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Billboard altera contagem para principais paradas – streaming pago terá mais peso

A partir de julho, a contagem para as principais paradas da Billboard será alterada. Através do seu site oficial nesta terça-feira (1º), a empresa relembrou como atualmente são feitos os rankings e como serão formadas as novas Billboard 200 e Hot 100.

Com a nova metodologia, os streamings pagos terão muito mais peso em ambos os rankings. A gente explica.

Como é na Hot 100: a Billboard separa os streams em dois tipos para a contagem da sua principal parada de singles. Há o “on-demand”, com atual maior peso (de plataformas como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube) e as “programadas” (como a Pandora e Slacker Radio).

Como é na Billboard 200: usa-se uma equivalência em níveis. No “single tier”, uma venda equivale a 1.500 streams em plataformas “on-demand” pagas ou gratuitas. Streams via vídeos e as plataformas de streaming “programadas” não contam nos cálculos na principal parada de álbum dos EUA.

Como vai ficar a Hot 100: haverá mais de dois tipos de streams na nova metodologia. A cada streaming de plataformas pagas (Amazon, Apple Music), um ponto completo será contabilizado. Já os streamings de conta aberta de plataformas com propagandas chamadas de “ad-supported” (Spotify, SoundCloud) terão 2/3 de um ponto por veiculação. E as “programadas” terão meio ponto. Esses valores serão mensurados juntamente com as rotações em rádio e vendas digitais para a formação da nova Hot 100.

Como vai ficar a Billboard 200: dois tipos de “níveis” foram apresentados. Um álbum vendido será o equivalente a 1.250 audições via streaming pago. Os streams ‘ad-supported’ vão equivaler a 3.750 por unidade de álbum vendida. Streams em versão “trial” que oferecem às mesmas condições à contas pagas serão consideradas de primeiro nível. Vídeos continuarão de fora da contagem da nova Billboard 200. Além desses dois tipos de streaming, as vendas tradicionais, obviamente, também contarão para o resultado final e a cada 10 faixas vendidas, uma unidade de álbum será contabilizada.

“A metodologia é um reflexo do aumento global dos streams. A música é atualmente consumida em serviços de streaming de outras maneiras, migrando de vendas puras ‘on-demand’ para uma seleção maior e diversificada das preferências do ouvinte (que inclui playlists e rádio)”, justifica a mudança que vale a partir do dia 29 de junho. O reflexo da nova estratégia poderá ser visto no ranking do dia 14 de julho. Ainda segundo a Billboard, em 2019 a empresa vai separar os streamings pagos em dois níveis de relevância nas paradas, com o “nível de maior importância às inscrições pagas que oferecem acesso à biblioteca integral e sem restrição da funcionalidade das plataformas ‘on-demand'”.

Após a implementação este ano, as mudanças serão avaliadas e novas alterações podem ser feitas para o ano que vem.

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