O cantor Caetano Veloso deu uma entrevista ao canal Globo News para repercutir as manifestações populares de domingo (21/9), contra a PEC da blindagem e anistia para golpistas. O artista liderou um ato político na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e comentou a ausência de jovens artistas na manifestação.

(Foto: Globoplay)
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“Eu adoraria fazer uma coisa que eu convidasse todos os trappers, os rappers, os sertanejos… Que não ficasse só no litoral. Nós somos de um tempo em que a música produzida no litoral que tinha presença nacional. Hoje em dia, não é assim. Eu gostaria que tivesse também evangélicos, porque conheço pessoas que poderiam. Mas foi muito rápido. A Paulinha [Lavigne] liderou a organização do jeito que ela pôde, quase que miraculosamente. Ficou mais centrado nos caras já respeitados da minha geração”, comentou Caetano Veloso.

(Foto: Victor Chapetta/Brazil News)
O rapper ImEdiAto, ativista do hip-hop desde 1995, já respondeu ao chamado. “O rap sempre foi um espaço de compromisso. Assim como vimos no ato com Caetano, Chico e Gil, a música segue sendo um instrumento para manter viva a democracia. Hoje, diante de ameaças como o PL da Anistia e a PEC da Blindagem, precisamos reforçar que cultura e política não se separam. A música é a voz do povo, um grito contra injustiças”, declarou.
Caetano Veloso subiu no trio elétrico em Copacabana com Chico Buarque, Djavan, Gilberto Gil e Geraldo Azevedo, entre outros artistas. A nova geração da música foi representada por Maria Gadú, Os Garotin e Marina Sena, a quem Caetano elogiou publicamente pela iniciativa.