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Bruce Springsteen e John Mayer brilham na penúltima noite do Rock In Rio

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A penúltima noite do Rock In Rio foi brindada com pelo menos duas das melhores apresentações desta edição do festival. Este sábado (21) contou com uma programação mais “família”, onde era perceptível um aumento na faixa etária do público, atraídos por Bruce Springsteen. Mas para deleite das jovens adolescentes, John Mayer e Phillip Phillips foram “o colírio para os olhos”, e por que não, para os ouvidos.

zskankAssim como em 2011, o Skank mostrou competência ao abrir a noite. A exemplo do Capital Inicial e do Jota Quest, a banda mineira também fez menção às manifestações que acontecem no país desde junho. Antes de tocarem “É Uma Partida de Futebol”, alguns vídeos dos protestos foram projetados no telão. Durante “É Proibido Fumar”, o vocalista Samuel Rosa soltou uma das frases que vai ficar marcada nesta edição do Rock In Rio: “Maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?”, inflamando o público que cantava todas as canções selecionadas pelo grupo. Do setlist original, “Mil Acasos” foi cortada de última hora. Pesou contra a banda o fato da pouca variação com relação às canções apresentadas em 2011. Entre as novidades de uma edição do festival para a outra estiveram “Presença” (que abriu o show e foi tocada ao lado do rapper Emicida), “Saideira”, “Te Ver”, “Acima do Sol” (o público levou sozinho boa parte da música) e “Resposta”, que teve participação especial de Nando Reis. No mais, hits como “Garota Nacional”, “Vou Deixar” e “Vamos Fugir” serviram para aquecer a noite que apenas começava.

zphillip-phillipsO “desconhecido” Phillip Phillips fez uma boa estreia em terras brasileiras. O vencedor da 11ª temporada do “American Idol” já havia feito a apresentação de abertura para John Mayer em São Paulo, mas o batismo aconteceu pra valer diante de 85 mil pessoas. A sonoridade remetia um pouco aos bons momentos de Jack Johnson e Dave Matthews Band, e se mostrou competente para segurar a ampla plateia feminina que ansiava pelo artista que viria em seguida. O americano, que completou 23 anos na última sexta-feira, abriu sua apresentação com a agitada “Get Up Get Down” e se soltou ao longo das nove canções selecionadas. Entre elas, “Where We Came From”, “Man On The Moon” e “Hold On”. Ainda houve espaço para citações de “Give It Away” (Red Hot Chili Peppers) e “Let’s Get It On” (Marvin Gaye), mas o show pegou fogo com a cover de “Thriller”. “Ele [Michael Jackson] é gigante em todo o mundo. As covers que toco são bem recebidas, mas ‘Thriller’ vai bem sempre. Ela tem força e energia”, disse o cantor em uma entrevista pouco antes de subir ao palco. No fim, além do “Happy Birthday” puxado pelo público, o hit “Home” e seus indefectíveis ‘ooô’ foram cantados em uníssono. Sem dúvida, foi um presente inesquecível para o jovem artista.

Enquanto isso, no Palco Sunset, Lenine passava da metade de seu segundo show (antes, o recifense se apresentou com Gogol Bordello) quando John Mayer subiu ao Palco Mundo e literalmente esvaziou o show do ótimo músico…

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Também pela primeira vez no Brasil, o ex-affair de Taylor Swift e atual namorado de Katy Perry veio divulgar seu último disco, “Born And Raised”, e deu uma aula de rock, country, blues e algumas caras e bocas para um público majoritariamente feminino. Revezando entre guitarra e violão, Mayer se apresentou por pouco mais de uma hora e selecionou canções como “Slow Dancing in a Burning Room”, “Daughters”, “Your Body is a Wonderland”, “Dear Marie” e “Stop This Train”, esta última escolhida pela plateia. O músico manteve um contato breve com as fãs, que a todo instante soltavam gritos de “lindo”, “gostoso”, entre outros adjetivos. O ápice da apresentação se deu no final, quando Mayer tocou a rara “Why Georgia” e a esperada “Gravity”. Se durante a apresentação o muso se manteve sóbrio no palco, nesta última vieram os arroubos de ‘guitar hero’. Performático, jogou-se no chão com a guitarra e executou solos estridentes a la Jimi Hendrix. Mais que suficiente para levar várias meninas às lágrimas. Uma apresentação madura e bastante segura de John Mayer.

