Connect with us

#Colunistas

Colunistas Convidados: Rogério Flausino, Cleo, Umberto Tavares e Karen Pedroso formam o nosso novo time!

A partir dessa semana, eles vão assinar artigos exclusivos para o site com temas que fazem parte do seu universo musical!

Published

on

Tem novidade quente para começar o mês de outubro aqui no POPline! Estamos animados para anunciar nosso time de colunistas convidados. A partir dessa semana, eles vão assinar artigos exclusivos para o site com temas que fazem parte do seu universo musical!

O time é formado por Rogério Flausino – vocalista do Jota Quest; Cleo – cantora e atriz; Umberto Tavares – produtor musical; e Karen Pedroso – gestora de shows e festivas. O projeto tem como principal matriz ajudar a formar opinião de leitores sobre diversos temas da indústria da música. O primeiro artigo será publicado nesta quarta (02) e será assinado por Rogério Flausino. Veja a seguir o perfil de cada um dos colunistas:


Conhecida nacionalmente por seus inúmeros papéis na TV e no cinema, Cleo não se limita e também investe em sua careira de cantora. Em 2018, deu o ponta-pé inicial em seu projeto musical, lançando dois EPs. Aqui no POPline, ela vai usar seu espaço para falar sobre mulheres na música, versatilidade e empoderamento.


Vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino tem um legado excepcional. À frente da banda já são mais de 20 anos e ele tem muitas experiências para dividir com o público. A carreira de Flausino faz parte da construção do pop no Brasil e, evitavelmente, ele ocupa um local de fala sobre o mercado. Seu primeiro artigo será sobre a fantástica carreira internacional de Carmen Miranda.


Quando o assunto é shows e festivais, Karen Pedroso tem muito o que falar! Formada em RP na FAAP e especialização em marketing na FGV, Karen trabalha com eventos desde 2004 e está à frente da gestão de comunicacão, marketing e relacionamento com agências e artistas dos shows e festivais realizados pela Move Concerts, a maior produtora de shows internacionais da América Latina. Em seu portfólio, ela tem turnês de nomes como Katy Perry, Shakira, Beyoncé, John Mayer, Marron 5, Bruno Mars e muitos outros. Aqui no POPline, Karen vai escrever sobre os bastidores do universo de produção de shows.


O pop nacional sem Umberto Tavares não seria o mesmo. O cara é simplesmente produtor e compositor de diversos sucessos dos nossos maiores artistas do segmento. É ele quem assina vários hits de Anitta, Ludmilla, Luisa Sonza, Nego do Borel e Rouge. Também produziu hinos memoráveis de artistas como Kelly Key, Buchecha, Perlla, Sapão e Belo. No POPline, Betinho – como é chamado pelos mais próximos – vai contar muitas curiosidades por trás do processo criativo.

Então, agora que você conhece nosso time, já sabe: os melhores artigos sobre música estarão no POPline! A primeira temporada de Colunistas Convidados seguirá até dezembro.

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

#Colunistas

Coluna do Umberto Tavares: música e os feats no Brasil

Há componentes muito complexos anteriores a essa “colaboração” virar um fenômeno também aqui no Brasil.

Published

on

“A música e os feats no Brasil”

Cada vez mais vistos no cenário da música nacional e internacional, os feats (de ‘featuring’, em inglês) possuem algumas nuances que vão além da junção de vozes, soma de públicos e de estilos musicais. E no fim do ano de 2017, quando fiz uma participação numa matéria pro Fantástico (TV Globo) para falar sobre as minhas apostas sobre quem seria a “bola da vez” pro ano seguinte, eu não titubeei em responder que a grande explosão seriam exatamente os feats. Tão comuns e rentáveis mundo afora, mas que aqui no Brasil ainda engatinhavam frente às milhares de oportunidades de acontecerem em um mercado tão rico quanto o nosso. E por que nós fomos mais lentos neste processo?

Há componentes muito complexos anteriores a essa “colaboração” que pode durar 2, 3 ou 4 minutos:

– Gravadora:

Às vezes conciliar interesses de gravadoras diferentes (de cada artista) bem como agenda de lançamento de um cantor com o outro que fez participação, percentual de royalties (que por muito tempo seguiu um padrão, mas hoje não mais) e até mesmo a possibilidade (que muitas vezes não há) de juntar esses artistas eu um mesmo dia, em uma mesma cidade, pra gravar um videoclipe numa data em que ambos possam, sempre foi uma dificuldade a mais para concretizar ideias de parcerias que são altamente atrativas pro público olhando à primeira vista.

