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Claudia Leitte

Claudia Leitte avalia: “feat. bombado” não garante carreira internacional de verdade

Claudia Leitte está na nova edição da revista Cosmopolitan, falando abertamente sobre os preparativos para sua carreira internacional, algo que já dura anos. “Sonho cantar no Japão, em Dubai. Quero fazer uma turnê na América Latina, em toda a Europa. Mas isso está relacionado a um trabalho. Não adianta fazer um feat., bancar uma música, criar uma estratégia de mercado se não tem consistência, um show para apresentar”, opina.

Para ela, tem sido um exercício de humildade desde que assinou contrato com a gravadora americana Roc Nation e passou a morar em Los Angeles. “Não é o ritmo que eu imaginei, nem de longe”, admite, “tenho uma história no Brasil. Tenho uma carreira consolidada, não preciso me apresentar para as pessoas aonde chego. Era uma zona de conforto, embora houvesse muita coisa acontecendo: show, TV, divulgação… Só que eu não estava mais sendo desafiada. Eu ia lá, fazia as músicas que estava acostumada a fazer e pronto. Foi o The Voice que mostrou isso pra mim. No programa, percebi que aquelas pessoas estavam sendo desafiadas o tempo todo: a cantarem em frente aos jurados, a apresentarem uma música que não é do repertório delas. Só que elas são iguais a mim, temos sonhos semelhantes. Foi quando notei que eu precisava daquilo de novo. Minha ida para Los Angeles foi isso, em uma potência bem alta”.

Ela sabe que seu projeto de internacionalização tem sido de grão em grão, e que isso gera críticas, sobretudo no Brasil, devido à ansiedade por resultados. Mas ela prefere fazer algo consistente. “Eu poderia ter me aproveitado da fama que fiz aqui para chegar lá já por cima. Poderia me apresentar, mostrar o tamanho das minhas redes sociais, arrumar um feat. bombado e pronto. Mas o negócio não é assim. Embora eu já tenha gravado com Ricky Martin, Pitbull, Jennifer Lopez, Daddy Yankee e um monte de artistas internacionais, nada disso é suficiente para estourar lá fora de verdade”, avalia, “é preciso fazer um trabalho de desconstrução, começar de novo. Ali, não importa se você é amigo do dono da barraca, se você é Claudia Leitte. Você vai ter que ser outra Claudia”.

Outro dia, por exemplo, ela fez show para 400 americanos em uma convenção da Roc Nation. Mas ninguém fica sabendo disso. “A única pessoa que me conhecia era uma mulher, casada com um brasileiro.. Só cantei e falei em inglês, o tempo todo. Senti como se tivesse 18 anos e fosse fazer meu primeiro show em barzinho, de tão nervosa. E foi uma sensação muito boa! Minha alma rejuvenesceu”, diz Claudia.

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