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Mundo da Música entrevista Roberto Guimarães, Gerente Executivo de Cultura do Oi Futuro
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Como o Oi Futuro aposta na Música para cocriar e gerar impacto no mercado?

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O mercado da música é repleto de agentes que possuem iniciativas para promover ideias, propósitos e também fortalecerem as suas marcas.

Durante o ano de 2019, inúmeros cases envolvendo o setor de Music & Branding aconteceram e vimos mais recentemente, algumas ações realizadas durante a SIM São Paulo, clique aqui para saber mais.

Entre elas, destacamos a presença da empresa Oi e do Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, que atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. 

O Oi Futuro possui o Programa ASA, voltado para buscar um maior equilíbrio no cenário, fomentando e qualificando a atuação das mulheres nos palcos e nos bastidores.

A cada ano, são 50 mulheres que passam por 6 meses de mentorias e oficinas intensivas  com especialistas brasileiros e britânicos. Essas mulheres integram uma grande rede colaborativa de profissionais que trabalham no ecossistema musical, em que se apoiam e fazem parcerias para se fortalecerem.

Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público.

Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, abrigado no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.

Para entender mais sobre os projetos do Oi Futuro, e de quais formas a empresa aposta na Música como ferramenta propulsora para um futuro melhor e no mercado musical, o Mundo da Música entrevistou Roberto Guimarães, Gerente Executivo de Cultura do Oi Futuro que falou sobre as ações e desenvolvimento das plataformas promovidas.

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Mundo da Música (MM) – Entre os Editais promovidos pelo Oi Futuro e o British Council, destacamos a segunda edição do ASA – Arte Sônica Amplificada em parceria com o as instituições britânicas Lighthouse e Shesaid.so que possuem como objetivo central gerar contribuições potentes para aumentar a atuação feminina na cadeia do som e da música.
 
Como surgiu essa parceria com as instituições britânicas? E de quais formas que elas atuam na construção do projeto?
 

Roberto Guimarães (Oi Futuro) – O Arte Sônica Amplificada é um programa do Oi Futuro e do Conselho Britânico, que é uma organização internacional, sem fins lucrativos que atua em mais de 100 países, no Brasil desde 1945.

Nas artes, atua com  três grandes objetivos:

•            Promover oportunidades de encontros e colaboração entre artistas e instituições culturais brasileiras e britânicas

•            Desenvolver e apoiar programas que provoquem mudanças sociais e igualdade de gênero, permitindo que vozes marginalizadas sejam ouvidas

•            Dar suporte ao desenvolvimento do setor cultural brasileiro por meio de treinamento e aprendizado mútuo.

 

Assim nasceu o  ASA. Na música, esse déficit de participação aparece muito claramente, principalmente na parte dos bastidores, da produção/direção musical, na técnica.

De acordo com a pesquisa “Por Elas que Fazem Música”, conduzida pela União Brasileira de Compositores (2018), as mulheres representam somente 10% da participação na área da música.

Então o ASA nasce como um programa exclusivamente para mulheres que pretende aumentar a participação feminina na área de som e da música, apoiar o desenvolvimento de suas carreiras e habilidades, mas principalmente pra juntar vocês provocar a existência de uma comunidade colaborativa.

O Oi Futuro teve esse papel fundamental enquanto a CASA do projeto, através do LabSonica, espaço de experimentação musical e sonora,  na construção do conceito e conteúdo para o programa, além da estruturação do processo de chamada pública para as participantes.

Pra estruturar o programa também foram selecionadas duas instituições britânicas – a Lighthouse (organização com sede em Brighton, especializada em pesquisa, conexão e na identificação de novos modelos para que artistas e seus trabalhos possam potencializar os territórios aonde atuam) e a Shesaid.so de Londres, que é uma rede de mulheres líderes na colaboração e criação musical).

Com expertises distintos, as duas instituições trabalharam em conjunto para estruturar o programa de formação.  A Lighthouse focada na pesquisa e experimentação sonora e a SheSaid.so no mercado e indústria musical.

