Biel não será expulso da Fazenda 12, mas leva bronca da direção, diz jornalista. Foto: Divulgação
Biel não será expulso da Fazenda 12, mas leva bronca da direção, diz jornalista. Foto: Divulgação
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Biel trança os cabelos e diz: “parece que é bandido”

O nome de Biel é envolvido em polêmicas desde a denúncia de assédio sexual. Sua carreira, portanto, nunca foi a mesma. Anos depois, seu nome está envolvido em outra discussão. Dessa vez, ele foi acusado de racismo estrutural.

O cantor recentemente mudou o visual e fez tranças, visual típico dos negros. “Se olhar com cara fechada para que é o que? Bandido”, soltou ele, em vídeo.

Mas o que é racismo estrutural?

O site “Mundo Educação” explica:

O racismo estrutural está cristalizado na cultura de um povo, de um modo que, muitas vezes, nem parece racismo. A presença do racismo estrutural pode ser percebida na constatação de que poucas pessoas negras ou de origem indígena ocupam cargos de chefia em grandes empresas; de que, nos cursos das melhores universidades, a maioria esmagadora — quando não a totalidade — de estudantes é branca; ou quando há a utilização de expressões linguísticas e piadas racistas. A situação fica ainda pior quando as ações ou constatações descritas são tratadas com normalidade.

Comentários

Nas redes sociais, as pessoas ficaram indignadas com a situação. Veja comentários.

Justificativa

Biel tentou minimizar a situação e se explicar: “Tô trabalhando pra caramba no estúdio […] Uma correria. Mano, tem as gírias, tá ligado? Eu não vou deixar esse tipo de coisa acontecer, porque é desagradável. Eu sei que sou branco, eu sou uma pessoa que foi favorecida a vida toda por conta do privilégio branco. Todos os meus tios foram para a faculdade graças a facilidades por conta de coisas da sociedade que meus avós tiveram. Eu sei que é difícil para uma pessoa como eu me posicionar num momento como esse, mas usar gíria para converter o que eu estou falando“, soltou.

Ele continua: “Pra mim, isso é falar que um bagulho é pica, tipo, ‘tô bandido’. Isso já mexe com trauma, com coisas que eu passei, mexe com pressão da infância que foi exercida sobre mim por conta de erro e vacilo de moleque. Gente que não tem consciência das consequências dos seus atos, esse era eu, imaturo. E aí hoje, vim usar gíria… Porra, para, na moral. Vamos focar na real causa disso tudo. Eu tô trabalhando, me deixa“, completa.

Assista:

Escrito por Caian Nunes

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