até furar aqui em casa. Meu sonho era ter o DVD daquele disco. Tadinho, meu pai juntou dinheiro e comprou para mim quando eu tinha 16 anos. Na minha época, não tinha isso de Internet. Sou de família humilde, então computador demorou a chegar lá. Internet então, nem pensar. (risos) A primeira vez que a vi no DVD fiquei encantada. Quando vi as performances… fiquei louca. Foi minha adolescência toda. Amo até hoje. Ela está sempre na minha playlist. Ela é fantástica.

whitney greatest hits

Quando você foi no programa do Rodrigo Faro, te chamaram de “Whitney brasileira”. Você aceita esse título?
Ai, meu pai! (risos) A voz do povo é a voz de Deus, então eu aceito! (risos) Sinceramente, eu tinha um receio terrível, porque não é de hoje que falam isso. Há muito tempo atrás, eu tinha um produtor musical que falava que eu tinha o timbre parecido com o da Whitney, o vibrato igual, e eu pensava “esse cara é louco, jamais”. Eu cantava Whitney Houston, ou até outras músicas, e as pessoas também falavam isso. Eu pensava “esse povo tá aloprado!” (risos) Minha ficha foi cair mesmo no programa do Rodrigo, quando ele colocou a voz da Whitney e a minha voz, e eu fiquei confusa, não sabia qual era a minha. Pensei que era ela e era eu, porque minha finalização de frase é diferente, aí percebi. Não é idêntica à Whitney, mas lembra muita coisa. Eu mesma me assustei comigo mesma. Sabe aquela coisa do fã, de ficar muito feliz por estar chegando lá? Foi isso! (risos)

E o que os fãs da Whitney costumam falar para você depois do show?
Eles ficam encantados! Dizem que choraram, que lembraram muito dela. Eu fico muito feliz, porque tinha um temor muito grande de que as pessoas ficassem… assim, porque fã é terrível, né? Eu tenho fãs, sei como é. Se eu canto uma canção e alguma pessoa vai lá e canta depois, eles dizem “ah, estragou a canção”. Eu tinha muito esse receio de falarem “olha lá, tá tentando imitar, nunca será a Whitney” e é totalmente diferente. As pessoas elogiam muito, dizem que vão voltar, que vão trazer a família. Só tenho a agradecer a Deus mesmo.

Você canta quantas músicas no show?
Mais ou menos 24, ou 25. Tem medleys, aí você canta só um pedacinho de algumas, mas é essa a média.

Você participou do “The Voice Brasil” e não entendi porque você não cantou Whitney lá. Por quê? Ia impressionar pra caramba!
Pois é… Lá no “The Voice”, chegou uma fase em que eles não queriam mais que cantasse música internacional. E eu mesma sempre tive a preferencia de cantar a música nacional, porque minha língua é o português e, se eu fosse lançar um trabalho como artista, faria no meu idioma. Além de não dominar muito o inglês (risos). Então, português é mais simples… (risos) Era menos uma preocupação. Eu tinha desejo de fazer? Tinha. Mas era melhor não arriscar.

Você lembra de onde estava quando recebeu a notícia de que a Whitney tinha morrido?
Eu estava em casa e não acreditei. Falei “para de graça! Fala sério”. Um monte de gente fica dizendo que Sicrano morreu, que Fulano morreu… mas é mentira. Ela estava voltando na carreira, né, se solidificando novamente… Quando vi que era verdade, fiquei muito chocada e triste. Quando a Whitney voltou, ela não voltou com toda aquela potência de voz que ela tinha, mas ela tinha uma coisa chamada timbre, que ninguém tem igual. O que ela fazia no palco, o jeito que ela cantava… Como a gente pôde perder algo assim? É muito triste. Muito mesmo. Fiquei arrasada. E ela era nova. É um alerta para a gente, que está começando a carreira. Temos que manter a cabeça focada, ter Deus como nossa base, porque realmente é difícil. Quando começam os compromissos, muita coisa, você fica cansado, aí começa a recorrer a uma bebida, um cigarro e quando ve, se afundou… É correr atrás de um vazio. Quem mexe com arte tem o sentimento aflorado. A gente é muito sensível às coisas. Só Deus sabe o que a pessoa sente, o que aconteceu. Mas foi uma perda muito grande. Eu fico feliz de trazer às pessoas a memória dela, mas gostaria de não ter de trazer e apenas comemorando a carreira de uma artista, que vai ser eterna nos nossos corações.

As músicas dela têm notas difíceis e exigem uma potência vocal especial. Você mantém tudo como é ou adapta um pouco para ser mais confortável?
Não! Eu procuro manter bem original, porque a pessoa que vai quer ouvir o que a Whitney cantava. Quer ver as notas, os agudos, quer ver chegando lá. O que eu posso fazer é incrementar um pouquinho mais, nunca menos. Tem alguns momentos que dou uma criada em cima do que eu sou, mas sempre mantendo à risca ali o dela. Não posso pegar o “and Iiiiiiiiiii” [canta] e diminuir. Eu posso aumentar mais um pouco. Não pode capengar nisso. Essa é a nossa preocupação. Mas é também muito natural para mim. Ouço desde a adolescência, então formou essa identidade musical em mim.

Para terminar, qual a expectativa para essa leva de shows por vir?
Muito boa! Esse espetáculo não é uma obrigação para mim, porque se tornou uma diversão. A gente se diverte muito e faz porque ama, relembrando uma artista fenomenal. A expectativa é super boa, porque o público entra e sai do teatro amando. No bis, eu atendo as pessoas e às vezes fico duas horas, duas horas e meia atendendo as pessoas. Eu fico boba, porque as pessoas ficam em pé, na fila, esperando para poder tirar uma foto, falar, dizer o que sentiu no espetáculo. É impossível não fazer esse show de uma forma positiva, porque você sabe que está fazendo o que ama e transmitindo isso para as pessoas. É fantástico. Cada show é uma nova emoção.

Thalita-1_9c1b6412

Destaques