Acredite se quiser: a revista britânica de rock indie NME se rendeu à Britney Spears. Depois de dar uma capa para Justin Bieber em 2015, a publicação traz a Princesa do Pop na capa de sua edição especial do Apple Music Festival (que tem a cantora como atração). Na entrevista, Britney falou sobre “Glory”, seu álbum novo, os apelidos colocados pelos fãs, o segredo de sua longevidade e também “Lemonade” da Beyoncé.
Segundo ela, o começou do projeto de “Glory” não foi tão bom, e as primeiras músicas não funcionaram, então a equipe mudou completamente o direcionamento. “Eu quis usar mais minha voz. Eu fiz coisas diferentes com minha voz. Coisas mais urban e com toque de blues. Brinquei com coisas diferentes”, conta, “honestamente, esse é o primeiro projeto onde realmente coloquei a mão na massa. Eu fui bem específica com quem trabalhei e venho aprendendo a dizer não. Sou do tipo que gosta de agradar as pessoas, então isso é difícil para mim. Mesmo que eu não goste de algo, apenas faço para deixar alguém feliz. Eu quis ter certeza, com esse álbum, que seria tudo que eu queria que fosse. Fui bem egoísta com ele”.
Britney diz que ama o que faz e acredita que esse é o segredo para estar há tantos anos na ativa. “Isso fala por si só quando me apresento. Ver outros artistas continuarem me inspira também. Às vezes fico tipo ‘o que estou fazendo? Eu poderia ser professora’. Mas então vejo os outros fazendo e penso ‘bem, sabe, é provavelmente tudo que eles sabem desde sempre, então meio que faz sentido’”, explica. Mas quando os fãs a chamam de Godney (referência a Deus), ela acha excessivo. “Isso é como os fãs são, e não quero decepcioná-los. No fim do dia, somos humanos e cometemos erros. É lisonjeiro, mas não sei se posso me colocar em um nível tão alto. Tenho certeza que muitos deles sentem como se tivessem crescido comigo”.
Questionada sobre as outras divas pop do mercado, ela falou sua opinião sobre o álbum “Lemonade”, da Beyoncé, que cantou na mesma noite que ela no VMA. “Estou meio atrasada nisso. Mas é bom, bem agressivo, um álbum bem forte. A maioria do tempo parece como um álbum terapêutico. Eu respeito isso. Ela é uma artista e é isso que ela precisa abordar neste momento de sua vida”, conclui.