– Mercado físico

Por muito tempo soube-se que o mercado digital suplantaria o físico, mas enquanto isso não acontecia, um pensamento a respeito da “coerência” com os estilos, com o público, se mantinha mais “conservador” que hoje em um mercado amplamente liderado pelo digital. Temos atualmente playlists fortes e segmentadas por estilo. Fato. No entanto, a grande novidade da cena musical hoje é que a principal playlist, que é o TOP 50, não contempla estilo. Ela contempla as músicas mais tocadas e por consequência as mais abraçadas pelo público. Nessa grande playlist não importa se você é internacional, sertanejo, funk, pagode, pop ou axé. Você é música consumida, invariavelmente um hit abraçado pelo público e que agrada quem está ouvindo essa lista, pelo simples fato de ser música.

– Rádios

Por muito tempo nós tivemos como medida de sucesso fonográfico a venda de produtos físicos (LP’s, CD’s, DVD’s etc…). O que determinava o “sucesso” era a quantidade de álbuns vendidos e a quantidade de vezes que o artista tocava na rádio e, por consequência, aparecia na TV. Hoje, nós temos outras várias formas de avaliação como ranking das plataformas, visualizações, interações, compartilhamentos e é aí que o digital transforma em mais “progressiva” essa questão das parcerias. Anteriormente, quando o que pautava era rádio e CD vendidos, por exemplo, tínhamos parcerias que eram evitadas porque o “artista A“ não tocava na rádio de tal segmento e, em função disso, uma participação com esse “artista A” tiraria as execuções da música fruto desse feat naquela rádio, que seria importante para o “artista B” (em teoria o “dono da música”) fazer o seu número de execuções mínimo pra que houvesse um “êxito”.

Hoje, se olharmos por outro prisma, é até interessante dois artistas com públicos e nichos distintos colaborarem e vou usar um exemplo de uma música que tive que o prazer de compor e produzir. Em “Você partiu meu coração” (Nego do Borel, Wesley Safadão, Anitta), nós fizemos originalmente esta música pra ser gravada por Nego feat Safadão. Embora os dois sejam artistas populares, atuam em estilos completamente diferentes. Isso foi um problema? A resposta é não. Pelo contrário, as diferenças potencializaram a força da música, visto que, ela entrou em playlists sertanejas (com a chancela do Wesley) e nas pops (com a chancela do Nego e principalmente da Anitta, que veio participar também e explodir o potencial de sucesso). Nós (produtores da faixa), pensamos exatamente nessa possibilidade quando aliamos acordeon e uma batida de reggaeton pra embalar uma canção composta desde a primeira linha de letra, pra agradar quem curte sertanejo, pop, reggaeton, enfim… pra que ela fosse o mais abrangente possível.

Este assunto é denso, muito mais complexo do que parece e merece outros textos pra abordar outras várias nuances que possui. O certo é que a cultura do feat entrou de vez no gosto do brasileiro e é um caminho sem volta. Um com todos, todos com um, cada dia com menos barreiras de estilo, idade ou classe. É a música cumprindo seu papel de integração, de união e de compartilhar. Nós temos a mania de subdividir, criar grupos, determinar regras e classes pra separar.

A música como transcende a lógica racional do ser humano está aí pra unir e dizer que sim, é possível estarmos juntos, convivendo, colaborando, mesmo que nossos gostos genuínos não sejam os mesmos, nossa criação ou raiz familiar também não. O que importa? Nós estamos falando de música e em um mundo de discussão e intolerância com pensamentos divergentes, o papel da música é mostrar e nos lembrar que a nossa essência primária é amar. E a música é uma das formas mais lindas de demonstrar sentimento.

Continue Reading

#Colunistas

Coluna da Karen Pedroso: Os mitos e verdades do mercado de shows internacionais no Brasil!

Os mitos e verdades que muitas pessoas acreditam mas que são questionáveis e podem ser vistos de outra perspectiva.

