A influência de Beyoncé no mundo da música é tema de uma reportagem publicada pelo site da NPR – National Public Radio, dos Estados Unidos. A matéria é intitulada “Os anos 2010: cinco maneiras como Beyoncé definiu a década em termos de música” e destaca os seguintes pontos: 1) lançamentos surpresa; 2) empoderamento artístico; 3) uso estratégico das mídias sociais; 4) mistura de gêneros; 5) relevância dos álbuns. “Beyoncé elevou sua própria carreira enquanto ajudava a conduzir e definir os anos 2010”, diz o texto.

(Foto: Divulgação / Parkwood Entertainment)
Os locutores da NPR discutiram sobre cada aspecto da renovação do mercado fonográfico. Os lançamentos surpresas – já comuns na indústria – foram uma inovação trazida por Beyoncé. “A maneira como Beyoncé manteve tudo em segredo com o ‘Beyoncé’ é outro grande mistério”, diz Robin Hilton. “Ela realmente confiou em sua base de fãs e sabia que sua BeyHive dominaria a Internet com isso. E foi assim”, completa Sidney Madden.
Sobre o “empoderamento artístico”, Beyoncé é uma referência por ter assumido as rédeas da carreira ao romper com o empresário – que era seu pai. Ela assumiu maior controle de sua imagem a partir dali. “É importante notar que a história da Beyoncé nesta década – sua história cultural, sua história artística – é também uma história sobre negócios. É a história de sua empresa, a Parkwood Entertainment, que evoluiu de uma produtora audiovisual do fim da última década para essa companhia conectada com cada aspecto da carreira de Beyoncé. Isso inclui seu trabalho de caridade, sua linha fashion, seu eventual envolvimento com um programa nutricional e sua vida pessoal”, destaca Ann Powers.

(Foto: Divulgação / Netflix)
A relação de Beyoncé com as redes sociais é um caso a parte. Ela é um modelo para uma nova geração. “Ela tem habilidade para compartilhar momentos que parecem íntimos e também casuais sem nunca violar o ‘círculo dourado’ de sua privacidade. Não é isso que todos nós quereríamos das redes sociais se pudéssemos fazer acontecer?”, ponta Ann, também entusiasta da maneira como Beyoncé passeia por diferentes estilos musicais – outro ponto da matéria. Todos os locutores concordam.
“O que eu amo mais em sua mistura de gêneros no ‘Lemonade’ é que ela realmente está nos lembrando que pode fazer qualquer coisa. Ela está te lembrando ‘sou uma garota de Houston, não perdi minhas raízes, eu cresci cercada de cowboys e isso é o conheço’. Mas antes de ‘Daddy Lessons’, ouvimos um rock louco com participação de Jack White”, elogia Sidney Madden.
O último ponto da reportagem é a relevância de álbuns – notória na carreira de Beyoncé. Enquanto os artistas seguiam o fluxo de priorizar singles, ela passou a entregar álbuns completos com conceitos audiovisuais caprichados: várias músicas e clipes de uma só vez. “Se você quer saber se as pessoas ainda se importam [com álbuns], ouça ‘Lemonade” porque é uma obra de arte completa. Cada música é essencial e todas elas se encaixam e são dependentes uma das outras”, fala Rodney Carmichael.

(Foto: Divulgação / Parkwood Entertainment)