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Sandy

#ChegaDeAssédio Sandy fala sobre machismo, feminismo e conta que era assediada com apenas 12 anos em shows

“Eram sempre lugares muito cheios e eu ainda muito nova, com 12, 13 anos, já ficava escutando tudo quanto é coisa que eles gritavam”.

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“Mexeu Com Uma, Mexeu Com Todas #ChegaDeAssédio” – a campanha levantada por funcionárias da TV Globo (depois que uma figurinista denunciou o ator José Mayer por assédio sexual) ganhou aderência da cantora Sandy. Ela postou a arte viral em sua conta no Instagram, e conversou com o POPline sobre o tema. No camarim de seu show no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, neste fim de semana, Sandy revelou que, como a maioria das mulheres, também já foi vítima de assédio, mesmo quando era uma garota de 12 anos.

Nem a fama, os seguranças ou a presença constante da mãe a pouparam de ser assediada. Nesta entrevista, a cantora conta que, ainda menina, já ouvia homens mais velhos gritando impropérios nos shows. Com 12 anos, para se ter uma ideia, ela ainda estava cantando “O Universo Precisa de Vocês (Power Rangers)” e trabalhando dentro do universo infantil.

Você já passou por alguma situação em que se sentiu assediada?
Já. Prefiro não descrever, mas já aconteceu e é chato. Nunca foi nada muito grave de alguém chegar pegando, encostando, sei lá, mas já me senti assediada até no palco por gente que grita coisas enquanto você está se apresentando. Pessoas bêbadas e tudo mais. Principalmente quando eu fazia festas muito grandes, tipo festa do peão e feiras agropecuárias. Eram sempre lugares muito cheios e eu ainda muito nova, com 12, 13 anos, já ficava escutando tudo quanto é coisa que eles gritavam. Ainda muito nova mesmo. É desagradável pra caramba, mas acontece.

Você nunca foi muito ativista. Considera-se feminista?
Ah, me considero. Ideologicamente, sim. Nunca fui ativista de nada, na real, mas eu me considero feminista com certeza. Apoio vários movimentos.

O assédio é entendido como resultado de uma cultura machista, misógina. Você, como mãe de um menino, que tipo de cuidados toma para quebrar com isso?
Eu tomo muito cuidado com isso desde já, para não incutir na cabeça dele esses inúmeros preconceitos – racismo, machismo, sexismo, tudo que tem de ruim na nossa sociedade. Estou tentando fazer a minha parte para nunca deixar o Theo ser influenciado por esse tipo de coisa. Só influência positiva para que ele sempre enxergue as pessoas como pessoas iguais – independente de sexo, cor, raça, independente de tudo.

O mundo está mudando e o que era aceito e motivo de risadas antes é inconcebível atualmente. Muita gente fala que “o mundo está chato” e que vivemos a patrulha do politicamente correto. Qual sua opinião sobre isso?
É muito perigoso dar opinião sobre isso. Obviamente, tudo que passa do ponto e é exagerado acaba ficando um pouco chato. Mas a gente não pode esquecer que essas coisas têm uma base, um fundamento, um motivo para estarem assim. A gente vem de uma era, de toda a história da humanidade, com esse tipo de coisa acontecendo – mulheres sofrendo, preconceitos, machismo, desigualdade de salário, de tudo. Agora, a gente está precisando encontrar o equilíbrio. Para encontrar o equilíbrio, a gente tende a passar um pouco do ponto para o outro lado, para depois encontrar esse equilíbrio. Acho que a gente ainda vai chegar a ele.

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