O público adolescente deixou a parte da frente do Palco Mundo e permitiu que os fãs de Bruce Springsteen & The E Street Band se aproximassem das grades. Pela segunda vez no Brasil (a primeira foi no longínquo ano de 1988), o cantor poderia até mesmo ser um ‘desconhecido’ para o grande público brasileiro, mas após a apresentação histórica que viria a seguir, podemos afirmar que ele ‘já faz parte da família’.

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Vindo de uma épica apresentação de 3h30 em São Paulo onde atendeu diversos pedidos de músicas e deu o famoso ‘mosh’ sobre o público, Bruce Springsteen esbarrou no engessado horário do festival e teve ‘apenas’ 2h40 para fazer mais uma de suas performances energéticas. Assim como no show anterior, abriu com “Sociedade Alternativa” (Raul Seixas) e “Badlands”. Antes de “Spirit in the Night” falou com a plateia: “Rio, a E Street band viajou milhares de quilômetros para estar aqui hoje e quer saber uma coisa: vocês estão sentindo o astral?”. “Hungry Heart” marcou a primeira descida do palco, quando escalou as grades que cercavam o público (a primeira vez de muitas).

Na sequência, disse que faria algo especial no Rock In Rio, e anunciou que tocaria o álbum “Born in the U.S.A.” (1984) na íntegra. Entre as 12 faixas do disco mais popular de Bruce, os destaques foram a faixa-título, “Glory Days” (o duelo com o velho parceiro e guitarrista Steven Van Zandt é sempre um ótimo momento), “Dancing In The Dark” (cinco fãs subiram ao palco e cantaram com Bruce) e “My Hometown” (Bruce regeu um côro de 85 mil vozes). Apesar de ter recebido do público os gritos de “Olê olê olê olê, Brucê, Brucê”, a escolha por entregar um trabalho clássico completo fez com que muitos outros hits – apresentados em São Paulo – ficassem de fora (“Darkness on the Edge of Town”, “The River” e “She’s The One” acabaram limadas do repertório).

A parte final teve bons momentos como “Waitin’ on a Sunny Day”, quando Bruce deu o microfone para o menino Ludovico, de apenas 10 anos, e que já viu mais de 80 shows do cantor pelo mundo. O pai do menino já alcançou a marca de 275 apresentações. Em “Land of Hope and Dreams”, uma singela homenagem ao saxofonista Clarence Clemons, o “The Big Man”, morto em 2011. Em seu lugar está o sobrinho Jake Clemons, que assumiu todos os famosos solos do tio. A trinca “Thunder Road”, “Born To Run” e “Tenth Avenue Freeze-Out” (extraídas do seminal álbum “Born To Run” (1975) foram outro ponto alto, quando Bruce chegou a dançar em cima do piano. Ainda houve tempo para a atemporal “Twist And Shout”, com os fogos de artifício do festival sendo soltos enquanto a E Street Band comandava o público em grande êxtase. Quando todos pensavam que tinha acabado, Bruce Springsteen retornou sozinho, com gaita e violão, e tocou a rara “This Hard Land”, a última da noite. Prometeu retornar logo e que a espera de mais 25 anos não irá se repetir. No que depender de seu público, o cantor “já é de casa”.

Neste domingo (22) é a última noite do festival. O metal rola solto no Palco Sunset com André Mattos + Viper, Destruction + Krisiun, Helloween + Kai Hansen, e Sepultura + Zé Ramalho. Já no Palco Mundo tem Kiara Rocks, Slayer, Avenged Sevenfold e Iron Maiden.

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