Published

on

MITOS DO SHOWBIZZ

 Sou Karen Pedroso e trabalho há 12 anos na Move Concerts, maior produtora independente de shows da América Latina. Tive a honra de estar envolvida na realização de grandes shows no Brasil, como Beyoncé, Ed Sheeran, Katy Perry, Iron Maiden, entre muitos outros.

Com muito prazer escrevo esse texto. Minha idéia, tendo um espaço de comunicação aqui é contar um pouco de minhas experiências e principalmente escutar… as dúvidas, comentários e perguntas.

O mundo da música e dos shows ao vivo é mágico. A sensação que esses momentos proporcionam são únicos e inesquecíveis. Áreas do cérebro entram em ação, enchendo o corpo de emoções e sensações, entre elas o oxitocina, que é o hormônio da conexão e felicidade. Estudos demonstram que é 2.8 vezes mais emocionante ouvir música ao vivo que escutar algo gravado! Mais do que a teoria, isso tudo é experienciado por todos nós!!! Vocês sabem bem…! Ao mesmo tempo a indústria é extremamente complexa e enfrenta constantes adversidades.

Meu primeiro tema é aprofundar um pouco sobre o que considero mitos do showbizz. Os mitos e verdades que muitas pessoas acreditam mas que são questionáveis e podem ser vistos de outra perspectiva.

1. ‘’O valor do ingresso para esse show é tãaooo caro que essa produtora deve estar ganhando MUITO dinheiro’’

Xingamentos em redes sociais e até mesmo ameaças de boicote ao show já aconteceram nesse universo porque ‘’o preço dos ingressos está caro!’’

Porém, você sabe quais são os custos para a produção de um show? Você sabia que em grande parte dos modelos de negócio, o artista é sócio do show? Existem muitos custos, que envolvem cachê do artista em moeda estrangeira, aluguel do estádio, produção geral, equipe, impostos, etc que fazem com que o ingresso custe aquele determinado valor. Além disso o Brasil apresenta um dos custos mais caros do mundo para realização de shows.

2.  ‘’Ela trabalha com shows e conhece todos os artistas’’

Na maioria das vezes, não existe tempo ou espaço para uma aproximação da equipe local com o artista estrangeiro de ‘’grande porte’’. Existe uma grande rede de pessoas ‘’blindando’’ o artista e cada um extremamente profissional no desempenho de suas funções.

3. ‘’As músicas desse artista estão em número 1 nas paradas, esse show vai vender muito’’

Pode acontecer do artista ter muitos hits tocando, milhões de visualizações e downloads. E mesmo assim não vender ingressos para o show.

Não existe matemática nesse caso.

Pode existir o artista fantástico, no momento errado.

Pode existir o artista de 1 hit, no momento certo.

Pode acontecer do show estar lotado e a produtora perder dinheiro. 

4) ‘’Poxa não custa nada me dar um ingresso. Uma pessoa a mais não faz diferença.

Custa. Custa sim. Existe o pagamento de alguns impostos mesmo sendo cortesia. Se o show tem demanda, deixamos de vender o ingresso, ou seja, perde-se essa possível receita. Meu médico me cobra a consulta mas ele acha que tenho que oferecer a ele ingressos cortesia para tal show realizado pela empresa que eu trabalho.

Por que vocês acham que existe essa cultura enraizada?

Amaria saber a opinião de vocês. Clique aqui e deixe seu comentário no Instagram do POPline! 

Um beijo,

Karen Pedroso

Continue Reading


#Colunistas

Coluna do Rogério Flausino: Como Carmen Miranda conseguiu ser a nossa primeira grande pop star global há 90 anos?

“Eu realmente não tinha a real dimensão do impacto que a carreira desta artista fantástica teve, e ainda tem, na cultura-pop do Brasil, e do Mundo.”

Published

on

Recentemente tive a oportunidade de ler a incrível biografia da “Carmem Miranda”, lançada em 2006 pelo jornalista, biógrafo e escritor brasileiro, Ruy Castro. Uma leitura fantástica!! Apesar de sempre ter sentido grande simpatia pela figura de Carmen, eu realmente não tinha a real dimensão do impacto que a carreira desta artista fantástica teve, e ainda tem, na cultura-pop do Brasil, e do Mundo.