 

 
 
MM – O Programa ASA promove a capacitação das profissionais mulheres para que ampliem suas atuações e redes dentro da indústria musical.
 
Após o programa, vocês possuem alguma ferramenta de monitoramento para acompanhar como essas profissionais estão atuando e se desenvolvendo no mercado?
 
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro) – O programa ASA tem uma forte gestão de comunidade e há um grupo fechado de comunicação e troca onde as participantes do ano 1 e do ano 2 trocam experiências, apresentam suas iniciativas e oferecem oportunidades de colaboração mútua.
 
Além disso, as participantes do ano 1 são convidadas para todas as masterclasses e atividades extras, além de utilizarem o LabSonica como ponto de encontro e referência para desenvolvimento de seus projetos e atividades.
 
 
 
 
MM – Em relação às mulheres na música, a iniciativa do Programa ASA busca trazer um equilíbrio para o mercado da música que historicamente, foi marcado pela presença masculina em sua grande maioria.
 
Diante desse cenário, o ecossistema ainda possui muitos desafios. Quais as experiências compartilhadas pelas profissionais que configuram como desafios e mudanças de cenário no setor musical?
 
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro)Um dos grandes desafios enfrentados sinalizados é a ampliação e equidade na participação de mulheres nos line-ups dos festivais.
 
Um outro desafio apontado também é a contratação de mulheres nas equipes técnicas – engenheiras de som, técnicas de áudio, diretoras musicais, entre outras.
 
Como avanço podemos apontar uma iniciativa internacional interessante  que é a Keychange da PRS Foundation – onde festivais de todo o mundo assumem o compromisso de equidade entre as suas atrações e equipes técnicas.
 
 
MM – Com o digital, as ações de parceria entre marcas e músicas ampliaram. Os artistas são vistos como “influenciadores “e as plataformas digitais, novos palcos para exibição das suas artes. Além dos editais, você visualiza o Oi Futuro envolvido em ações offline dos artistas, ações em clipes como “product placement” ou ativando artistas para propagar a marca em redes sociais?
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro)O Oi Futuro através do LabSonica e também através do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados potencializa e amplia a atuação da marca, através do patrocínio a festivais de música independentes em todo o país como o Festival Do Sol (RN), Festival Se Rasgum (PA), promovendo encontros e criação de projetos inéditos como os shows e videoclipes criados no projeto Conexões Sonoras (BA), promovendo residências artísticas no Labsonica como o projeto MACRO – onde Pedro Luís e Batman Zavareze desenvolveram um projeto multilinguagens que se desdobrou em um show inédito, videoclipes, além de um LP. 
 
Esses festivais naturalmente promovem um engajamento significativo nas redes de Oi e Oi Futuro.
 
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Foto: Roberto Guimarães, Gerente Executivo de Cultura, Oi Futuro | Créditos: Divulgação
 
 
 
MM – O mercado tem aberto cada vez mais espaço para novos eventos envolvendo discussões sobre a indústria musical e suas dinâmicas que mudam constantemente.
 
De qual maneira estratégica que a Oi se faz presente nesses eventos? Como você enxerga essas relações para cocriar e gerar impacto para o mercado?
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro) O Oi Futuro atua também nas discussões sobre o desenvolvimento do mercado da música, através da participação e estruturação de mesas e debates em conferências como Rio2C e Sim São Paulo, além de fazer curadoria de conteúdos exclusivos a partir dos projetos patrocinados e estruturados no LabSonica.
 
Nas conferências promovemos trocas entre iniciativas, estruturamos novas parcerias e temos como desdobramentos novos processos colaborativos.
 
 
MM – A música brasileira é muito rica e em cada região do Brasil há projetos culturais que tangenciam diversas linguagens e características populares. Para esses eventos, os Editais de Cultura são uma porta de entrada.
 
Você tem percebido uma participação maior nos editais? Sobre os projetos enviados, como está a profissionalização do setor para transcrever a sua ideia artística e conseguir preencher adequadamente um edital?
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro) O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados há 16 edições promove e patrocina iniciativas artísticas em todo o país.  Em 2017, acompanhando as mudanças de comunicação e com o objetivo de estabelecer um diálogo mais direto com fazedores e produtores simplificamos o processo  de inscrição no edital.
 
