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Cacique africano critica escolha de Beyoncé para contar história real de africana no cinema

Segundo jornal, cantora quer fazer filme sobre Saartjie Baartman.

O trabalho da Beyoncé em um filme sobre a africana Saartjie Baartman nem está 100% confirmado, mas já está gerando controvérsia. Após a divulgação da notícia por um jornal britânico, um cacique africano veio a público para criticar o projeto. Ele considera a popstar indigna do papel. O que ele disse exatamente foi: “ela não tem a dignidade humana básica para escrever a história de Saartjie, muito menos fazer o papel. Por quê Sarah Baartman? Por que não uma história de uma mulher indígena americana? Só posso ver arrogância em sua tentativa de contar uma história que não é para ela contar”.

Jean Burgess, que fez o ataque público, em entrevista ao site sul-africano News 24, é representante do Ghonaqua First Peoples, uma espécie de instituição dos povos originários da África do Sul. Saartjie foi uma mulher sul-africana que deixou o continente e foi levada para Londres para se apresentar em freak shows – shows de aberrações – no século XXI. Ela era exibida como anomalia por ser negra e ter o bumbum grande. Veja algumas representações dela:

Durante as apresentações, Saartjie era tratada como inumana: os homens podiam tocar e explorar suas partes íntimas, sem qualquer pudor. Jean Burgees acredita que levar sua história ao cinema, através de Beyoncé, é uma afronta ao povo khoikhoi (do qual Saartjie fazia parte). “Ignorando o fato de que os khoikhoi estão vivos e que a história de Saartjie teria um impacto em como somos representados, é um erro de uma grande magnitude”, concluiu.

Beyoncé ainda não se pronunciou sobre o assunto. Ela, na verdade, nunca confirmou que fará o filme. A notícia sobreo projeto foi revelada pelo The Sun, que disse que ela convidou roteiristas para elaborarem o filme para que ela estrelasse no papel principal.

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