Foi a partir dos anos 30 que o Brasil sentiria, pela primeira vez, a força de sua música-popular imprimir mudanças nos modos e costumes da sociedade. O rádio já existia, mas a chegada das grandes gravadoras estrangeiras impulsionaria o negócio e, em pouco tempo, a música já dominaria a programação das rádios, de norte a sul do país. Nunca se produziu tanto, em tão pouco tempo.

Maria do Carmo Miranda da Cunha, nascida em Portugal, mas brasileira desde os 10 meses de idade, lançou sua primeira gravação em 1929, e seria, e a partir daí, a recordista de gravações da década, lançando mais de 280 canções. Os discos de acetato, na época, traziam uma faixa de cada lado. Carmen Miranda gravou uma média de 14 discos por ano! Com voz e carisma irresistíveis, cercou-se de grandes músicos e compositores e a explosão foi inevitável. Não tinha pra ninguém, a Carmen era pop!!

Os grandes nomes da época como Francisco Alves, Silvio Caldas e Ary Barroso ganhariam também seus próprios programas de rádio, mas foi Carmen a primeira artista do Brasil a assinar um contrato com uma grande emissora. Mas o destino da nossa primeira “POP-STAR” já estava traçado, e levaria consigo, não apenas o Brasil, mas o nosso samba, nossa ginga e balangandãs, para muito além das ondas do rádio.

Em 1939, após 10 anos de enorme sucesso no Brasil, e passagens triunfais pela Argentina, aos 29 anos de idade, Miss Miranda, acompanhada de seu “Bando da Lua”, desembarcava em Nova York, para se apresentar por 8 semanas no “The Streets of Paris”, na Broadway. O sucesso foi imediato. Poucos meses após sua estréia, esbanjando estilo, atitude e originalidade, Carmen já estampava autdoors e capas de revistas americanas, não apenas como “a grande artista do momento”, mas também, como garota-propaganda de diversas marcas e produtos, tornando-se a mulher mais bem paga dos Estados Unidos naquele ano.

Um contingente histórico iria acelerar ainda mais o processo de celebrização daquela reluzente estrela-latina em ascensão. A Europa, principal parceira comercial dos EUA, sofria os impactos da 2ª Guerra. Com os mercados em crise, o país buscava urgentemente diversificar seus negócios. Por ordens da Casa Branca, os estúdios de Hollywood se tornariam peça fundamental nesta aproximação entre o país e a América Latina. No lugar certo, na hora certa, nossa musa-tropical seria a estrela perfeita para esta sedução.

Já no ano seguinte, 1940, Carmen se mudaria para Beverly Hills onde faria sua estréia no cinema norte-americano na película “Serenata Tropical”, da 20th Century Fox. Miss Miranda seria eleita, naquele mesmo ano, a 3ª personalidade mais popular dos EUA. De sua estréia na Broadway, até sua morte prematura, em 1955, aos 46 anos de idade, Carmem Miranda estrelaria 14 filmes e dezenas de espetáculos musicais no EUA.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, vivendo problemas conjugais e uma conturbada relação com anfetaminas e tranquilizantes, nossa “Brazilian Bombshell” assistiria, aos poucos, sua popularidade diminuir. Mas, a esta altura, seu brilho, talento e alegria já haviam sido  mais do que suficientes para espalhar e popularizar nossa cultura para todo o mundo.

O devido reconhecimento de seu talento como cantora, atriz, estilista e performer, fizeram de Carmen Miranda a 1ª artista sul-americana a receber uma estrela na “Calçada da Fama”, e se fortaleceria, com o passar dos anos, um dos maiores ícones da cultura-pop de todos os tempos, colocando o Brasil e a América Latina, definitivamente, no mapa do entretenimento mundial.

Nos anos 60, seria a vez da Bossa-Nova, de João Gilberto, Tom Jobim, e tantos outros gênios, fortalecerem nossas posições de respeitabilidade artística e cultural, mas nunca, com o impacto popular de Carmen Miranda.

Nestes últimos 90 anos, muita coisa mudou no modo de se consumir a música: rádio, cinema, tv, vinil, cassete, vhs, cd, dvd, mp3, ipods, tv-a-cabo, laptops, smart-phones, youtube, spotify, netflix entre tantos, mas o que não muda mesmo, mundo-a-fora, é que ninguém resiste a um bom “e velho” POP.

Continue Reading

POPline Mix