Primeiro publicamos um manifesto onde todas as crenças do programa são expostas de forma clara, desenvolvemos um sistema de cadastro mais intuitivo e uma ficha de inscrição simplificada: uma página em branco onde o fazedor, artista, produtor escreve o projeto da forma que quiser, um link para apresentação de um vídeo de até 5 minutos apresentando a importância do projeto e orçamento, cronograma e anuência quando necessário.
 
Com essa iniciativa ampliamos nosso alcance e ganhamos um público mais diverso, mais jovem, além de projetos que são híbridos e não se encerram em apenas uma linguagem.
 
O ponto não é saber preencher edital, a grande questão aqui é o profissional ter um espaço não padronizado e engessado que o possibilite ousar e inovar nas propostas enviadas de forma mais orgânica.
 
 
 
 
MM – Entre os projetos realizados pelo Oi Futuro, quais os cases de sucesso que vocês conseguiram perceber a mobilização da sociedade e uma transformação na realidade de uma região nos últimos anos de iniciativas para fomentar o setor?
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro) – Dentre as iniciativas de maior impacto podemos destacar o programa ASA, o programa Hipermuseus – que desenvolveu soluções tecnológicas e metodologia de trabalho compartilhada com todo o país,  ArtSonica – residência artística de artistas de todo o país.
 
 
MM – Quais as principais projeções para o Oi Futuro em 2020 que objetivam criar um futuro melhor e mais inclusivo para o mercado musical?
 
Roberto Guimarães (Oi Futuro) – Para 2020 temos 2 projetos estratégicos para ampliação e diversificação do mercado da música – a terceira edição do Programa ASA e a Aceleração LabSonica – projeto desenvolvido com a Toca do Bandido para desenvolvimento da carreira de artistas de todo o país  através de mentoria, assessoria técnica, gravação e pitching para programadores e curadores de festival.
 
 
 

Sobre O Oi Futuro

 

Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social.

Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, a empresa busca estimulares o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.

 Na Educação, o  Futuro investe em novas formas de aprender e ensinar com o NAVE, programa que já formou mais de 2,5 mil jovens em 13 anos de atuação.

Criado pelo  Futuro em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o programa é desenvolvido em duas escolas públicas, no Rio e em Recife, na modalidade de Ensino Médio Integrado ao Profissional, com foco nas economias criativa e digital. 

As escolas funcionam como laboratórios de criação e experimentação de metodologias pedagógicas inovadoras, disseminadas por meio de cursos de formação oferecidos gratuitamente a educadores da rede pública, em áreas como Robótica e Midiaeducação, e de publicações digitais como o “E-NAVE – Guia de Práticas Pedagógicas Inovadoras”, que teve sua segunda edição lançada em 2019.

Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia e também abriga o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade no Brasil e com um acervo de mais de 130 mil itens que contam a história do setor no país.

O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa  de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público.

Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, abrigado no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e o  Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.

Na Inovação Social, o  Futuro criou o Labora, laboratório dedicado à conexão e ao fortalecimento de empreendedores, negócios e organizações comprometidos com o impacto social.

O Labora é um ambiente de aprendizagem, criação e articulação e oferece ciclos de aceleração para startups e organizações sociais selecionados por editais públicos, além de uma agenda contínua de workshops, cursos, seminários e palestras para o público em geral.

Desde 2017, foram 50 negócios e organizações acelerados, com cerca de 340 empreendedores impactados diretamente.

Numa confluência entre as áreas de Cultura e Inovação Social, nasceu o Lab  Futuro, espaço de criação, experimentação e colaboração idealizado para impulsionar criadores de diversas áreas e startups de impacto social de todo o Brasil, selecionados por editais públicos.

Com mais de 500m², o laboratório abriga o LabSonica e o Labora e oferece estrutura física e suporte técnico necessários para que seus participantes viabilizem seus projetos em um ambiente que estimula a produção colaborativa, a formação de redes e a inovação.

Escrito por Redação POPLine

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