Beyoncé está capitalizando à oposição contra ela. Desde sua performance no Super Bowl deste ano, com à referência ao Partido Panteras Negras, ela teve que lidar com muitas críticas por aprofundar o debate sobre a discriminação racial nos Estados Unidos. Houve uma tentativa de protesto contra ela na frente de NFL, que organiza o Super Bowl, e policiais de Miami disseram que não fariam o patrulhamento ao redor do Marlins Park, onde estreou a turnê, na quarta (27/4). Beyoncé pegou tudo isso e transformou em produto: na lojinha dos shows, os fãs podem comprar uma camisa irônica escrita “Boycott Beyoncé” (Boicote Beyoncé).
Vale lembrar que a popstar também tentou a liberação de uso de direitos autorais de uma jornalista loira que se posicionou contra ela e seu ativismo racial no Super Bowl. Ela queria usar no show o áudio da âncora discursando na TV, vazando seu racismo mascarado. Seria outra forma de pegar os limões e fazer uma limonada – como se ouve em uma das músicas do álbum novo dela, “Lemonade”.
De alguma forma, Beyoncé estava preparada para a polêmica e controversa que causaria ao politizar seu trabalho pop, muito arquitetado. Prova disso é que a estreia dessa fase militante racial ocorreu no fim de semana do Super Bowl, que é a maior audiência da TV americana: mais de 111 milhões de pessoas viram sua performance – e seu recado.


