Marcão Britto e Tiago Castanho vão continuar usando o nome Charlie Brown Jr. em seus shows. A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido feito por Alexandre Lima Abrão, filho de Chorão, para proibir os músicos de utilizarem a marca. A decisão saiu nesta segunda-feira (16).
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O empresário alegava ser o proprietário da marca e tentava impedir o uso do nome pelos membros. No entanto, assim como Chorão, Marcão e Thiago participaram da fundação da banda em 1992, na cidade de Santos.
À Justiça, Alexandre afirmou que o pai havia assumido a administração do grupo musical, passando a cuidar de questões burocráticas como o “arquivamento da memória iconográfica” e do “pedido de registro” no nome da banda perante o Inpi (Intituto Nacional de Propriedade Industrial).
Na defesa apresentada pelos músicos, eles confirmaram que fizeram parte da composição e gravação dos álbuns do Charlie Brown Jr. Marcão e Thiago chamaram de “absurda” a tentativa de Alexandre de tentar impedi-los de celebrar em turnê a história da banda.
“O grupo não foi fundado apenas pelo Chorão. Tratava-se de um conjunto musical, não de uma carreira solo”, declararam.
*com informações de Rogério Gentile – Colunista do UOL
Outras tretas
Em fevereiro, Alexandre e os integrantes se desentenderam por causa de um lançamento do CBJr. nas plataformas de streaming. A nova coletânea “As 10 +” trouxe na capa uma foto do Chorão em destaque e os demais integrantes desfocados. Na ocasião, Thiago fez um publicação criticando a escolha, afirmando que eles estavam sendo deletados da história do Charlie Brown Jr..
“Mais uma tentativa de apagar a minha imagem (literalmente) e de todos os meus parceiros que fizeram parte do Charlie Brown Jr. O Chorão era meu irmão, meu parceiro musical, padrinho da minha filha, tenho certeza que ele nunca concordaria com uma situação dessa. Me sinto violado, humilhado, apagado e desmoralizado! A maioria das músicas dessa coletânea são da minha autoria com parceria do Chorão. Isso é crime, todos sabem que essa foto é a capa do álbum ‘La Família 013’, último álbum da banda!!! A propósito, os responsáveis por isso nunca me procuraram pra autorizar essa obra. Querem me anular, mas nunca vão conseguir apagar a minha história!!!”
Após uma enxurrada de críticas, a capa foi corrigida com a foto original e, segundo Alexandre, a decisão veio da gravadora responsável pelo lançamento.
“Por tratar-se de um acervo da Radar Records (resguardado contratualmente), a gravadora já solicitou a alteração da capa junto as plataformas e está em contato com os músicos para maiores esclarecimentos.”, declarou na época.